Intercâmbio de Pesquisas com a Espanha através do programa i-LINK+2014 (duas chamadas de propostas na área de Física)
Resultado da chamada com Consejo Superior de Investigaciones Científicas
Pacto do Ensino Médio e Educação Especial
são destaques desta terça-feira no “Encontro USP Escola”
Palestras no Instituto de Física são dirigidas a professores
da rede pública de ensino do Estado de São Paulo.
Dois temas bastante atuais abrem o segundo dia de palestras do 9º Encontro USP Escola amanhã (13.01). Às 8h, o professor João Freitas, diretor da Coordenadoria de Gestão da Educação Básica (CGEB) da Secretaria Estadual de Educação (SEESP), vai falar sobre o “Pacto Nacional pelo Ensino Médio – a proposta do MEC e a implementação em São Paulo”. Ele será auxiliado por Maria Helena Bertolini, doutora em Sociologia da Educação pela PUC-SP e professora da rede municipal.
“Durante a palestra será feito um breve relato sobre o programa e um histórico das negociações que a SEESP teve e está tendo com as universidades participantes e com o MEC. O objetivo é atualizar o relato até o presente momento”, adianta Freitas.
Instituído por uma portaria de novembro de 2013, o Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio representa a coordenação de ações e estratégias, entre a União e os governos estaduais e distrital, na formulação e implantação de políticas para elevar o padrão de qualidade do Ensino Médio brasileiro. A palestra acontece no Auditório Novo 1, no Instituto de Física (IF/USP).
No mesmo horário, mas no Auditório Novo 2, a professora Marli Vizim, do Centro Universitário Fundação Santo André, fala sobre “Educação Especial” (que, oferecida dentro dos limites da escola regular, passou a ser chamada de Educação Inclusiva). No passado havia duas escolas diferentes: aquela que atendia só o aluno especial e a que atendia os alunos regulares. A política nacional de educação especial na perspectiva da educação inclusiva foi lançada em 2008.
O atendimento educacional especializado tem sido um dos apoios importantes na inclusão dos alunos da Educação Especial. “Identificar, aplicar e avaliar instrumentos, estratégias e recursos pedagógicos no processo de ensino aprendizagem pode minimizar algumas dos entraves, favorecendo o sucesso escolar destes alunos”, acredita Marli Vizim.
O 9º Encontro USP Escola, coordenado pelo IF/USP, começou nesta segunda (12/01) e segue até o dia 16 de janeiro. O evento reúne cerca de 250 professores da rede pública de ensino do Estado que participam de 13 cursos em diferentes unidades da USP. Durante uma semana, eles têm espaço para discutir a realidade do ensino fundamental e médio e as mudanças na matriz curricular, por meio de uma série de palestras que integram a programação.
Prezados,
A pedido da Prefeitura do Campus da Capital (PUPS-C), informamos que no dia 11/01/2015 (domingo) será realizado o desligamento do circuito 102 na Estação Transformadora de Distribuição (ETD) da AES Eletropaulo, para manutenção da chave seccionadora da cabine de altas correntes do IEE.
Este desligamento afetará apenas a alimentação de energia do Edifício Tokamak.
O desligamento ocorrerá das 8h00 às 11h00; por medida de cautela, o circuito deverá ser considerado energizado durante todo o período de intervenção.
Assistência Técnica Operacional
Instituto de Física organiza 9º Encontro USP Escola
Evento abraça a discussão sobre a realidade das escolas e as propostas de mudanças curriculares sem perder o foco em atualização e formação de professores.
Acontece entre 12 e 16 de janeiro o 9º Encontro USP Escola, uma oportunidade para os professores da rede pública atualizarem seus conhecimentos em contato com docentes da maior universidade do País. São esperados entre 250 e 300 participantes de escolas de todo o Estado. A iniciativa também é um espaço para discussão sobre a realidade do ensino fundamental e médio, e sobre mudanças na matriz curricular.
“A palestra de abertura será dada por um representante do Ministério da Educação, que virá falar sobre as propostas de integração curricular por áreas no ensino médio, algo que vem provocando muitas discussões”, adianta a professora Vera Bohomoletz Henriques, do Instituto de Física da USP (IF/USP), coordenadora do Encontro.
