IFUSP na Mídia

Marcelo Munhoz é indicado como primeiro Coordenador-Geral da RENAFAE

O Prof. Marcelo Munhoz (DFN - IFUSP) foi indicado como Coordenador-Geral da Rede Nacional de Física de Altas Energias (RENAFAE). Criada em 2008, a RENAFAE é uma das mais longevas redes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, e tem desempenhado papel central na conexão dos grupos brasileiros que atuam em grandes experimentos internacionais de física de altas energias.

Com a publicação de uma nova portaria em 2025, a rede passou a contar com a Coordenadoria-Geral como braço executivo formal, e o Prof. Munhoz foi indicado pelo Comitê Técnico-Científico da rede para ser o primeiro ocupante do cargo. 

A criação dessa área responde a uma lacuna de longa data na estrutura da rede. Como explica o próprio Prof. Munhoz, "um dos problemas da rede é que ela não tinha explicitamente um caráter executivo e, conforme o presidente do CTC do momento, ela empreendia ações mais concretas ou mantinha um caráter mais consultivo do MCTI." A nova portaria busca corrigir essa limitação, conferindo à rede maior capacidade de atuação junto a instituições, grupos de pesquisa e agências de fomento. Entre os objetivos da RENAFAE estão a integração e otimização de recursos entre os grupos brasileiros, a interlocução com órgãos governamentais e a mobilização de empresas nacionais para o desenvolvimento de instrumentação e software voltados às grandes colaborações internacionais.

O Prof. Munhoz se diz honrado pela oportunidade de ocupar o posto e também reconhece que os desafios à frente são significativos. "Precisamos, de certa forma, reestruturar a rede, atraindo novamente o interesse dos grupos para a RENAFAE, pois ela esteve um pouco inativa nos últimos anos", afirma. "Outro grande desafio será propor mecanismos junto às agências de fomento que permitam um financiamento estável e previsível da participação brasileira nesses grandes experimentos internacionais de física de altas energias."

 

Sereias Gravitacionais: A Nova Fronteira para Medir o Cosmos

Por Raul Abramo. Reprodução a partir da Newsletter Polígono. Acesse AQUI.

--

Todos nós já passamos pela vexação de tentar estudar algum assunto e não entender nada. Ou pior, às vezes quanto mais investigamos algo, menos entendemos. De um certo modo, é isso que está acontecendo na área da Cosmologia, a área da ciência que estuda a origem e evolução do universo.

A Cosmologia moderna começou quando Edwin Hubble, há 100 anos, descobriu que galáxias distantes estão se afastando de nós e, quanto mais distantes as galáxias, mais rápido elas se afastam. A conclusão lógica dessa observação implica que o universo está em expansão. A razão entre distâncias e velocidades de afastamento chama-se "constante de Hubble" e é o parâmetro cosmológico mais importante na nossa descrição do universo.

Ocorre, entretanto, que na prática essa medida é infernalmente complicada. As velocidades das galáxias, na verdade, são a parte fácil: o efeito Doppler faz com que a luz de qualquer fonte luminosa que se afaste de nós seja avermelhada, assim como o som de uma ambulância que passou por nós se torna mais grave – o efeito conhecido como redshift da luz.

O problema em medir a constante de Hubble está nas medidas de distâncias das galáxias. Note que as galáxias mais próximas de nós estão a alguns milhões de anos-luz de nós, o que torna um pouco difícil estender uma trena até lá. É verdade que não precisamos necessariamente de uma régua ou uma trena: você quase certamente usa a técnica da paralaxe para estimar distâncias usando os seus dois olhos, mas para objetos muito distantes a paralaxe deixa de funcionar – e o mesmo vale para estrelas e galáxias distantes.

De fato, Hubble conseguiu fazer a primeira medida da constante que leva o seu nome usando uma técnica inventada pela astrônoma Henrietta Leavitt no começo do século 20, que consiste em escolher cuidadosamente certos tipos de estrelas cujas luminosidades são (acredita-se) razoavelmente bem conhecidas.

