IFUSP na Mídia

Seminários de Física Aplicada: Da Teoria à Inovação

Seminários de Física Aplicada: Da Teoria à Inovação

​O Prof. Tiago Fiorini da Silva convida toda a comunidade interessada a participar da série de seminários Física Aplicada: Da Teoria à Inovação.
Os encontros serão realizados quinzenalmente, às sextas-feiras, às 14h, na Sala de Seminários do Departamento de Física Nuclear (DFN), com o objetivo de promover discussões sobre pesquisa, desenvolvimento e inovação em física aplicada.

​O ciclo terá início no dia 18 de setembro:
​Título: Radiações e materiais: desenvolvimentos para uma nova geração de detectores de radiação em física de altas energias

​Palestrante: Prof. Tiago Fiorini da Silva (DFN)

​Data e horário: 18 de setembro (sexta-feira), às 14h

​Local: Sala de Seminários do DFN

​Entrada: Gratuita e aberta a todos, sem necessidade de inscrição prévia

​Resumo: O seminário apresentará os principais resultados de projeto de pesquisa apoiado pela FAPESP (modalidade Projeto Inicial - Pi), dedicado ao estudo de detectores gasosos microestruturados voltados para instrumentação mais eficiente e robusta. Serão abordados resultados inéditos sobre mecanismos de degradação em escala nanométrica que explicam variações de desempenho, além dos impactos do acúmulo de carga nos dados do experimento ALICE e as estratégias em desenvolvimento para aprimorar a próxima geração de detectores. O trabalho conta com contribuições de pesquisadores e estudantes do grupo (Thiago Saramela, Raphael Sallatti, Eduardo Palermo, Natalia Santos, William Silva, Caio Ribeiro, Bruna Francisco, Daniel Estevão, Daniel Fachieri, Juliano Santos e Gabriela Santos).

SIPAT Conjunta 2026

23ª Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho - SIPAT Conjunta 2026

Com o tema “Prepare hoje a vida que você quer viver amanhã”, a programação propõe uma reflexão sobre como as escolhas feitas no presente podem contribuir para uma vida mais saudável, ativa e autônoma no futuro. Significa pensar em como queremos viver, cuidar da nossa saúde, manter nossos vínculos, descobrir novos interesses e aproveitar as possibilidades que cada nova etapa pode oferecer.

Ao longo dos quatro dias, especialistas abordarão assuntos como aposentadoria, envelhecimento ativo, saúde mental, atividade física, lazer, saúde e autonomia. A programação inclui ainda atividades culturais e momentos de convivência e integração entre os participantes.

Acompanhe pelo canal oficial da SIPAT Conjunta:
https://www.youtube.com/@sipatconjunta

A participação é aberta a todos os servidores técnico-administrativos da USP. Confira a programação e venha participar.

 

Programação
8 de setembro | Terça-feira
Anfiteatro do Instituto de Química
Sala 668 – Bloco 6, piso superior
Av. Prof. Lineu Prestes, 748


13h00 – Recepção
13h45 – Mesa de abertura
14h00 – Palestra “Aposentadoria sem Mistérios: Entenda seus Direitos e Possibilidades”, com a advogada trabalhista Drª Cláudia Paviani
15h00 – Workshop de dança circular, com a Orientadora de Percepção Musical Lucymara Apostólico
16h00 – Café de encerramento


9 de setembro | Quarta-feira
Auditório Vermelho da EACH
Rua Arlindo Béttio, 1000


08h30 – Café da manhã e recepção
09h15 – Mesa de abertura
09h30 – Palestra “A vida não se aposenta: atividade física e lazer para um envelhecimento ativo”, com o Prof. Dr. Ricardo Uvinha
10h30 – Apresentação teatral com o Grupo 60+ da EACH


10 de setembro | Quinta-feira
Auditório Carolina Bori – Bloco G do Instituto de Psicologia
Av. Professor Mello Moraes, 1721


