IFUSP na Mídia

Capítulo sobre física pioneira da USP integra obra internacional sobre mulheres na Física Quântica

--

Recém-lançado pela Cambridge University Press, o livro "Women in the History of Quantum Physics - Beyond Knabenphysik", dedicado a destacar o papel das mulheres na história da Física Quântica, reúne contribuições de pesquisadores de diversas partes do mundo, e inclui um capítulo sobre a física brasileira Sonja Ashauer. A iniciativa foi concebida por um grupo interdisciplinar de estudiosos da História da Ciência e da Física, motivado pelas comemorações do centenário da Física Quântica, celebradas neste ano de 2025.

 
O nono capítulo da obra, intitulado "Sonja Ashauer from São Paulo to Cambridge: a journey to quantum electrodynamics", é assinado pelo professor do Instituto de Física da USP Ivã Gurgel e a pesquisadora Barbra Miguele de Sá, e tem como foco a trajetória de Sonja Ashauer, uma das primeiras mulheres formadas pelo Departamento de Física da USP, contemporânea de César Lattes. Após finalizar sua graduação, Sonja realizou doutorado na Inglaterra, sob a orientação de Paul Dirac, um dos fundadores da Física Quântica. Sua promissora carreira, no entanto, foi interrompida precocemente por seu falecimento logo após retornar ao Brasil, o que contribuiu para que seu nome permanecesse pouco conhecido no meio científico.
 
O texto também recupera aspectos da história do próprio Instituto de Física, contextualizando a formação da primeira geração de físicos no país. O capítulo é uma versão condensada da dissertação de mestrado de Barbra Miguele, orientada por Ivã Gurgel e defendida no final de 2024, que é inteiramente dedicada à trajetória acadêmica de Sonja Ashauer.
 
A publicação tem tido ampla repercussão internacional, especialmente na comunidade de história da ciência, e busca ampliar a perspectiva sobre as origens e contribuições para a Física Quântica, para além dos tradicionais centros europeus. A valorização de figuras como Sonja Ashauer destaca a importância de um olhar mais diverso e inclusivo para a história da ciência.
 
O livro está disponível em versão física com capa dura ou e-book e pode ser adquirido no site da editora ou em distribuidores.
 

 

As mulheres na ciência quântica

As trajetórias pouco contadas das cientistas que ajudaram a desvendar o mundo subatômico e mudaram a história da física moderna.
Por: Ciência&Cultura SBPC. Acesse AQUI o conteúdo original.
--

"Max Planck, Niels Bohr, Werner Heisenberg, Erwin Schrödinger, Louis de Broglie, Paul Dirac… Esses físicos fizeram contribuições fundamentais para o desenvolvimento e a compreensão da mecânica quântica, e seus nomes são lembrados e celebrados em livros didáticos, biografias e nas narrativas sobre como a ciência transformou o mundo. Mas será que, em uma revolução intelectual tão profunda, nenhuma mulher deixou sua marca? Será que a teoria quântica foi construída exclusivamente por mãos masculinas?"

*Reportagem conta com participação da Profª Renata Zukanovich Funchal.

-> Acesse a matéria na íntegra.

 

Estrutura de cristal, mas parece vidro: o enigma térmico do bismutato de bário

Por: Sociedade Brasileira de Física. Acesse AQUI o conteúdo original.
--

"Assim como a alça de uma panela pode impedir queimaduras ao usar um material isolante térmico, os astronautas também ficam protegidos do calor extremo, dentro de uma nave espacial, durante a reentrada na Terra porque a nave é revestida de um material isolante térmico, que dificulta a transferência de calor para o seu interior. Isso revela a importância na busca do estudo das propriedades físicas e na concepção de novos materiais que possam auxiliar o desenvolvimento de novas tecnologias.

É nesse contexto que cientistas observaram que um material chamado bismutato de bário (BaBiO₃)  apresenta um comportamento térmico anômalo. Esse material, embora seja um cristal com sua estrutura interna bem organizada, se comporta como um vidro quando o assunto é conduzir calor."

-> Acesse a matéria na íntegra.

