Física para Todos 2006

O Instituto de Física da Universidade de São Paulo (IFUSP) dá continuidade, em 2006, ao ciclo de palestras Física para Todos, voltado ao público em geral, com temas relevantes e contemporâneos das Ciências Físicas. São sete palestras, proferidas por professores do IFUSP, cada uma delas apresentada em três locais: Estação Ciência, Museu Paulista da USP e Centro Cultural São Paulo. As Palestras são gratuitas.

Estação Ciência, Rua Guaicurus, 1394. Inscrições no Setor de Eventos e Comunicação da Estação Ciência (eventos@eciencia.usp.br , Tel. (11) 3675 8828).
Museu Paulista, Parque da Independência, s/n. Informações na Divisão de Difusão Cultural, Tel. (11) 6165 8006.
Centro Cultural São Paulo, Rua Vergueiro 1000, Sala de Debates.


Seguem a Programação e os Resumos das Palestras, que também podem ser encontrados na página do Instituto de Física da USP http://www.if.usp.br/cultext/index.shtml.

 

DEUS E O DIABO NA NANOTECNOLOGIA
Prof. Dr. Adalberto Fazzio (Departamento de Física de Materiais e Mecânica do Instituto de Física da USP, Presidente da Sociedade Brasileira de Física)

25 de maio, quinta feira, 14 h, no Museu Paulista.
2 de setembro, sábado, 15 h, na Estação Ciência. (CANCELADO)
30 de setembro, sábado, 14h30 no Centro Cultural São Paulo.

O prefixo “nano” vem recebendo um destaque especial na mídia, associando-se à ciência (nanociência) e à tecnologia (nanotecnologia). A nanociência estuda os objetos na escala nanométrica (bilionésimo do metro) e a nanotecnologia explora suas aplicações. Esses estudos e aplicações da Nano são realizados por meio de um conjunto de técnicas capaz de manipular a matéria em nível atômico e molecular. A nanociência/nanotecnologia entra na agenda pública no ano de 2000, quando o presidente Bill Clinton aprova um financiamento de US$ 422 milhões para o programa National Nanotechnology Initiative (NNI). São inúmeros os cientistas que preconizam a nanotecnologia como a maior revolução industrial de todos os tempos. Sabemos que teremos grandes mudanças em vários ramos da indústria e sempre que grandes revoluções industriais ocorrem, a sociedade como um todo é atingida. Como essa revolução pode afetar os valores econômicos, éticos, políticos...? Essa nova tecnologia vem para o bem ou para o mal? Como escreveu Albert Einstein: “No templo da ciência existe mais de um altar”. Nesta palestra pretende-se mostrar o que é a nanociência e a nanotecnologia e como elas devem transformar a nossa vida no futuro.

 

ORA BOLHAS! O QUE É A MATÉRIA MOLE?
Profa. Dra Elisabeth Andreoli de Oliveira (Departamento de Física experimental do Instituto de Física da USP)

16 de setembro, sábado, 14h30, no Centro Cultural São Paulo.
21 de setembro, quinta feira, 14 h, no Museu Paulista.
4 de novembro, sábado, 15 h, na Estação Ciência.

Bolhas de sabão, clara em neve, manteiga, chocolate, cremes e plásticos são apenas alguns exemplos de materiais que não são completamente sólidos e nem completamente líquidos. De fato, esses materiais passaram a ser classificados como matéria mole, que é um estado da matéria onde as propriedades físicas são comuns aos líquidos e aos sólidos. O estudo desses materiais ganhou importância com a utilização de plásticos na fabricação de vários produtos, tais como embalagens plásticas e tecidos sintéticos, e atualmente é muito difícil olhar ao nosso redor e não encontrar um produto que não seja um material desse tipo, sobretudo na natureza. Nessa palestra veremos como a organização das moléculas nesses materiais está relacionada às suas propriedades físicas (fluidez, temperatura de fusão, etc.) e como a auto-organização das moléculas pode levar à formação de estruturas complexas, fundamentais para atividades biológicas dos seres vivos.

 

ÁGUA, AR, TERRA E FOGO: DO QUE SÃO FEITAS AS COISAS?
Prof. Dr. Manfredo Harri Tabacniks (Departamento de Física Aplicada do Instituto de Física da USP)

29 de junho, quinta feira, 14 h, no Museu Paulista.
1 de julho, sábado, 9h30, na Estação Ciência.
26 de agosto, sábado, 14h30, no Centro Cultural São Paulo.


Na Grécia antiga alguns ensinavam que a matéria é composta pelos elementos: água, ar, terra e fogo, envoltos por amor e ódio. O amor une os elementos, o ódio os separa. Outros, por outro lado, acreditavam serem as coisas feitas de minúsculas partículas em movimento perpétuo, os átomos. Uma vez compreendido que qualquer matéria é resultado da combinação de apenas 92 elementos químicos, que por sua vez são compostos por prótons, nêutrons e elétrons, a pergunta persistiu no tempo: do que são feitos os prótons, nêutrons e os elétrons? Existe algum limite inferior? Esse é um dos objetos das pesquisas da Física Nuclear. Com o desenvolvimento da tecnologia nuclear e da própria química foram criados instrumentos cada vez mais sensíveis para a determinação dos elementos químicos na matéria. Assim, além da pergunta “Do que são feitas as coisas?”, se acrescentou a questão “Qual a quantidade do elemento X no material Y?” Isto resultou numa nova pergunta e um formidável quebra-cabeças: “Qual a função do elemento X no material Y?” aplicada a todas as coisas, inclusive aos seres vivos e ao meio ambiente. É nesse contexto que atualmente se busca relacionar a composição micro-química dos materiais com possíveis processos e funções.