13h – Recepção
13h45 – Mesa de abertura
14h00 – Palestra “Impactos psicossociais e na saúde mental da aposentadoria”, com o Prof. Dr. Marcelo Afonso Ribeiro
15h – Apresentação de violão clássico, com Rinaldo Caldeira
16h – Café de encerramento


11 de setembro | Sexta-feira
Auditório do CO – Reitoria
Rua da Reitoria, 374


08h – Café da manhã e recepção
08h45 – Mesa de abertura
09h – Palestra “Viver mais, viver melhor: escolhas de hoje para um envelhecimento com saúde e autonomia”, com a Profª Drª Fabiana de Sant’Anna Evangelista
10h – Apresentação de dança, com o Prof. Jura
10h45 – Apresentação de fotos e encerramento

 

Institucional: Diretrizes sobre Propaganda Eleitoral nos campi da USP

Ofício Circular nº 002/26082026/SPPU - SUPERINTENDÊNCIA DE PREVENÇÃO E PROTEÇÃO UNIVERSITÁRIA
 
DIRETRIZES SOBRE PROPAGANDA ELEITORAL NOS CAMPI DA USP
 
A Superintendência de Prevenção e Proteção Universitária (SPPU), fundamentada em orientação da Procuradoria Geral da USP, enviou às diretorias de todos os campi da Universidade o Ofício Circular nº 002/26082026/SP que traz as diretrizes a serem seguidas pela USP durante o período de campanha eleitoral, visando garantir a neutralidade institucional, a impessoalidade e a isonomia no ambiente acadêmico. 

O documento estabelece os limites legais e as condutas permitidas e vedadas nos espaços institucionais durante o período eleitoral, visando resguardar a neutralidade administrativa e a isonomia no ambiente acadêmico.

Anexo o Documento Oficial

Brasil e China ampliam cooperação em pesquisa de fusão nuclear

Em abril de 2026, o Brasil e a China deram um importante passo para ampliar a cooperação científica na área de fusão nuclear com a assinatura de um Memorando de Entendimento (Memorandum of Understanding – MoU) entre o Southwestern Institute of Physics (SWIP), de Chengdu, o China National Nuclear Corporation (CNNC) e a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).

Pelo lado brasileiro, o Prof. Gustavo Canal, do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (IFUSP), participou da elaboração da parte técnica do acordo, que estabelece as principais áreas de interesse mútuo entre os dois países. Entre elas estão o desenvolvimento de bobinas de alto campo utilizando supercondutores de alta temperatura, o projeto do novo tokamak supercondutor brasileiro, a participação de pesquisadores brasileiros em experimentos realizados em tokamaks chineses e a modernização do tokamak TCABR, instalado no IFUSP.

Pesquisadores chineses visitam o IFUSP

Como parte das primeiras ações decorrentes do acordo, na última semana os pesquisadores chineses Dr. Wei Wang e Dr. Guanqi Dong, do SWIP, visitaram o IFUSP. Eles foram recebidos na Diretoria do Instituto pelo Vice-Diretor, Prof. Cristiano Oliveira, pelo Prof. Gustavo Canal e por estudantes do Instituto.

Durante a visita, os pesquisadores conheceram o Laboratório de Física de Plasmas do IFUSP, onde puderam conversar com estudantes e pesquisadores e conhecer as instalações e os projetos relacionados ao TCABR, o principal experimento de fusão nuclear em operação no Brasil.

Cooperação também envolve pesquisas com lasers

A programação incluiu ainda uma visita ao Centro de Lasers e Aplicações do IPEN, onde está prevista a instalação de um sistema laser de 15 TW destinado a estudos relacionados à fusão nuclear. O equipamento será o laser de maior potência instalado no Hemisfério Sul.

No IPEN, a delegação chinesa foi recebida pela Dra. Isolda Costa, Superintendente do Instituto, e pelos pesquisadores Dr. Nilson Vieira e Dr. Ricardo Samad.