Imagine que em um poste há uma lâmpada de 100W, que você enxerga desde a uma certa distância. Através da luminosidade aparente da lâmpada (aquela que você percebe com os seus olhos), e sabendo que aquela lâmpada tem 100W, você seria capaz de inferir a distância até ela.

A maior parte das medidas de distância desde então, até hoje, foram obtidas por meio desse método, utilizando estrelas conhecidas como Cefeidas, mais próximas de nós, que foram então utilizadas para estender essa técnica para incluir explosões estelares conhecidas como Supernovas. Porém, para essa técnica de medir distâncias funcionar, é fundamental conhecer com precisão as luminosidades intrínsecas dessas fontes de luz, também conhecidas como "velas padrão" – mas infelizmente até hoje não sabemos se essas "velas" são tão "padronizadas" assim. 

Mais recentemente, também pudemos medir a taxa de expansão do universo através de observações de uma natureza totalmente distinta, por meio da luz que foi liberada após o Big Bang e que hoje observamos por meio da Radiação Cósmica de Fundo (RCF). A temperatura da RCF contém sinais da expansão do universo e nos permite também inferir a taxa de expansão – a constante de Hubble.

Então, após mais de 100 anos de pesquisas e uma vasta dinheirama investida em telescópios e detectores, temos duas medidas independentes da taxa de expansão, que podemos mostrar como "troféus" da grande conquista da compreensão do cosmos. Exceto que, para grande surpresa da comunidade científica, essas duas medidas parecem ser irremediavelmente incompatíveis.

As medidas que estendem a observação original de Hubble indicam que a taxa de expansão é de 73 km/s para cada megaparsec (Mpc) de distância, enquanto que as medidas da RCF parecem mostrar que a taxa de expansão é de 67 km/s/Mpc. Como cada medida tem uma "barra de erro" menor do que 1%, a chance delas serem compatíveis é algo como 0.0000025% – ou uma parte em 4 milhões. Essa "tensão" entre as duas medidas é mais do que um embaraço: ela pode estar apontando para algum problema fundamental na nossa descrição do cosmos e da própria Física.

Mas antes de jogar a toalha vamos lembrar que ambas medidas têm problemas: a primeira sofre do pecado original de não sabermos bem quais as luminosidades dessas estrelas Cefeidas e Supernovas. A segunda é prejudicada pelo fato de se basear em observações do universo primordial (a RCF foi formada meros 400.000 anos após o Big Bang) e, portanto, é uma extrapolação para os dias de hoje. Quem sabe uma medida mais confiável não poderia indicar o caminho?

É nesse momento que entra uma categoria completamente nova de medidas da taxa de expansão que só se tornou possível na última década. Ela se baseia nas observações de ondas gravitacionais emitidas por nada menos do que pares de buracos negros que estão em órbita muito próxima e que eventualmente se chocam. Essas ondas, uma previsão de Albert Einstein quando ele superou Isaac Newton com a sua Teoria da Relatividade Geral, têm sido detectadas desde 2015 pelo LIGO (Laser Interferometry Gravitational wave Observatory), nos Estados Unidos, e mais recentemente pelos detectores VIRGO (na Europa) e Kagra (no Japão).

Fusões de buracos negros são eventos fantásticos: se por um lado eles desafiam a nossa imaginação, por outro eles são uma dádiva do cosmos para os físicos. Isso porque o objeto gravitacional mais simples do universo é o buraco negro. E o segundo objeto mais simples é... um par de buracos negros!

Isso faz com que a emissão de ondas gravitacionais dessas fusões de buracos negros sejam conhecidas com grande precisão – em outras palavras, sabemos muito bem a luminosidade dessas "lâmpadas gravitacionais", também conhecidas como "sereias escuras". Isso significa que a técnica inventada por H. Leavitt pode agora ser utilizada num contexto em que ela jamais imaginaria: em vez de luz, ondas gravitacionais; em vez de velas padrão, sereias escuras.

