Colóquios Agendados

From the stars, to the atomic nuclei, and back: The rebirth of stellar intensity interferometry | Colóquio IFUSP

Data de Início: 
quinta-feira, 11 Junho, 2026 - 16:00
Palestrante: 
Mike Lisa - Distinguished Professor da Ohio State University, EUA
Local: 
Auditório Abrahão de Moraes
 

Sobre o evento:

The technique of stellar intensity interferometry (SII)— quite distinct from the ubiquitous Michelson interferometry— was developed in the 1950s and abandoned in the 1970s for technical reasons.  It remains the only way to directly measure the geometry of a stellar photosphere at visible wavelengths.  I will briefly discuss the history of SII and its surprising connection to high-energy nuclear physics, as well as its recent revival into a vibrant new field.  I will discuss the VERITAS SII system and recent results on the oblate photosphere of the rapid rotator gamma Cassiopeia and preliminary measurements of the binary system alpha Virginis.

Minibiografia do palestrante: 

My research connects nuclear physics and high-energy particle physics through experimental studies of heavy atomic nuclei collisions at near-light speeds. These experiments help us probe the quark-gluon plasma, last present microseconds after the Big Bang, to better understand the Strong Force. My team conducts studies at AGS, RHIC, and LHC, specializing in space-time substructure analysis using femtoscopy. We recently discovered hyperon polarization as an indicator of quark-gluon plasma vorticity. Our work spans detector design, software development, analytical techniques, and theoretical modelling. I have also expanded into astronomical imaging, adapting two-particle correlation methods to measure distant objects and collaborating with VERITAS for cosmic ray and stellar structure studies, bridging research between the universe’s smallest and largest systems.
 
Acessos:
  • Auditório Abrahão de Moraes
  • Transmissão pública: acompanhe pelo YouTube do IFUSP.

 

Sensores de gases tóxicos: estratégias para melhorar a detecção e a eficiência dos sensores | Colóquio IFUSP

Data de Início: 
quinta-feira, 13 Agosto, 2026 - 16:00
Palestrante: 
Valmor Roberto Mastelaro - Instituto de Física de São Carlos/USP
Local: 
Auditório Abrahão de Moraes
 

Sobre o evento:

Apesar dos avanços já observados no desenvolvimento de sensores para gases tóxicos, persistem grandes desafios na melhoria da seletividade, particularmente quando múltiplos gases estão presentes simultaneamente, bem como no desenvolvimento de um sensor que opere em temperaturas próximas à temperatura ambiente. Este segundo aspecto também é de grande importância, pois a operação do sensor em altas temperaturas pode levar à degradação ao longo do tempo, além de inviabilizar sua aplicação na detecção de gases como o hidrogênio, que é altamente explosivo em altas temperaturas, mesmo em baixas concentrações. Para aprimorar as propriedades desses sensores de gás, diversas estratégias têm sido empregadas, incluindo a síntese de materiais nanocompósitos compostos por óxidos semicondutores e materiais bidimensionais; a obtenção de materiais com diferentes morfologias; e a deposição de nanopartículas metálicas sobre esses materiais. Adicionalmente, o uso da tecnologia de grafeno induzido por laser (LIG) impulsionou o desenvolvimento de sensores flexíveis. Estudos in situ, utilizando as técnicas NAP-XPS e XAS, também têm sido empregados para determinar os mecanismos de operação dos sensores de gás. Neste colóquio, apresentaremos alguns resultados do nosso grupo de pesquisa que demonstram a viabilidade dessas estratégias no desenvolvimento de sensores com desempenho aprimorado.

 

Minibiografia do palestrante: 

Valmor Roberto Mastelaro possui Bacharelado em Física pela Universidade Federal de São Carlos, Mestrado em Física Aplicada pelo Instituto de Física de São Carlos - Universidade de São Paulo e Doutorado em Ciências pela Université Paris XI (Paris-Sud). É professor associado MS-5, nível A3, do Instituto de Física de São Carlos, da Universidade de São Paulo. Atua na área de pesquisa de Física do Estado Sólido e de Ciência dos Materiais, com ênfase no estudo da estrutura atômica e eletrônica de materiais cristalinos e amorfos por meio das técnicas de XAS e XPS. Sua pesquisa atual envolve o estudo e o desenvolvimento de sensores para gases tóxicos. É editor da revista Journal of Alloys and Compounds e já publicou mais de 300 artigos em periódicos indexados.


Acessos:

  • Auditório Abrahão de Moraes
  • Transmissão pública: acompanhe pelo YouTube do IFUSP.