No dia seguinte, pesquisadores brasileiros e chineses participaram de um workshop científico, no qual foram apresentados trabalhos em andamento pelos dois grupos. O encontro permitiu identificar temas de interesse comum e oportunidades concretas para o desenvolvimento de projetos conjuntos.

 

Intercâmbio de estudantes e pesquisadores

Uma das primeiras ações previstas na cooperação Brasil–China é o intercâmbio de estudantes e pesquisadores. Inicialmente, está previsto o envio de estudantes brasileiros para desenvolver parte de seus trabalhos de mestrado e doutorado em instalações chinesas, especialmente no tokamak HL-3, além da realização de estágios de pós-doutorado.

Essa cooperação já começou antes mesmo da assinatura oficial do MoU. O doutorando do IFUSP Felipe Salvador, orientado pelo Prof. Gustavo Canal, realizou um período de doutorado-sanduíche no SWIP, durante o qual trabalhou com dados experimentais do tokamak HL-3.

Durante a visita, também foi discutida a possibilidade de um período de pesquisa na China para o doutorando Victor Lassance, pesquisador do IEN-CNEN e orientado pelo Prof. Canal.

Novas perspectivas para a modernização do TCABR

Outro importante eixo da cooperação é a modernização do TCABR. Durante os encontros, foi discutida a possibilidade de colaboração chinesa por meio do fornecimento de equipamentos para o projeto, incluindo fontes de potência para os sistemas de controle de posição e formato do plasma, além de diagnósticos para caracterização do plasma.

A modernização do TCABR tem despertado o interesse de importantes laboratórios de pesquisa em plasma no mundo. O objetivo é transformar o experimento em uma plataforma avançada para estudos de controle e física do plasma, permitindo a realização de experimentos que estão na fronteira da pesquisa internacional em fusão nuclear.

Com a modernização, o TCABR deverá contar com sistemas avançados para o controle do plasma, a supressão e mitigação de instabilidades violentas que ocorrem na borda do plasma, conhecidas como Edge-Localized Modes(ELMs), além de estudos de transporte de partículas, momento e energia. Também estão previstos experimentos relacionados a novos métodos de inicialização e sustentação da descarga por meio de tochas de plasma.

A cooperação com a China representa, assim, uma oportunidade para integrar pesquisadores brasileiros a grandes programas internacionais de pesquisa em fusão nuclear e, ao mesmo tempo, fortalecer a infraestrutura nacional nessa área. Para o Brasil, o intercâmbio de estudantes e pesquisadores, o desenvolvimento conjunto de tecnologias e a modernização do TCABR constituem passos importantes para ampliar sua participação na pesquisa mundial em busca de uma fonte de energia baseada na fusão nuclear.

Texto: Gustavo Canal

Brasil e CERN assinam Declaração de Intenções para ampliação da cooperação científica e tecnológica

Brasil e CERN assinam Declaração de Intenções para ampliação da cooperação científica e tecnológica

Reunião durante o ICHEP 2026 consolida novos projetos industriais, bolsas de estudo e contribuições do CNPEM para o futuro da física de partículas.

Durante a conferência internacional ICHEP 2026, lideranças do CERN reuniram-se com a Ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil, Luciana Santos, o Diretor-Geral do Centro Brasileiro de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), Antonio José Roque da Silva, e o Coordenador da Rede Brasileira de Física de Altas Energias (RENAFAE), Marcelo Munhoz, para alinhar os próximos passos da cooperação bilateral.

Desde que se tornou Estado Membro Associado do CERN em 2024, o Brasil vem colhendo frutos diretos dessa integração. Empresas brasileiras já participam ativamente de processos licitatórios e fornecimento de tecnologia para a instituição, enquanto profissionais e pesquisadores nacionais conquistam vagas e bolsas de pesquisa no laboratório sediado na Suíça.