Porém, as coisas nunca são tão fáceis: apesar de podermos inferir as distâncias até essas fusões de buracos negros, não temos como medir a velocidade de afastamento deles – uma medida que depende da observação de uma galáxia e de sua luz, que usamos para medir o redshift.

E por melhor que sejam os detectores de ondas gravitacionais, eles não são capazes de determinar em quais galáxias as fusões de buracos negros estão ocorrendo. No único caso em que um evento de ondas gravitacionais foi associado a uma galáxia, tratou-se de uma fusão de estrelas de nêutrons, cuja emissão de luz foi observada por diversos telescópios. Mas no caso de fusões de buracos negros, essa associação direta não é possível, nem no caso mais otimista. 

Mas então como medir ao mesmo tempo distâncias e redshifts? A resposta é que não precisamos medir ambas simultaneamente. Como mostramos em dois artigos recentes, há uma associação estatística entre as posições das galáxias – no jargão da área, há uma correlação espacial entre elas. Isso significa que, ao medir vários eventos de fusão de buracos negros e suas distâncias por um lado, e milhões de galáxias e seus redshifts por outro, podemos encontrar uma correlação entre as distâncias dos buracos negros e os redshifts das galáxias. Essa correlação é dada justamente pela... constante de Hubble!

No artigo arXiv:2512.15380 (Santiago de Matos et al.) fizemos as primeiras medidas da taxa de expansão por meio dessa técnica. Os erros ainda são grandes, devido ao número ainda reduzido de fusões de buracos negros bem localizadas, mas nos próximos anos iremos detectar um número exponencialmente maior desses eventos, melhorando cada vez mais essas medidas. Nossas estimativas, feitas em outro artigo (arXiv:2412.00202, Ferri et al.), demonstram que em poucos anos as medidas utilizando ondas gravitacionais vão resolver de uma vez por todas o mistério da taxa de expansão do Universo. 100 anos após Hubble e 110 anos após Einstein, está mais do que na hora de resolver esse mistério.

Acadêmicos contemplados com o título de Pesquisador Emérito do CNPq

Portal do CNPq. Acesse AQUI.

--

O título tem como objetivo reconhecer cientistas brasileiros ou estrangeiros radicados no Brasil há pelo menos dez anos pelo conjunto de sua obra científico-tecnológica e por seu renome junto à comunidade científica.

O Prof. Sílvio Salinas (FGE - IFUSP) é o agraciado na categoria Ciências Exatas e da Terra, em reconhecimento a suas pesquisas em Física Estatística.

Artigo | Terahertz and mm-Wave Research in Latin America

Dos autores Enrique Castro-Camus, Daniel Ferrusca, John Carpenter, David Hughes, Naser Qureshi, Raul O. Freitas, Elodie Strupiechonski, Jimy Oblitas, Mariana Alfaro-Gomez, Alma Montserrat Gomez-Sepulveda, Felix G. G. Hernandez, Federico Sanjuan e Monica Ortiz-Martinez.
Publicado no Journal of Infrared, Millimeter, and Terahertz Waves. Acesse AQUI.
Com informações do pesquisador Felix Hernandez.
--

Review de autoria de diversos pesquisadores da América Latina sobre o desenvolvimento da pesquisa em Terahertz na região. Destacamos a participação do Prof. Felix Hernandez, em sua contribuição para a seção 6, sobre pesquisa em materiais, ressaltando as contribuições de universidades brasileiras no início desta área assim como a liderança atual destas instituições em infraestrutura.

Resumo (traduzido do artigo):
Neste artigo de revisão, apresentamos uma visão geral abrangente das diversas atividades relacionadas a terahertz e ondas milimétricas na América Latina. A região abriga dois dos maiores radiotelescópios do mundo, uma linha de luz de síncrotron para terahertz e diversas atividades relacionadas a fontes, detectores e instrumentação. Além disso, descrevemos aplicações da espectroscopia e imageamento em terahertz em inspeção de materiais, biomedicina, indústria, agronomia e patrimônio cultural, entre outras áreas. Embora tenhamos procurado incluir uma gama diversificada de tópicos e grupos de pesquisa, esta revisão não é exaustiva e existem outras atividades que não pudemos incluir.

