Conversa com o Prof. William D. Phillips

Por Andrea Wirkus


Para a 5ª edição do Colóquio Gleb Wataghin, a Comissão de Pós-Graduação do IF convidou o Prof. William D. Phillips que, junto dos pesquisadores Steven Chu e Claude Cohen-Tannoudji, recebeu o Prêmio Nobel de Física em 1997 por suas contribuições para a técnica de resfriamento a laser que permite fixar átomos e resfriá-los a baixas temperaturas. O Dr. Phillips também é muito conhecido por defender investimentos em educação e pesquisa junto a governos e entidades e por promover e divulgar ciência entre públicos mais jovens.  
Além de apresentar um colóquio de maior alcance sobre a reforma quântica do Sistema Internacional de Unidades (SI), o professor participou de uma roda de bate-papo mais informal com os mestrandos e doutorandos do IFUSP a respeito de sua carreira e trajetória acadêmicas. 



O primeiro-anista de mestrado Rafael Fonseca considerou a conversa incrivelmente enriquecedora: "Perceber que por trás de um prêmio Nobel, de um cientista renomado e um pesquisador de ponta existe um ser humano carismático e apaixonado pelo que faz não apenas humaniza a Ciência como torna a conversa e os comentários mais tangíveis e reais. Saber que, quando deparado com um bloqueio mental diante de um problema, a estratégia do Bill é ir tomar sorvete ou comer chocolate me inspira a querer trabalhar mais na minha própria pesquisa e a não desanimar quando não fizer progresso (e ter uma desculpa para tomar mais sorvete e comer mais chocolate). O comentário que o professor fez sobre saber quando permanecer em um problema ou abandoná-lo e trabalhar em outra coisa também foi extremamente pertinente nesse sentido". 
Outro mestrando de primeiro ano, Gabriel Rickli, afirmou que recebeu dicas valiosas do Dr. Phillips, "especialmente sobre como perseverar quando dificuldades aparecem. Outra dica que ele deu foi quando eu perguntei qual o segredo para fazer tantas boas perguntas (uma das famas que ele tem), ele me respondeu que toma notas ao longo do seminário, e simplesmente não tem vergonha de perguntar qualquer coisa que ele não tenha entendido". 
Natali de Santi, que acabou de ser aprovada no exame de qualificação do Doutorado, considerou a conversa fantástica. "Primeiro, porque eu não esperava que o Professor Phillips tivesse uma simpatia tão grande para uma conversa, basicamente só com alunos de pós-graduação. Segundo porque a conversa evoluiu de forma fluida e muito envolvente, mesmo para aqueles que não fizeram perguntas diretamente. E terceiro porque é muito importante para nós, alunos em começo de carreira, termos experiências compartilhadas e dicas valiosas sobre como encarar a vida acadêmica, de um ponto de vista de uma carreira tão bem sucedida em Física".