Além do IF/USP, participam também do evento o Instituto de Ciências Biomédicas, o Instituto de Matemática e Estatística, a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, a Escola de Comunicações e Artes, o Instituto de Química, a Faculdade de Medicina, a Faculdade de Educação, o Museu de Arte Contemporânea e o Museu Paulista (que participa pela primeira vez). Nesta edição serão oferecidos 13 cursos, com temas que vão de física de partículas a práticas de educomunicação.
Foco na escola
Wilson Araújo, Professor de Física da EE Rita Pereira Bicudo, na Zona Norte de São Paulo, participa desde 2012 do grupo de trabalho organizado para entender as demandas das escolas que chegam à universidade e pautar os encontros (chamado de GT USP Escola). Ele afirma que o GT, criado em 2010, tem modificado muito a grade do evento.
“Antes os cursos e palestras eram mais de natureza de atualização, capacitação. Cursos de história da ciência, conteúdos para atualizar o professor. O perfil do encontro mudou de natureza. Há outras preocupações, como pensar a reforma do ensino médio e pensar a escola de tempo integral”, resume. “Essas últimas edições do USP Escola têm assumido um perfil de preocupação com a escola, em vez de somente formação continuada”, diz Araújo.
“Muitos professores dizem que não conseguem implementar na escola o que viram aqui por falta de infraestrutura, de material, ou de apoio da gestão e dos colegas”, revela a professora Vera Bohomoletz Henriques.
“O conflito entre a gestão escolar e a pedagógica é um tema evidente”, ratifica o professor Wilson Araújo, da EE Rita Pereira Bicudo. Apesar dos percalços, em levantamento feito no ano passado entre os participantes do Encontro, 94% afirmou que os cursos oferecidos pelo encontro USP Escola contribuíram para seu trabalho em sala de aula. “Os professores relatam frequentemente como estão mudando suas práticas”, confirma a professora Vera Bohomoletz Henriques.
O novo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, defendeu maior valorização da agenda da área no governo federal e no Congresso Nacional. "Nós dependemos do Congresso em muitas coisas, em primeiro lugar do próprio orçamento. Muitas das decisões da agenda de CT&I são políticas", afirmou, na cerimônia em que recebeu o cargo de titular da pasta do seu antecessor Clelio Campolina Diniz, nesta sexta-feira (2), em Brasília.
Rebelo acrescentou que CT&I está associada aos interesses do desenvolvimento do País, da elevação do padrão de vida da população e da democratização da sociedade. "São temas que devem ser tratados em relação estreita e profunda com a política, com o Congresso e o governo", disse. A solenidade foi realizada no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI).
Em seu discurso ao assumir o cargo, o ministro se comprometeu a ampliar os recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). "É preciso recompor, principalmente, os recursos para o FNDCT para compensar os recursos que foram perdidos e ampliá-lo [o fundo], para cobrir as necessidades do horizonte alargado que nós queremos para o desenvolvimento científico e tecnológico do País", defendeu.
Além disso, ele se comprometeu a dar continuidade ao Programa Nacional de Plataformas do Conhecimento (PNPC), lançado em junho pelo ex-ministro Campolina. Entre outros compromissos, Rebelo afirmou que pretende recompor e ampliar os investimentos na expansão e consolidação do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, e fortalecer a atuação do CNPq e da Finep/MCTI "como agências promotoras do desenvolvimento científico e tecnológico".
Em sua fala, o novo titular do MCTI reforçou que é preciso promover a atuação integrada dos governos federal, estaduais e municipais, das instituições científicas e tecnológicas, empresas e demais parceiros para promover a CT&I em todo o País. "A ciência, tecnologia e inovação não pode existir apenas em Brasília, apenas nos institutos. Deve existir nos estados e municípios", disse. "Temos que estimular os municípios a constituírem equipes próprias ou delegarem ações relacionadas com o tema", completou.
Inovação é estratégia
De acordo com Aldo Rebelo, inovação não é apenas para grandes indústrias. "A inovação é também o que a Embrapa [Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária] faz ao desenvolver tecnologia para o pequeno agricultor lá do interior do País, sem nenhum prejuízo para os grandes projetos e investimentos".