-> O artigo completo pode ser acessado AQUI.

 

Cristais de açúcar podem se tornar detectores para a busca de matéria escura

 

Com informações do pesquisador Pedro V. Guillaumon.

--

Um projeto coordenado pelo Prof. Pedro V. Guillaumon, do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP), demonstrou pela primeira vez que cristais de açúcar (sacarose) podem funcionar como detectores criogênicos operados próximos do zero absoluto, a cerca de 15 miliKelvin. O resultado indica que materiais orgânicos comuns podem se tornar uma nova classe de detectores para experimentos de busca direta de matéria escura.

A sacarose possui uma característica particularmente interessante para esse tipo de experimento. Cada molécula contém 22 átomos de hidrogênio (C₁₂H₂₂O₁₁), o que torna o material potencialmente sensível a interações com candidatos de matéria escura de baixa massa, conhecidos como light WIMPs.

Quando uma partícula deposita energia no cristal, ocorre uma variação extremamente pequena de temperatura. Em detectores criogênicos, essas variações podem ser medidas por sensores térmicos altamente sensíveis. No experimento realizado, os sinais foram detectados utilizando sensores do tipo NTD (Neutron Transmutation Doped).

O resultado é especialmente interessante porque cristais orgânicos complexos, como os de açúcar, não eram considerados candidatos naturais para detectores desse tipo. A demonstração de funcionamento desses cristais abre um novo caminho no desenvolvimento de detectores criogênicos.

Embora ainda seja necessário realizar novos testes para compreender melhor a performance e a viabilidade desses detectores na busca direta de matéria escura, o estudo mostra que materiais orgânicos podem desempenhar um papel inesperado nesse tipo de instrumentação. Em uma próxima etapa, pretende-se acoplar esses cristais a sensores quânticos de temperatura do tipo TES (transition-edge sensors).

O projeto foi desenvolvido no Max Planck Institute for Physics, em Munique, com participação direta do Prof. Guillaumon tanto na concepção da ideia quanto nas diferentes fases experimentais, incluindo o crescimento dos cristais utilizados no estudo.

A pesquisa integra as atividades do recém-criado Quantum Sensing and Low-temperature Detectors Group do Instituto de Física da USP, criado e coordenado pelo Prof. Guillaumon, que se dedica ao desenvolvimento e à aplicação de detectores criogênicos operando a aproximadamente 15 millikelvin, em associação com sensores quânticos. Esses sistemas de alta sensibilidade permitem investigar questões fundamentais da física contemporânea, como a natureza dos neutrinos e da matéria escura.

Além das aplicações em física de partículas, o grupo também explora o potencial desses detectores em frentes interdisciplinares, incluindo estudos de processos raros, como o possível decaimento do lutécio-176, ainda não observado experimentalmente, bem como aplicações em metrologia de precisão e monitoramento ambiental. Essas iniciativas são desenvolvidas em colaboração com instituições nacionais, como a UNICAMP, e parceiros industriais, como a Petrobras, contribuindo para a consolidação de novas interfaces entre ciência básica, inovação tecnológica e ciência de dados.

O grupo também atua no desenvolvimento de métodos avançados de análise de dados, com uso de técnicas de machine learning e automação, fundamentais para o tratamento de sinais de alta complexidade gerados por detectores criogênicos e sensores quânticos. Essa integração entre instrumentação experimental e inteligência computacional amplia o alcance científico e tecnológico das pesquisas desenvolvidas.

Parte significativa dessas linhas de pesquisa está sendo estruturada de forma inédita no Brasil, fortalecendo a inserção da USP em áreas estratégicas da física experimental contemporânea.