Próximos passos e projetos tecnológicos

Dentre os destaques do encontro, foram apresentados os planos para que o CNPEM construa o grande solenóide supercondutor voltado à atualização do experimento ALICE-3 no LHC. Além disso, prevê-se a contribuição de longo prazo do CNPEM e de empresas parceiras na construção da tecnologia do Future Circular Collider (FCC), reaproveitando a expertise industrial adquirida no desenvolvimento da fonte de luz síncrotron brasileira SIRIUS.

A reunião culminou na assinatura de uma Declaração de Intenções, formalizando o compromisso contínuo do Brasil e do CERN em fortalecer o avanço científico, tecnológico e econômico de ambos os parceiros.















 


Diretor-geral do CERN, Mark Thomson e a Ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil, Luciana Santos.
 


 

HEPIC na ICHEP 2026

Maior conferência mundial de Física de Partículas encerra edição inédita na América Latina

Pela primeira vez em seus mais de 70 anos de história, a Conferência Internacional sobre Física de Altas Energias (ICHEP) foi realizada na América Latina. A 43ª edição do principal encontro encerrou sua programação em Natal após reunir mais de 1.000 pesquisadores de universidades e centros de pesquisa de mais de 50 países, promovendo 863 palestras, 49 sessões plenárias e 173 apresentações de pôsteres ao longo de seis dias de intensa atividade científica.

A ICHEP é realizada a cada dois anos desde 1950 e constitui o principal fórum internacional para a apresentação dos avanços científicos mais recentes na área, além de promover colaborações internacionais e discutir os rumos futuros da pesquisa em física fundamental. No Brasil, a edição contou com a organização da União Internacional de Física Pura e Aplicada (IUPAP) e da Sociedade Brasileira de Física (SBF).

A Importância da Conferência no Brasil

Mais do que um congresso científico, a ICHEP é um dos principais espaços internacionais onde são iniciadas novas colaborações entre universidades e centros de pesquisa, formadas redes de cooperação, treinados estudantes e jovens pesquisadores e discutidos os grandes experimentos e infraestruturas científicas que orientarão a Física de Partículas nas próximas décadas. É nesse ambiente que muitos projetos internacionais ganham forma, parcerias são estabelecidas e decisões estratégicas sobre o futuro da pesquisa fundamental começam a ser construídas.
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, que participou da cerimônia de abertura, ressaltou o impacto da realização da conferência para a atração de talentos e estímulo ao conhecimento.
"Aqui na ICHEP nós estamos tratando de física de altas energias, que, associado a uma presença, por exemplo, de um diretor-presidente da maior infraestrutura de pesquisa do mundo, que é o CERN, que fica entre a Suíça e a França. Isso atrai talentos, atrai curiosidade,
estimula o conhecimento e, portanto, reverbera de maneira muito significativa daquilo que é o principal patrimônio de qualquer povo, de qualquer gente: o conhecimento”, declarou Santos.

ICHEP 2026 foi um marco para a Ciência brasileira

A edição de 2026 ocorreu em um momento particularmente importante para a ciência brasileira, marcado pelo avanço do acordo entre Brasil e CERN, resultado de um esforço da comunidade científica que se estendeu por mais de uma década.
Desde que o Brasil se tornou Estado-Membro Associado do CERN, em 2024, empresas brasileiras passaram a disputar contratos para fornecer equipamentos e serviços de alta tecnologia ao laboratório europeu, enquanto pesquisadores, engenheiros, estudantes e outros profissionais passaram a ter acesso ampliado a programas de formação, pesquisa e desenvolvimento tecnológico.

O evento aconteceu de 30 de julho a 5 de agosto na capital potiguar. A próxima edição da conferência acontecerá em 2028 na cidade de Bangcoc, Tailândia, na Universidade Chulalongkorn, a instituição de ensino superior mais antiga e prestigiada do país.

* Texto adaptado do original de Leonardo Pereira, assessor do evento.