O ministro afirmou que é preciso apoiar a inovação e a produtividade das empresas nacionais, o que é, segundo ele, uma recomendação da presidenta Dilma Rousseff. "Todos nós sabemos que a inovação é fundamental na disputa da economia. O Brasil, ou enfrenta esse desafio ou fica para trás", disse.
Ele acrescentou ainda que CT&I constituem desafios permanentes e estratégicos para o desenvolvimento do País. "É estratégico no sentido econômico e também no sentido da defesa e soberania do País", disse. E destacou que o MCTI tem essa "tarefa estratégica para o País" em conjunto com outros ministérios como Defesa (MD), Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Educação (MEC) e Saúde (MS). Na quinta-feira (01/01), a presidenta Dilma enfatizou a centralidade da área para a retomada do crescimento.
"A melhor forma de proteger o Brasil e o interesse nacional é fortalecer e desenvolver cientificamente, tecnologicamente o País, ampliando as suas possibilidades de inovação. É isso que nós temos que fazer", pontuou Rebelo, na solenidade de hoje. De acordo com o ministro, a área deve contribuir para o desenvolvimento nacional. Segundo ele, embora "as leis científicas sejam universais, os produtos da ciência podem dividir os povos e a humanidade ou servir a colonialismo entre os países".
Avanços
Em seu discurso, o ex-ministro Clelio Campolina agradeceu a toda a equipe que trabalhou com ele no MCTI e afirmou que "em 2014 buscamos contribuir com esse esforço permanente de fazer progredir a CT&I brasileira de modo a dotar o País de instrumentos apropriados" para ultrapassar as dificuldades estruturais e transitórias.
Ao falar das ações realizadas, ele destacou o lançamento do edital dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) com recursos iniciais de R$ 641,8 milhões cofinanciados por MCTI, MEC e fundações de amparo à pesquisa (FAPs). A chamada deu continuidade ao programa, que, desde 2009, resultou na criação de 126 INCTs que abrigam pesquisas básicas e aplicadas situadas na fronteira do conhecimento em todas as regiões do país.
Campolina mencionou o edital do Proinfra, no valor de R$ 500 milhões, que proporcionou apoio às universidades para manutenção e construção de infraestrutura de pesquisa. Ele lembrou ainda o lançamento bem-sucedido do satélite CBers-4, "que consolida uma parceria muito promissora do Brasil com a China no campo espacial".
Além disso, reafirmou que o PNPC tem grande potencial para transformar a ciência e a tecnologia do Brasil elevando-as a uma escala superior e necessária às transformações estruturais de que o País necessita "para assegurar uma sociedade mais rica, igualitária, soberana, regionalmente integrada e ambientalmente sustentável".
"Firmou-se o entendimento, entre nós, da natureza científica e tecnológica contemporânea, acentuando de forma mandatória a necessidade de estreitamento da interação entre o setor produtivo e as áreas científicas e acadêmicas", afirmou o ex-titular da pasta.
De acordo com ele, essa renovada visão dos atores envolvidos com a ciência e tecnologia no Brasil expressou-se em diversas mudanças e reformas cruciais que se materializaram, por exemplo, nas políticas públicas de expansão do sistema de ensino superior, com destaque para a pós-graduação. "Com esse salto, o País ampliou o seu peso relativo na ciência mundial e expandiu o investimento em pesquisa e desenvolvimento e na produção de patentes", afirmou.
FONTE: MCTI
Foto: Ascom/MCTI
Por Diego Freire
Agência FAPESP – O Senado Federal aprovou na quarta-feira (17/12) a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 12/2014, que modifica a redação de dispositivos da Constituição para priorizar políticas de incentivo à pesquisa científica básica e tecnológica e estabelecê-las como competências constitucionais comuns da União, dos estados e dos municípios, entre outras medidas.
A PEC teve origem na Câmara dos Deputados, em 2013. De autoria da deputada Margarida Salomão (PT-MG), o documento que tramitava no Senado excluía a referência à prioridade para a pesquisa básica, presente no texto atual, aprovado em 1988. Após atuação da presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) apresentou emenda de redação ao texto da PEC, subscrita por outros líderes partidários, restaurando a redação inicial.