 

Artigo | Interlayer interactions in La3⁢Ni2⁢O7 under pressure: From s+- to dxy-wave superconductivity

Dos autores Lauro B. Braz, George B. Martins e Luis G. G. V. Dias da Silva. 
Publicado em Physical Review Research.
--

Abstract:

We investigate the role of interlayer interaction terms in the competition between different superconducting gap symmetries in the bilayer nickelate La3⁢Ni2⁢O7 under high pressure. We study a two-layer, two-orbital electron model that encompasses both intra- and interlayer Coulomb interaction terms within the matrix random-phase approximation. We find that interlayer interactions favor a dxy-wave superconducting pairing symmetry over the s+-wave symmetry, which has been found to prevail when interlayer interactions are disregarded. Moreover, our findings indicate that interlayer interactions enhance the interorbital pairing, incorporating contributions from all three electron pockets, arising from both d3z2-r2 and dx2-y2 orbital characters, resulting in nodes within the gap function (not present in the s+-wave state) and consequently favoring the dxy-wave pairing.

-> Saiba mais...

Gastos públicos e privados na saúde

Artigo de opinião do Prof. Otaviano Helene.
Publicado no Jornal da USP. Acesse AQUI a postagem original.
--
Por algumas vezes escrevi, neste e em outros jornais, artigos comparando o custo da educação superior privada com o da educação pública, utilizando os orçamentos da USP como referência. A conclusão é que, para um mesmo curso e com a mesma qualidade, o custo no setor público é igual ou menor do que no setor privado. O mesmo ocorre no setor da saúde.

O orçamento total do SUS, incluindo gastos das três esferas de governo, representa cerca de 4% do PIB brasileiro, o que equivale a menos de R$ 200 por mês, por pessoa. Nenhum sistema privado de saúde conseguiria oferecer o mesmo nível de serviço oferecido pelo SUS com um orçamento tão baixo. Assim como na educação superior, essa realidade evidencia a superioridade do setor público.

Dados internacionais confirmam essa superioridade do sistema público quando os critérios considerados são indicadores de saúde. Uma comparação entre os EUA e o Reino Unido ilustra bem isso.

Nos EUA, 45% do financiamento do sistema de saúde é privado; são pagamentos feitos pelos usuários a seguradoras privadas para compra de produtos e serviços. Devido a essa privatização, os gastos com saúde naquele país são elevados, representando cerca de 18% do PIB, ou mais de US$ 14 mil anuais por pessoa.

O Reino Unido, por sua vez, destina aproximadamente 12% do seu PIB à saúde, valor significativamente menor, com apenas 20% dele privado. No Reino Unido o atendimento é universal, enquanto nos EUA uma em cada 12 pessoas não tem acesso à saúde.

Considerando o PIB per capita de ambos os países, vemos que a soma dos gastos com saúde no Reino Unido é aproximadamente metade dos gastos nos EUA. No entanto, seus resultados de saúde são melhores: a expectativa de vida é dois anos maior; a expectativa de vida saudável, quatro anos maior; a mortalidade infantil, menor. Talvez a superioridade do Reino Unido se deva ao fato de que, diferentemente dos EUA, os gastos com saúde são basicamente públicos.

Comparando com outros países de renda per capita semelhante, que possuem sistemas de saúde públicos proporcionalmente maiores que os dos EUA, confirma-se a superioridade do sistema público de saúde na promoção do bem-estar da população.

Infelizmente, o Brasil segue o mesmo caminho dos EUA, ou até pior: mais da metade dos gastos com saúde aqui são privados, superando os 45% daquele país. As consequências são evidentes: altos e crescentes custos e resultados insatisfatórios. Apesar disso, as políticas de privatização que transformam saúde em mercadoria avançam rapidamente. A quem isso interessa?

Evidentemente, não à população.

 

USP seleciona quatro pesquisadores para programa de intercâmbio com o Imperial College de Londres

Programa originalmente previsto para três participantes amplia número de selecionados; parceria estratégica entre as instituições segue em expansão.
Por Jornal da USP. Acesse AQUI o original.
--
 
Quatro pesquisadores da USP foram selecionados para atuar em projetos de pesquisa no Imperial College de Londres, no âmbito do Programa Global de Bolsas de Inteligência Artificial (IA) na Ciência. O Prof. Lucas M. Cornetta, do IFUSP é um dos pesquisadores selecionados. Saiba mais sobre o projeto aprovado na matéria do Jornal da USP.

 

Experimentos e supercomputadores revelam material com potencial uso como isolante térmico

Bismutato de bário, material com propriedades isolantes similares às do vidro, poderá ser adotado em tecnologias que exijam alto isolamento térmico e em geração de energia
Por: Jornal da USP. Acesse AQUI o conteúdo original.
--

"Pesquisadores do Instituto de Física (IF) da USP e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em colaboração com instituições brasileiras e do exterior, realizaram novas descobertas sobre o bismutato de bário (BaBiO₃), material sintético com propriedades físicas singulares. Análises de laboratório do material e simulações de transporte de calor em supercomputadores revelaram que, apesar de apresentar uma estrutura cristalina ordenada, ele tem baixa condutividade térmica, comparável à do vidro."