 

O SÉCULO DAS PARTÍCULAS
Prof. Dr. Marcelo Gameiro Munhoz (Departamento de Física Nuclear do Instituto de Física da USP)

23 de setembro, sábado, 14h30, no Centro Cultural São Paulo.
7 de outubro, sábado, 15 h, na Estação Ciência.
19 de outubro, quinta feira, 14 h, no Museu Paulista.


Imagine a seguinte situação. Pegue um pedaço de qualquer material (madeira, borracha, plástico, metal, qualquer coisa mesmo) e divida-o ao meio. Tome uma de suas metades e divida-a novamente ao meio. Imagine a repetição dessa divisão milhões e milhões de vezes. Esquecendo por um instante as limitações puramente técnicas dessa empreitada, você já se perguntou onde isso iria parar? Ou melhor, será que isso teria um fim? Se tiver, o que restará em nossas mãos? O que será isso? Esse tipo de pergunta provoca a imaginação humana a milhares de anos. Até o início do século XX, muitos cientistas achavam que esse tipo de questionamento nem fazia o menor sentido. Uma revolução fantástica ocorreu durante esse século e, atualmente, acreditamos ter encontrado aqueles que são os menores “pedaços” de matéria que podem existir. Nesta apresentação vamos discutir como ocorreu essa maravilhosa revolução do entendimento humano sobre os constituintes básicos da matéria, e quais são os grandes desafios ainda por vir nessa jornada.

 

MÁQUINAS DE ACELERAR PARTÍCULAS
Prof. Dr. Marcos Nogueira Martins (Departamento de Física Experimental do Instituto de Física da USP)

24 de abril, segunda feira, 14 h, no Museu Paulista.
3 de junho, sábado, 15 h, na Estação Ciência.
02 de setembro, sábado, 14h30, no Centro Cultural São Paulo.


O que são e para que servem os aceleradores (não naturais) de partículas? Os primeiros aceleradores foram construídos na década de 1920 e, de lá para cá, não pararam de crescer em número e tipos, de se sofisticar e, também, de se popularizar. Hoje aceleradores são instrumentos comuns em vários ramos da atividade humana, notadamente na indústria e na saúde, além de serem cada vez mais usados na atividade que lhes deu origem: a pesquisa científica. Nessa palestra será apresentado um pouco da história dessas máquinas, com uma descrição breve dos tipos que existem e seus princípios de funcionamento. Serão tratadas algumas aplicações atuais dos aceleradores, na vida diária de parte da sociedade e na pesquisa científica, e no que está sendo pensado para o futuro.



A NATUREZA DA LUZ: DA ANTIGÜIDADE REMOTA AOS DIAS DE HOJE
Profa. Dra. Suzana Salém Vasconcelos (Departamento de Física Geral do Instituto de Física da USP)

21 de outubro, sábado, 14h30, no Centro Cultural São Paulo.
16 de novembro, quinta feira, 14 h, no Museu Paulista.
2 de dezembro, sábado, 15 h, na Estação Ciência.

Fiat Lux; et lux facta est
Genesis I, 3
Move. Não se move.
Está longe e está perto.
Está dentro de tudo isso,
E está fora de tudo isso.
Upanishads

O que é a luz? Como é produzida? O desejo de explicar a luz existe desde tempos remotos. Diferentes concepções e várias teorias sobre a natureza da luz foram formuladas ao longo da história humana. Nesta palestra será discutida a evolução do conhecimento acerca da luz e apresentadas, de forma simples, as atuais teorias que procuram responder tais questões.

 

MISTÉRIOS DA ÁGUA
Prof. Dr. Sylvio Roberto Accioly Canuto (Departamento de Física de Materiais e Mecânica do Instituto de Física da USP)

5 de agosto, sábado, 15 h, na Estação Ciência.
17 de agosto, quinta feira, 14 h, no Museu Paulista.
07de outubro, sábado, 14h30, no Centro Cultural São Paulo.

 

A opinião do leigo indica que a água é um líquido absolutamente comum. Essa visão está muito longe da opinião dos cientistas. Por que não há vida onde não há água? Por que a água é líquida em condições normais e outras moléculas aparentemente semelhantes são encontradas como um gás? Por que o gelo flutua na água? Qual é mesmo a cor da água? Por que nela o açúcar se dissolve bem, mas água e óleo não se misturam? As respostas a essas perguntas mostram que a água é um líquido muito anômalo, cujas propriedades têm conseqüências essenciais em vários fenômenos em física, química e biologia. Nessa apresentação mostraremos de forma simples e coloquial a origem e as conseqüências dessas e de muitas outras anomalias que fazem da água um líquido singular. Mostraremos também as razões que fazem a água ser de grande interesse científico.