 

O High Energy Physics and Instrumentation Center - HEPIC, teve participação ativa em diversas atividades durante o congresso.

Destacamos a participação do Prof. Marcelo Munhoz, como coordenador da Rede Brasileira de Física de Altas Energias (RENAFAE), na assinatura da Declaração de Intenções para ampliação da cooperação científica e tecnológica entre o Brasil e CERN, representados pela Ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil, Luciana Santos e pelo diretor geral do Cern, Mark Thomson, respectivamente.

Também no âmbito do evento, foi lançado no dia 05/08 o livro “Cruzando Fronteiras: uma História do Brasil no CERN”. Com organização do pesquisador Ivã Gurgel (e participação de outros pesquisadores do IFUSP), a obra é fruto das atividades do Grupo de Trabalho de Divulgação Científica do INCT CERN-Brasil e está disponível gratuitamente para download, em português e em inglês.


 

Por último, destacamos a premiação do aluno de doutorado Lucas Ferrandi como um dos melhores pôsteres do evento.


 

Visita de um ex-aluno

Texto da Prof. Elisabeth Yoshimura (27/07/26)
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No final do mês de junho, recebi a visita de Mario Sergio Cordovan Marques, que eu não via há quase 30 anos. Ele fez sob minha orientação, em 1997, o TCC do curso de Licenciatura em Física (sobre o PSSC de Mecânica). O motivo da visita recente de Mario Sergio foi agradecer! Agradecer pelo acolhimento que teve no curso de Licenciatura, e pela formação que recebeu desta casa – o IFUSP. Para Mario Sergio, a sua passagem pelo IFUSP não tem comparação, sob o ponto de vista do tratamento humano, com o que vivenciou anteriormente, em sua primeira graduação, em Engenharia. Nas palavras de Mario Sergio: mesmo sem merecer, tive um ótimo tratamento de todos os docentes que ministraram aulas nas minhas turmas.

Mario Sergio chegou a mim, este ano, através de busca no site do IF, em que não encontrava na ativa os professores que lhe deram aulas. Quando me achou, veio trazer esse agradecimento, que me pediu para ampliar e divulgar ao IFUSP. Por isso esta mensagem, aos docentes que conhecem Mario Sergio, e aos demais também. Anda tão raro recebermos agradecimentos pelo acolhimento dado a nossos estudantes, que achei que merecia o registro!

 

Estudantes da Licenciatura reproduzem o logotipo do IFUSP por meio de equações matemáticas

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Um trabalho desenvolvido pelos estudantes Claudio Eduardo Santos Rodrigues e Felipe Gomes dos Santos, da Licenciatura em Física, transformou o logotipo do IFUSP em uma construção matemática. A atividade foi realizada no primeiro semestre, na disciplina Cálculo de Várias Variáveis, ministrada pela professora Daniela Vieira, do Instituto de Matemática e Estatística (IME-USP).

A proposta da disciplina era que os estudantes aplicassem os conceitos de curvas parametrizadas para reproduzir o contorno de uma imagem de sua escolha. O exercício servia como etapa introdutória para conteúdos que seriam desenvolvidos posteriormente ao longo da disciplina, como o estudo de curvas de nível.

Segundo Daniela Vieira, a atividade foi inspirada em experiências de outros docentes do IME.

"Eu propus um trabalho em grupo, inspirada por experiências anteriores de docentes do IME, no qual os estudantes deveriam escolher alguma imagem de sua preferência e encontrar uma parametrização — ou, na verdade, várias parametrizações — que mais se aproximassem do contorno da figura escolhida."

Os grupos selecionaram imagens bastante variadas, entre elas símbolos, personagens de filmes e séries, desenhos e escudos de times de futebol. Claudio e Felipe decidiram representar o logotipo do Instituto de Física.

Como resultado, produziram um pôster que reúne as equações utilizadas para gerar cada elemento da imagem. Além do símbolo do IFUSP, as letras do logotipo também foram obtidas por meio de parametrizações matemáticas.