-> O artigo científico pode ser consultado na íntegra AQUI

Olácio Dietzsch: docente da USP, professor, pesquisador e orientador em física nuclear e de partículas

Texto por José Hirata, Mazé Bechara e Suzana Salem.
--

Há pessoas que marcam a vida das pessoas e das instituições pela sua forma de ser, agir e interagir de maneira que as marcas permanecem, mesmo quando ninguém lembre ou saiba de como elas se fizeram. Olacio Dietzsch foi uma destas pessoas em sua vida de docente e físico nuclear no Instituto de Física da Universidade de São Paulo. Iniciou linhas de pesquisa que permanecem importantes e, sempre ativo e atento aos novos rumos da física nuclear e de partículas, nunca se acomodou.  Nós tivemos a sorte e o privilégio de termos convivido com ele no mundo acadêmico. Ele não conquistava pela sedução instantânea, mas era com quem se aprende e apreende, nunca de forma rasa, em cada vivência e conversa, sobre ética, valores acadêmicos, postura diante do trabalho e na interação interpessoal. 

Ele não se limitava a formar um pesquisador, mas um docente, estimulando que nos iniciássemos desde bolsistas na importante tarefa de dar aulas e ensinar estudantes mais jovens no grupo de pesquisa, com a consciência de estarmos em uma universidade pública brasileira. Olacio nos ensinou a diferença entre um centro de pesquisa e uma universidade de pesquisa, onde o ensino de excelência em todos os níveis e diálogos amplos sobre o conhecimento são aspectos relevantes de seus objetivos mais elevados. 

Olacio participou por décadas, desde muito jovem, das decisões institucionais no âmbito do seu departamento e do Instituto de forma clara, objetiva, eficiente e pelo interesse coletivo, o que motivou a nós, seus estudantes, a sermos pessoas ativas na construção da universidade que acreditamos, mesmo em tempos bicudos para pessoas definidas.

 Ele tinha muito respeito pela história dos que o antecederam, mas não se intimidava diante de poderosos e nem da eventual incompreensão ou discordância de amigos próximos. Era pessoa leal aos amigos, mas sobretudo a si mesmo. Essas características e os caminhos dos poderes na instituição o levaram a um isolamento na vida institucional a partir de um certo momento, o que foi uma grande perda à instituição e ao desenvolvimento da física nuclear no Brasil. No âmbito de seu grupo de pesquisa e em colaborações internacionais, permaneceu ativo e presente. 

Para quem gosta de números, não faltam em sua vida acadêmica e em valores altos, as publicações de pesquisa em revistas de prestígio e com árbitro, a orientação de estudantes de graduação, de pós-graduação, de pós-doutores, o intercâmbio com pesquisadores brasileiros de diversos estados e de importantes instituições no exterior, muitas vezes na liderança dos projetos, e o legado de muitos docentes na instituição que seus ex-alunos ocuparam, por concurso. 

Mas o mais importante foi sua figura singular, seu valor e postura, seu legado em ciência e em valores acadêmicos sobre os estudantes de todos os níveis com quem conviveu, e sua amizade que hoje homenageamos e agradecemos! 

 

 

 

Artigo | Bayesian Optimization for High-Dimensional Coarse-Grained Model Parameterization: A Case Study on Pebax Polymer

Dos autores Carlos A. Martins Jr, Daniela A. Damasceno, Keat Yung Hue, Caetano Rodrigues Miranda, Erich A. Müller e Rodrigo A. Vargas-Hernández.
Destaque de capa no Journal of Chemical Theory and Computation, 2026, 22, 5, 2358-2368. Acesse AQUI.
Com comentário do pesquisador Caetano Miranda.
--

"Nosso trabalho recente, 'Bayesian Optimization for High-Dimensional Coarse-Grained Model Parameterization: A Case Study on Pebax Polymer', apresenta um avanço importante no uso de inteligência artificial para acelerar simulações de materiais complexos. Modelos coarse-grained, que simplificam a descrição molecular para permitir simulações em escalas maiores de tempo e tamanho, dependem de um processo delicado de ajuste de parâmetros. Neste estudo, demonstramos que a otimização Bayesiana, utilizando o método tree-structured Parzen estimator (TPE), pode ser aplicada com sucesso mesmo em modelos de alta dimensionalidade, contendo dezenas de parâmetros. A estratégia mostrou convergência mais rápida e resultados mais consistentes que abordagens tradicionais. Como estudo de caso, parametrizamos um modelo coarse-grained do copolímero Pebax-1657, com interesse para tecnologias de membranas em aplicações ligadas à separação de gases de efeito estufa. Como destaque, a arte científica do trabalho foi selecionada para a capa (front cover) do periódico Journal of Chemical Theory and Computation "

-> O artigo completo pode ser acessado AQUI.