 

A dupla ameaça: como as mudanças climáticas e o desmatamento estão redefinindo o clima da Amazônia | Colóquio IFUSP

Data de Início: 
quinta-feira, 20 Agosto, 2026 - 16:00
Palestrante: 
Luiz Augusto Toledo Machado - Pesquisador Colaborador no IFUSP
Local: 
Auditório Abrahão de Moraes
 

Sobre o evento:

As partículas atmosféricas de aerossóis desempenham um papel fundamental na formação de nuvens, na dinâmica da precipitação e na regulação dos ciclos de energia e água na Terra. Na floresta amazônica, as emissões biogênicas de compostos orgânicos voláteis impulsionam a formação de novas partículas, influenciam o ciclo do carbono e modulam a microfísica das nuvens. Esses processos estão fortemente acoplados à convecção, que, por sua vez, afeta a fotossíntese, a química atmosférica e as complexas interações físico-químicas na interface floresta-atmosfera. No entanto, esse equilíbrio delicado está sob pressão crescente. A Amazônia está atualmente exposta a duas forçantes antropogênicas dominantes: as mudanças climáticas globais e o desmatamento, que atuam conjuntamente redefinindo o clima, ecossistemas e biodiversidade da Amazonia Amazônia. Esta apresentação explora como essas duas ameaças estão perturbando os ciclos naturais em múltiplas escalas no ambiente Amazônico. Iniciamos com uma visão geral da Amazon Tall Tower Observatory (ATTO), um local de pesquisa-chave que tem fornecido dados sem precedentes sobre as interações floresta-atmosfera no coração da Amazônia. Em seguida, apresentamos os padrões espaciais e temporais do desmatamento na região, destacando as regiões chaves e as tendências ao longo das últimas décadas. A seguir, examinamos o transporte de longa distância de poeira do Saara e de particulados de queimadas da África e como está sendo alterado esses padrões de transporte que afetam a fertilidade do solo e a resiliência dos ecossistemas. Em seguida, apresentamos os impactos das mudanças climáticas e do desmatamento sobre o clima regional, com foco na intensificação e no aumento da duração da estação seca. Aprofundamos ainda como mudanças na convecção e nos padrões de precipitação influenciam as concentrações de aerossóis e gases traços tanto na camada limite como na troposfera superior, e como o desmatamento altera esses processos ao modificar as emissões de superfície e a estabilidade atmosférica. Também discutimos o papel dos bioaerossóis, como bactérias, esporos e fungos, na biodiversidade e a sensibilidade às mudanças no uso da terra e aumento da temperatura. Por fim, apresentamos evidências de que emissões antrópicas estão modificando as distribuições de tamanho e a concentração de gotas de nuvens, com implicações para a eficiência da precipitação e o ciclo de vida das nuvens. Essas mudanças podem reduzir a precipitação e agravar ainda mais o estresse sobre a floresta. Esta apresentação sintetiza evidências multidisciplinares para ilustrar que mudanças climáticas e desmatamento não são ameaças isoladas, mas são forçantes que interagem não linearmente e que estão transformando o sistema climático da Amazônia, com consequências profundas para o seu futuro.

 

Minibiografia do palestrante: 

O Prof. Luiz Augusto Toledo Machado possui graduação e mestrado em Meteorologia pela Universidade de São Paulo (1981, 1984) e doutorado pela Université de Paris VI (1992). Foi pesquisador visitante na NASA/GISS, nos EUA e no Laboratoire de Météorologie Dynamique (LMD), França. Após a aposentadoria do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) em 2020, continua ativo como pesquisador no Instituto de Física da Universidade de São Paulo e como pesquisador visitante no Max Planck Institute for Chemistry. Seu trabalho de pesquisa concentra-se em sensoriamento remoto, processos de nuvens e convecção tropical, com ênfase particular na região Amazônica. Tem desempenhado papel de liderança em campanhas de campo e projetos internacionais de grande escala, contribuindo para avanços no entendimento de sistemas de precipitação, interações aerossol-nuvem e processos atmosféricos em ambientes tropicais. Possui uma carreira científica com mais de cem publicações em revistas científicas revisadas por pares, de alto impacto e ampla colaboração em redes internacionais de pesquisa. Supervisionou numerosos alunos de pós-graduação e pesquisadores pós-doutorais, além de ter contribuído para o desenvolvimento de sistemas de observação baseados em satélites. O Prof. Machado ocupou cargos de liderança em programas nacionais e internacionais, foi Diretor do CPTEC e recebeu diversos prêmios e reconhecimentos, incluindo distinções do WMO, da NASA.


Acessos:

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