-> Acesse a matéria na íntegra.

 

Análises e estudos de física que protegem a arte e os bens culturais

Conheça as técnicas e pesquisas do Laboratório de Arqueometria e Ciências Aplicadas ao Patrimônio Cultural
Por: Cultura na USP. Acesse AQUI o conteúdo original.
--

"As etapas e processos de restauração de obras de arte contam com métodos científicos avançados desenvolvidos no Instituto de Física da USP. A coordenação é da professora Márcia de Almeida Rizzutto, especialista em arqueometria com técnicas espectroscópicas e de imageamento. Na agenda cultural, confira as programações gratuitas do Centro Cultural MariAntonia e da Casa de Dona Yayá, a estreia de uma nova mostra no Cinusp, a abertura de inscrições para as atividades do segundo semestre do programa USP 60+ e as atividades de férias do Museu de Zoologia e do Monumento Nacional Ruínas Engenho São Jorge dos Erasmos."

-> Ouça o podcast na íntegra.

 

Interdição de auditórios: Marcello Damy, Cesar Lattes e Auditório Adma Jafet

Por Ademir Rodrigues, responsável pela distribuição de atividades acadêmicas e didáticas nos espaços do IFUSP.
--

*Novas informações em 24/07: 

Acabamos de ser informados pela Assistência Técnica Operacional de que mais duas interdições de auditórios acontecerão de 24 de julho (hoje) até 1 de agosto (sexta-feira), período que serão trocadas as telhas dos Auditórios: Marcello Damy e Cesar Lattes.
 
Lembramos que as aulas do segundo semestre terão início aos 4 de agosto e queremos acreditar que a referida Assistência Técnica Operacional tenha observado esse cronograma.
 
Não dispondo, agora, de nenhum dos quatro auditórios do Edifício Principal, tampouco o Auditório Adma Jafet, teremos que transferir o Seminários do Grupo de Fluidos Complexos, com reserva para sexta-feira - 01 de agosto - para a sala 2028 equipada para atividades híbridas.
 
---
*Informações de 16/07:

Caros Professores e Colegas, acabamos de ser informados pela Assistência Técnica Operacional de que mais uma interdição de auditório está em andamento. Para subsidiar o planejamento de seus próximos eventos, Defesas de Tese, Provas, Seminários, Aulas, Journal Clubs e quetais, cumpre-me informar que se segue.

Além dos auditórios Giuseppe Occhialini, interditado em novembro de 2023 e  Gleb Wataghin interditado em fevereiro de 2024, teremos, a partir de 21 de julho próximo, a interdição do Auditório Adma Jafet para obras internas de reparo. Não podendo contar com esse espaço, teremos que transferir os Seminários Gerais de Ensino de Ciências e os Seminários do Grupo de Fluidos Complexos para algum dos auditórios remanescentes do Edifício Principal.

Da mesma sorte, as aulas previstas no Adma Jafet deverão ser alocadas no EP. Como ainda estou ultimando os trabalhos de distribuição das disciplinas do próximo semestre pelos espaços didáticos, assim que concluir, informarei aos setores os locais reservados para seus eventos.

Como é de conhecimento geral, obras de reparo quase sempre têm data de início, porém, por intercorrências de diversas espécies que retardam os trabalhos contratados, quase nunca tem data de término.

Assim que tiver notícia sobre a conclusão das obras, voltarei a informá-los.

 

Como (e quando) o universo vai acabar?

Por BBC News Brasil. Acesse AQUI.
--

Uma morte escura, fria e um tanto tediosa. Um desenlace drástico, violento e com pitadas de drama. Ou um final que mais se parece com o começo de tudo. Essas são três das possibilidades mais estudadas atualmente sobre como será o fim do universo. Não há dúvidas de que essa é uma das questões mais intrigantes e misteriosas da Ciência — e mesmo os especialistas no assunto admitem que existem mais perguntas que respostas neste debate.

Mas, para entender como o universo vai acabar, é preciso antes saber como ele começou.

*Participação do Prof. Raul Abramo, do IFUSP.

-> Saiba mais...

 

 

Páginas

Desenvolvido por IFUSP