Dessa forma, o termo “pesquisa científica básica” – excluído pela PEC 290/2013, apresentada na Câmara – foi devolvido ao texto da Constituição Federal, no parágrafo 1º do Art. 218, alteração aceita pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado e já incorporada ao texto final aprovado pela casa.
“A emenda beneficia a ciência brasileira e a alteração em sua redação é uma conquista muito importante, mas o texto original deixava a pesquisa básica apenas subentendida, sem citá-la. Muitos deputados entendiam que isso não a afetaria, mas desde a tramitação na Câmara trabalhamos para deixar claramente expressa na Constituição a importância de se priorizar a pesquisa básica, sem a qual não há desenvolvimento científico”, disse a presidente da SBPC, Helena Nader, à Agência FAPESP.
Na justificativa da emenda de redação apresentada por Nunes, o senador enfatizou a relevância da pesquisa de base. “A emenda objetiva deixar claro, como já previsto na redação original do texto constitucional, que a modalidade de pesquisa que deverá receber tratamento prioritário é a pesquisa básica, essencial para a criação das condições para o desenvolvimento tecnológico nacional”, afirmou.
“A ciência brasileira está sendo elevada a outro patamar e é necessário contemplar toda a cadeia científica, desde a pesquisa básica à sua potencial aplicação e à inovação. Com a alteração da PEC e sua aprovação, avançamos nesse sentido”, disse Nader.
De acordo com a deputada Margarida Salomão, a inclusão do termo aprimora a proposta. “Inicialmente, entendemos e defendemos que a pesquisa básica estava subentendida na redação da PEC, mas o processo de aprimoramento da proposta, do qual a comunidade científica participou ativamente, resultou no entendimento de que é importante expressá-la com mais clareza”, disse à Agência FAPESP.
A opinião é compartilhada por Sergio Gargioni, presidente do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), que participou da concepção da proposta.
“Esse entendimento de que a pesquisa básica já estava contemplada pelo texto original se deve à dificuldade de se definir hoje em dia os limites entre a pesquisa de base e a tecnológica, como acontece com a nanotecnologia e outras áreas do conhecimento científico. Mas a percepção da comunidade de pesquisadores foi contemplada pela alteração da redação e, felizmente, foi possível conciliar os entendimentos e aprovar a PEC”, disse.
Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP, destacou a relevância da aprovação do texto alterado para o futuro da ciência. “A SBPC obteve importante conquista, mantendo no texto constitucional a prioridade do apoio estatal à pesquisa básica e modificando vários outros artigos para agilizar o funcionamento das ICTs [instituições de ciência e tecnologia]”, disse.
“Tal prioridade é comum em muitos países, e se justifica tendo em vista que as empresas, ou o ‘mercado’ de forma geral, tendem naturalmente a priorizar a pesquisa com aplicação imediata, o que geraria um subinvestimento na pesquisa básica e na formação de recursos humanos para pesquisas, comprometendo o futuro progresso do conhecimento e mesmo das aplicações que daí poderão advir”, disse.
Responsabilidades
Com a nova emenda, a Constituição Federal passará a atribuir a competência de legislar sobre ciência, tecnologia, pesquisa, desenvolvimento e inovação à União, aos estados e ao Distrito Federal. Também é compartilhada a responsabilidade de “proporcionar os meios de acesso à tecnologia, à pesquisa e à inovação”.
Para isso, a emenda possibilita que os governos firmem instrumentos de cooperação entre órgãos públicos e entidades privadas, inclusive para o compartilhamento de recursos humanos especializados e capacidade instalada, como laboratórios, para a execução de projetos de pesquisa, desenvolvimento científico e tecnológico e de inovação, “mediante contrapartida assumida pelo ente beneficiário, na forma da lei”.
A área de inovação também passa a receber apoio do Estado na formação de recursos humanos, contemplando o apoio às atividades de extensão tecnológica.