 

Artigo | Nonlinear thermal-origin effect of ferrofluids with different stabilization mechanisms with visible and IR wavelengths

Dos autores F. L. S. Cuppo, A. R. Niño-Santisteban & A. M. Figueiredo Neto.
Publicado em The European Physical Journal Plus.
Acesse AQUI.
--

Resumo (traduzido do artigo):

Utilizando a técnica Z-Scan com resolução temporal nos comprimentos de onda visível (532 nm) e infravermelho próximo (979 nm), este estudo investigou a relação entre a distribuição do tamanho de partículas e o efeito óptico não linear térmico em ferrofluidos aquosos. Foram utilizadas amostras comerciais de ferrofluido Fe3O4 com diferentes mecanismos de estabilização. A distribuição do tamanho de partículas das amostras foi determinada por microscopia eletrônica de transmissão. As medições foram realizadas com dois comprimentos de onda, visto que a luz infravermelha é absorvida pelo fluido carreador do ferrofluido, enquanto a absorção da luz visível por este fluido é desprezível. Para ambos os comprimentos de onda, observou-se que o efeito térmico medido aumentava linearmente com o tamanho médio das partículas, sem evidências de influência do mecanismo de estabilização da solução. Os resultados indicam que a resposta não linear provém principalmente da absorção óptica dos grãos magnéticos, mas que, para a medição realizada com luz infravermelha, a contribuição da água não é desprezível. As amostras apresentaram uma resposta óptica térmica cerca de oito vezes mais sensível à exposição a 532 nm do que a 979 nm. Observou-se também, a partir das medições realizadas com o sistema de infravermelho, que o processo de formação da lente térmica leva mais tempo para saturar do que aqueles realizados com o sistema de luz visível. Esse efeito pode estar relacionado à resposta muito lenta da água, que retarda o processo de saturação da amostra.

-> O artigo completo pode ser acessado AQUI.

 

 

Seleção de estudantes para o Show de Física (AEX)


AEX SHOW DE FÍSICA – IFUSP
Divulgação científica, experimentos e performance
--

Quer apresentar experimentos incríveis para escolas, aprender comunicação científica e participar de um dos projetos mais tradicionais do IFUSP?

O Show de Física da USP está selecionando 20 estudantes extensionistas para participar da equipe em 2026.

O que você vai fazer
* Criar roteiros de divulgação científica
* Aprender técnicas de comunicação e performance
* Apresentar experimentos para estudantes da educação básica
* Atuar em um projeto que integra ciência, educação e teatro

Quem pode participar

Estudantes da USP de qualquer curso interessados em:

. divulgação científica
. educação
. comunicação da ciência
. performance e trabalho em equipe

Período da atividade
Março a Junho de 2026

Inscrições
03 a 16 de março

Acesse AQUI a descrição completa do programa da AEX

Como se inscrever
1️. Acesse o Júpiter Web (Sistema da USP)
2️. Na barra lateral esquerda, clique em AEX
3️. Procure por: Show de Física
4️. Clique no projeto e depois em "Descrição da atividade - Inscrição/remoção"
5️. Leia atentamente todas as informações e faça sua inscrição

Apresentações 
Terça, quarta e quinta
(períodos matutino ou vespertino) 

Reuniões de formação
Segundas ou sextas(2h semanais)

Uma oportunidade única de aprender a comunicar ciência e inspirar novos estudantes.

Instituto de Física - USP
Projeto de Extensão Universitária
 

Páginas

Desenvolvido por IFUSP