"Ao redor do logo do IF estão todas as equações que eles utilizaram para gerar a imagem. Inclusive as letras foram geradas por equações ou parametrizações."

Para a professora, a atividade permitiu que os estudantes explorassem, de forma prática, os conceitos discutidos em sala de aula. Ela destaca ainda o empenho das equipes durante o desenvolvimento do projeto.

"Os grupos se dedicaram com afinco. O resultado do grupo que escolheu a imagem do IF ficou muito bom."

O Instituto de Física parabeniza os estudantes pelo belo trabalho (e carinho) com a nossa marca!

 

Artigo | Probing nuclear interactions à la Rutherford: insights on 4He from α scattering

Artigo com participação do Prof. Luiz Carlos Chamon tem publicação prevista na Nature Communications.
Trabalho já está disponível na forma "in press".
ACESSE AQUI.
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Abstract

Nuclear interactions play a key role for the stability of atomic nuclei and stellar environments. Successful parametrization and models of these interactions, developed in the last decades, accurately reproduce all the proton and neutron scattering data, besides the properties of few-body nuclear systems. However, recent electron scattering results focusing on the first excited resonant state of 4He nucleus, reveal a puzzling situation suggesting potential gaps in our understanding of the nuclear phenomenology. Here, we report a study of such 4He resonance by 4He + 4He scattering featuring data of unprecedented sensitivity and state-of-art analyses of the spectral line shape together with a phenomenological reaction modeling that incorporates the same nuclear densities employed in electron-scattering studies. Our analysis of the full set of experimental observables yields a reasonable description within the framework of current nuclear-interaction physics, thereby highlighting the need for further advancing the modeling of few-body open quantum systems.

-> O artigo completo pode ser acessado AQUI.

 

O hélio na pesquisa científica no Brasil

Por André B. Henriques.
Também disponível no Jornal da USP.
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Na reunião da SBPC em Poços de Caldas em 1961, Mario Schenberg (1914-1990) anunciou a instalação no Instituto de Física da USP da primeira planta de liquefação de hélio do hemisfério sul. Schenberg acreditava que a pesquisa criogênica, na qual o hélio é o refrigerante, seria fundamental para o avanço da ciência e da tecnologia. Mario Schenberg estava absolutamente certo: superfluidez, efeito Hall quântico, computação quântica, medicina de imagens, lasers de estado sólido, display de cristal líquido, supercondutores, fibras ópticas, estes são apenas alguns fenômenos ou aplicações que se tornaram possíveis devido à pesquisa criogênica.

As reservas conhecidas de hélio da Terra são de 50 bilhões de m3, geralmente aprisionado em pequenas concentrações junto com gás natural em rochas subterrâneas impermeáveis. Os principais mineradores de hélio são os Estados Unidos e o Qatar, que detêm 94% da produção mundial. Na última década, o preço do hélio aumentou vertiginosamente devido a guerras que paralisaram a mineração no Qatar, mas atualmente o preço regrediu. No Brasil, foram relatadas reservas significativas de hélio na Bacia do rio São Francisco, onde a concentração de hélio é de 1,5%, quinze vezes maior do que o mínimo necessário para que sua mineração seja viável economicamente. Porém, ainda não há mineração de hélio no Brasil, aqui o hélio é importado dos Estados Unidos a um preço 5-10 vezes maior do que lá.
 
O hélio não é um mineral renovável; quando liberado para a atmosfera, ele sobe para as alturas e escapa para o espaço cósmico, sem volta. A atividade humana gera perdas estimadas em 200 milhões de m3 por ano. Uma boa parte dessa perda ocorre na mineração do gás natural nos poços onde não há tecnologia para separar o hélio, que é lançado na atmosfera. Nesse ritmo, o hélio será esgotado em 250 anos.
 