Caberá ainda ao Estado estimular a formação e o fortalecimento da inovação nas empresas e nos demais entes, públicos ou privados – por meio, inclusive, da criação e manutenção de parques e polos tecnológicos e de outros ambientes que promovam a inovação e a atuação de inventores independentes, ajudando também na criação, na absorção, na difusão e na transferência de tecnologia.
Recursos públicos e privados
De acordo com Helena Nader, a PEC cria as condições para que seja implementado adequadamente o projeto de lei 2177/2011, que estabelece normas, princípios, diretrizes e prioridades da Política Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, além de alterar a Lei de Inovação (Lei 10.973, de 2 de dezembro de 2004), aprovado por uma comissão especial da Câmara em abril. “Entre os objetivos está a facilitação da relação entre a iniciativa privada e instituições de pesquisa”, disse.
A PEC aprovada no Senado permite ainda a criação do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, em regime de colaboração entre governos e empresas privadas, envolvendo também estados e municípios.
Também serão ampliadas as possibilidades de fomento à pesquisa e à inovação, contemplando, além das universidades, instituições de educação profissional e tecnológica. A burocracia em torno da transferência e do remanejamento de recursos será flexibilizada, não dependendo mais de autorização prévia do Legislativo.
A PEC prevê ainda a ampliação das competências do Sistema Único de Saúde (SUS) para incluir entre as prerrogativas de suas áreas de atuação o incremento à inovação, ao lado do desenvolvimento científico e tecnológico.
A matéria foi aprovada por unanimidade no Senado e agora aguarda sessão conjunta, solene, das mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, para promulgação.
Fonte: gencia.fapesp.br/sbpc_garante_apoio_prioritario_a_pesquisa_cientifica_basica_em_emenda_constitucional/20439/
HERTONESCOBAR 19 Dezembro 2014 | 22:28 Acelerador de partículas Sirius deverá ficar pronto em 2018, em Campinas. Custo total do projeto é de R$ 1,3 bilhão
HERTONESCOBAR
Pesquisador analisa equipamento em uma das linhas de luz do acelerador atual, no Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, em Campinas. Foto: Marcio Fernandes/Estadão (2013)
O maior projeto da ciência brasileira ganhou a canetada que faltava para se tornar realidade. Em uma cerimônia em Campinas, foi lançada a pedra fundamental e assinado, nesta sexta-feira (19), o contrato de construção do prédio de 68 mil metros quadrados (maior do que muitos estádios de futebol) que vai abrigar o novo acelerador de partículas brasileiro, chamado Sirius. O custo total estimado do projeto é de R$ 1,3 bilhão, e a previsão é que a máquina comece a operar em 2018.
O Sirius terá um anel de 165 metros de diâmetro, que será usado para acelerar elétrons a uma velocidade muito próxima da velocidade da luz (99,999999%, para ser exato). Diferentemente do que ocorre no Large Hadron Collider (LHC) e outros grandes laboratórios dedicados ao estudo da física de partículas, porém, o objetivo do Sirius não é fazer com que os elétrons se choquem, mas aproveitar a luz que é gerada por eles quando acelerados a essa velocidade.
Essa luz, chamada de luz síncrotron, é uma radiação eletromagnética de amplo espectro, abrangendo diferentes tipos de energia, desde o infravermelho até os raios X. Ela é captada de dentro do anel e direcionada para as chamadas “linhas de luz”, onde os cientistas podem utilizá-la para uma série de aplicações — principalmente, para investigar as propriedades atômicas de materiais, tanto orgânicos (como uma célula, ou uma proteína) quanto inorgânicos (como uma liga de metal ou algum tipo de cerâmica industrial).
Made in Brazil
Há várias fontes de luz síncrotron em operação no mundo e o Sirius, segundo os responsáveis pelo projeto, será o mais avançado da sua categoria. Ele vai substituir o acelerador atual, chamado UVX, que foi inaugurado em 1997 e funciona bem até hoje, mas é pequeno demais para atender às demandas científicas da atualidade. Ambos os projetos são desenvolvidos e construídos no Brasil (não são máquinas prontas, compradas no exterior).
