Laboratório Física Atmosférica

O Laboratório de Física Atmosférica (LFA) investiga as propriedades da atmosfera. Estudamos especialmente o ciclo de vida dos aerossóis e das nuvens, e como podem ser afetados por atividades humanas. Fazemos isso em áreas urbanas como São Paulo, olhando questões associadas a poluição urbana, e na Amazônia, olhando questões ligadas às mudanças climáticas globais. Para isso, operamos diversos sítios experimentais onde medimos propriedades óticas, físicas, e químicas da atmosfera. Também coletamos filtros com material particulado para análises específicas em laboratório. Nossos projetos de pesquisa contam com muitas parcerias internacionais e nacionais, entre elas a NASA, Instituto Max Planck, Universidades de Harvard, Estocolmo e Lille, INPA, INPE e diversas universidades brasileiras. Resumidamente, o grupo vem desenvolvendo as seguintes pesquisas:

1.  Mudanças Climáticas Globais:

Estudamos processos relevantes que influenciam no balanço radiativo da Terra, alterando o fluxo de radiação, como mudanças de uso do solo na Amazônia, transporte de aerossóis de queimadas, e emissão de gases de feito estufa.

2. Aerossóis naturais na Amazônia
Estudamos o ciclo de vida dos aerossóis naturais na Amazônia. Buscamos entender como a floresta emite compostos orgânicos voláteis, que produzem partículas de aerossol, que servem como núcleos de condensação, permitindo chover. Nosso principal sítio experimental é o ATTO (Amazon Tall Tower Observatory), um laboratório único em regiões tropicais, contando com uma torre de 325 m em plena floresta amazônica, onde também realizamos medidas das propriedades das nuvens.

3. Aerossóis de queimadas na Amazônia.
As emissões de queimadas na Amazônia têm implicações importantes para clima regional e global e para a saúde da população da região. Utilizamos os sítios experimentais na Amazônia para caracterizar os aerossóis de queimada e entender seus efeitos no clima e na saúde. Em parceria com o Departamento de Ciências Atmosféricas, estudamos o transporte em larga escala de aerossóis e gases emitidos nas queimadas. Utilizamos o modelo WRF-Chem no estudo de processos de transporte da Amazônia para outras regiões da América do Sul.

4. Vapor de água, nuvens e convecção

Estudamos o transporte de vapor de água da floresta Amazônica, oriundo da evapotranspiração, até outras regiões do continente, onde podem contribuir para a precipitação. Utilizamos ferramentas como redes complexas e inteligência artificial para analisar como o desmatamento e as mudanças climáticas podem afetar este importante serviço ecossistêmico. Também utilizamos sensoriamento remoto para investigar a relação entre o vapor de água e a formação de nuvens na Amazônia.

5. Interações entre aerossóis-nuvens e precipitação

Investigamos como os aerossóis naturais e antrópicos influenciam nos mecanismos de formação de nuvens e na precipitação na Amazônia. Utilizamos técnicas de sensoriamento remoto, a partir do solo e de satélites, além de medidas in-situ com aviões para estudar como os aerossóis alteram as propriedades microfísicas de nuvens. Também utilizamos modelos numéricos, como o BRAMS e o WRF-Chem, para simular o impacto dos aerossóis nas nuvens e estudar processos físicos que não podem ser medidos diretamente.

6. Poluição do ar urbana.
Estudamos a poluição do ar urbana em várias cidades brasileiras. Desenvolvemos modelos que quantificam as fontes de aerossóis e seus processos atmosféricos. Investigamos também a relação entre os níveis de poluição e seus efeitos na saúde da população. Uma outra abordagem é o estudo que investiga a meteorologia e a circulação de massas de ar sobre as áreas metropolitanas e a dispersão de poluentes.

Para obter maiores informações sobre o LFA entre em contato diretamente por e-mail com o Prof. Alexandre Lima Correia, Prof. Henrique de Melo Jorge Barbosa ou o Prof. Paulo Eduardo Artaxo Netto.

Para mais informações, acesse o site do grupo clicando aqui.