Apenas em torno de 5% da perda anual de hélio desperdiçado é atribuído a atividades de pesquisa científica e tecnológica. Se o hélio fosse usado somente em pesquisa, as reservas durariam cinco mil anos. Mesmo assim, cabe aos cientistas minimizar o desperdício de hélio. Isso significa capturar e liquefazer o hélio que evapora no processo de refrigeração (reciclar o hélio). Há duas alternativas para a reciclagem: sistemas abertos, onde o equipamento do pesquisador é abastecido com hélio líquido e o vapor é canalizado de volta para a planta de liquefação, ou sistemas fechados, que possuem um mini-liquefator interno que captura e condensa a evaporação. Nos sistemas abertos, as perdas giram em torno de 5-10% por ciclo. Nos sistemas fechados, as principais perdas são associadas à purga do espaço experimental com hélio de alta pureza, que é muito caro. Um sistema fechado apresenta algumas características negativas:
 
(1) o preço é tipicamente uma ordem de grandeza maior do que o preço de um sistema aberto;
(2) o sistema fechado é uma caixa preta à qual só o fabricante pode dar manutenção, o que eleva ainda mais o custo;
(3) Os sistemas fechados são limitados às aplicações idealizadas pelo fabricante, enquanto um sistema aberto é flexível para a construção de experimentos personalizados;
(4) As figuras de mérito de um sistema fechado são em geral inferiores às de um sistema aberto (campo magnético, abertura numérica, etc).
 
Vale ressaltar que um sistema aberto pode ser convertido em sistema fechado utilizando a tecnologia de “reliquefier”, um instrumento que recupera a evaporação de hélio de um criostato aberto e devolve ao interior do criostato na forma líquida. Esta solução híbrida oferece a perspectiva de combinar o melhor dos dois mundos (aberto e fechado).
 
Os sistemas abertos dependem de uma planta de liquefação (Criogenia) como a fundada por Schenberg. O custo de uma Criogenia, que atende a vários grupos de pesquisa, é comparável ao de um sistema fechado que serve a apenas uma estação experimental. A manutenção de uma Criogenia é realizada por especialistas brasileiros, o que estimula a atividade tecnológica especializada e forma recursos humanos aqui. Consequentemente, o investimento em um sistema aberto traz retorno para além dos resultados científicos.
 
Ainda que a fração perdida em atividade científica global seja pequena, existe um discurso que recomenda aos laboratórios adquirir sistemas fechados em nome da salvação do hélio, que está acabando. Essa narrativa acaba sendo uma forma de scarcity marketing, ou fear-based selling, vantajosa para o fabricante, pois o torna detentor absoluto dos investimentos e de manutenção de equipamentos. Em contrapartida, sistemas abertos semeiam atividade tecnológica e formação de recursos humanos localmente.
 
Do exposto, fica claro que sistemas fechados são uma excelente solução para sistemas aplicados do tipo dedo-frio, como MRI (magnetic resonance imaging) na medicina. Podem ser também uma boa solução para a pesquisa científica exploratória, que não requer temperaturas muito baixas nem campos magnéticos elevados, que não seja sensível a vibrações, nem exija troca frequente de amostras. Nos outros casos, os sistemas abertos são uma opção melhor, principalmente se combinados com plantas de liquefação eficientes e com a tecnologia de reliquefier, com o bônus de trazer benefícios sociais.
 
Cabe refletir sobre qual caminho trilhar. Cabe decidir se as reservas brasileiras de hélio, como a da baía do rio São Francisco, deveriam ser exploradas para suprir as necessidades nacionais, ou não. Além de garantir o acesso a algo importante, sem depender inteiramente do fornecimento externo, a produção de hélio brasileiro semearia atividade técnica avançada.
 
Respostas bem fundamentadas a essas perguntas serão valiosas para determinar a melhor política de utilização do hélio no Brasil.

-> O artigo completo pode ser acessado AQUI.

 

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