O projeto é do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), que é um dos laboratórios que compõem o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas. A maior parte dos custos será bancada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O contrato de construção do prédio, de R$ 510 milhões, foi assinado com a empresa Racional Engenharia. Todos os cientistas brasileiros (e também estrangeiros) poderão utilizar o acelerador, mediante a apresentação de projetos.
Para mais detalhes sobre o Sirius, veja a reportagem especial que publiquei sobre o projeto em 2013: Sirius, o maior projeto da ciência brasileira — Parte 1 e Parte 2 (O custo estimado do projeto à época era de R$ 650 milhões, mas ele foi ampliado e refinado tecnologicamente desde então.)
Clique aqui para ver um infográfico interativo, explicando como o acelerador funciona: http://goo.gl/PzQpN4
Para ver a página oficial do projeto no LNLS, clique aqui: http://lnls.cnpem.br/sirius/
Fonte: http://ciencia.estadao.com.br/blogs/herton-escobar/maior-projeto-da-cien...
Prezado(a) Sr.(a):
Estamos programando a desinsetização e desratização do Instituto no dia 10.01.15, sábado, das 9h00 às 18h00, não é aconselhável permanecer no IF.
Solicitamos que produtos alimentícios sejam devidamente armazenados em locais adequados, não ficando expostos aos produtos químicos que serão aplicados nos locais. Áreas de alimentação: os produtos (pacotes, frutas, etc.) que estiverem abertos deverão estar cobertos com plástico; espremedores, cortadores, batedeiras, etc, poderão ficar descobertos, para o tratamento da área de motores.
Objetos como: Grampeadores, canetas, régua, calculadoras, etc, deverão ser guardados em gavetas.
Lembramos que as chaves dos locais a serem desinsetizados deverão estar nas portarias. Aquelas que não se encontram nos quadros das portarias, devem ser deixadas com o Chefe da Vigilância com antecedência ou, então, o responsável deverá vir ao IF para abrir o local.
Contrários a execução do serviços favor pronunciarem através do e-mail ata@if.usp.br
Atenciosamente,
ATA
Professor Mahir Hussein torna-se fellow da American Physical Society
O professor Mahir Saleh Hussein, docente do Instituto de Física da USP (IF/USP), acaba de ser nomeado "Fellow of The American Physical Society" (APS). A distinção, baseada em contribuições científicas, foi concedida pela Divisão de Física Nuclear da instituição, que este ano selecionou ao todo 14 nomes. Destes, apenas Hussein é brasileiro. Há um cientista da Universidade de Surrey, na Inglaterra, e o restante são cientistas de universidades americanas.
Segundo informações disponíveis no site da APS, a nomeação de Hussein se deu pelas importantes contribuições do físico para a teoria das reações nucleares, abrangendo pesquisas realizadas por ele em quatro décadas. Também foram mencionados seu papel de liderança na área, o fortalecimento de grupos de pesquisa consolidados em São Paulo e os continuados esforços para formar e sustentar a colaboração científica entre o Brasil e os Estados Unidos.
“Ele recebeu a notícia no dia 9 de dezembro e ficou muito satisfeito. Afinal, é uma distinção bastante significativa e soma-se a outras, que o professor Hussein já tem em seu currículo”, afirmou a Alinka Lépine-Szily, professora do IF/USP. “Haverá uma cerimônia de recebimento da distinção em abril, em Baltimore, nos Estados Unidos, e o professor Hussein pretende ir para o evento”, adiantou.
Recentemente homenageado pelos seus 70 anos (completados no dia 24 de novembro) em um simpósio realizado no IF/USP, Hussein é considerado atualmente o físico nuclear mais importante do Brasil. Nascido no Iraque, ele foi professor de Física em tempo integral na USP durante 35 anos, aposentando-se em 2007. Tem trabalhos publicados em diversos países, em colaboração com acadêmicos do mundo todo. Publicou mais de 320 artigos e colaborou com mais de 300 pesquisadores durante os últimos 40 anos, além de organizar inúmeros eventos científicos nacionais e internacionais.
A indicação do nome de Hussein para fellow da APS foi feita por dois físicos norte-americanos. É necessária uma indicação, e também cartas de recomendação, para que ocorra a nominação. Só então um comitê da APS julga os nomes propostos. É uma seleção bastante concorrida.