Seminários de Física Aplicada: Da Teoria à Inovação
O Prof. Tiago Fiorini da Silva convida toda a comunidade interessada a participar da série de seminários Física Aplicada: Da Teoria à Inovação. Os encontros serão realizados quinzenalmente, às sextas-feiras, às 14h, na Sala de Seminários do Departamento de Física Nuclear (DFN), com o objetivo de promover discussões sobre pesquisa, desenvolvimento e inovação em física aplicada.
O ciclo terá início no dia 18 de setembro: Título: Radiações e materiais: desenvolvimentos para uma nova geração de detectores de radiação em física de altas energias
Palestrante: Prof. Tiago Fiorini da Silva (DFN)
Data e horário: 18 de setembro (sexta-feira), às 14h
Local: Sala de Seminários do DFN
Entrada: Gratuita e aberta a todos, sem necessidade de inscrição prévia
Resumo: O seminário apresentará os principais resultados de projeto de pesquisa apoiado pela FAPESP (modalidade Projeto Inicial - Pi), dedicado ao estudo de detectores gasosos microestruturados voltados para instrumentação mais eficiente e robusta. Serão abordados resultados inéditos sobre mecanismos de degradação em escala nanométrica que explicam variações de desempenho, além dos impactos do acúmulo de carga nos dados do experimento ALICE e as estratégias em desenvolvimento para aprimorar a próxima geração de detectores. O trabalho conta com contribuições de pesquisadores e estudantes do grupo (Thiago Saramela, Raphael Sallatti, Eduardo Palermo, Natalia Santos, William Silva, Caio Ribeiro, Bruna Francisco, Daniel Estevão, Daniel Fachieri, Juliano Santos e Gabriela Santos).
Nesta entrevista especial do canal Ciência com o Grupo Mário Schenberg, conversamos com Gil da Costa Marques, físico teórico, professor titular da Universidade de São Paulo, pesquisador, gestor universitário, autor de livros didáticos e divulgador científico. Ao longo da conversa, percorremos sua trajetória pessoal, acadêmica e científica, desde a infância em Minas Gerais e sua formação na USP até a pesquisa em teoria quântica de campos, a liderança de importantes instituições científicas, a direção do Instituto de Física da USP e sua dedicação à formação de professores e ao ensino de Física.
Gil da Costa Marques nasceu em 19 de fevereiro de 1946, em Piraúba, então distrito pertencente ao município de Rio Pomba, em Minas Gerais. Cursou o antigo ginásio no Instituto Petropolitano de Ensino, em Petrópolis, entre 1958 e 1961, e o curso científico no Instituto Adventista de Ensino, em São Paulo, entre 1962 e 1964. Em 1965, ingressou no curso de Física da então Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo, concluindo o bacharelado em 1969. Sua formação coincidiu com um período decisivo para a consolidação da física teórica, nuclear e de partículas no Brasil. Em 1970, apenas um ano após a graduação, foi contratado como auxiliar de ensino do recém-organizado Instituto de Física da USP, iniciando uma trajetória de mais de cinco décadas ligada à instituição. No IFUSP, concluiu o mestrado em 1972 e o doutorado em 1975, sob a influência e orientação científica de Jorge André Swieca, um dos mais importantes físicos teóricos que trabalharam no Brasil no século XX.
A formação recebida na escola científica de Swieca conduziu Gil ao estudo da teoria quântica de campos, da física das partículas elementares, das simetrias e das leis de conservação. Sua pesquisa concentrou-se em grupo de renormalização, comportamento assintótico das teorias de campos, equações de Callan–Symanzik, quebra e restauração de simetria e transições de fase. Esses temas são fundamentais para compreender como as interações se modificam em diferentes escalas de energia, como surgem massas e estados físicos a partir da quebra espontânea de simetria e como determinadas simetrias podem ser restauradas em condições extremas de temperatura ou densidade.
Durante sua formação e nos primeiros anos da carreira, Gil realizou atividades de pesquisa em importantes instituições internacionais. Entre 1972 e 1973, esteve na University of Maryland e, entre 1973 e 1974, na New York University. Em 1980, realizou estágio científico no CERN, em Genebra, um dos maiores centros mundiais de física de partículas. Entre 1981 e 1982, desenvolveu atividades nas universidades de Berlim e Bonn, na Alemanha. Mais tarde, entre 1993 e 1994, realizou pesquisas na Texas A&M University, nos Estados Unidos. Essas experiências ampliaram sua inserção internacional e o aproximaram de diferentes grupos dedicados à teoria quântica de campos, à física nuclear e às partículas elementares.
Sua progressão acadêmica no Instituto de Física da USP foi marcada pela obtenção da livre-docência em 1983, pela ascensão ao cargo de professor adjunto em 1986 e pela chegada ao posto de professor titular em 1987. Como docente, ministrou disciplinas básicas e avançadas, formou estudantes, participou de bancas e contribuiu para a organização acadêmica do instituto. Com o passar do tempo, sua atuação ultrapassou a pesquisa especializada e passou a abranger a gestão universitária, a política científica, a inovação tecnológica, a produção de materiais didáticos e a educação a distância.
Entre 1987 e 1991, Gil da Costa Marques presidiu a Sociedade Brasileira de Física durante dois mandatos consecutivos. Sua gestão ocorreu em um período de redemocratização do país, reorganização das políticas públicas e intensos debates sobre financiamento da ciência, autonomia universitária, liberdade acadêmica, formação de pesquisadores e valorização dos professores de Física. À frente da SBF, participou da articulação nacional da comunidade científica e da promoção de encontros, publicações e iniciativas voltadas ao fortalecimento da Física brasileira.
Sua liderança estendeu-se ao contexto internacional. Entre 1989 e 1992, presidiu a Federación Latinoamericana de Sociedades de Física, contribuindo para a cooperação entre pesquisadores, universidades e sociedades científicas da América Latina. Também participou de organizações científicas pan-americanas e manteve vínculos com a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, a American Physical Society e outras entidades dedicadas ao desenvolvimento e à divulgação da ciência.
Gil da Costa Marques foi eleito membro associado da Academia Brasileira de Ciências em meados da década de 1990, reconhecimento relacionado à sua produção em física teórica e à sua contribuição para a organização da comunidade científica. Algumas fontes registram sua eleição em 1994 e outras sua posse em 1995. Outro capítulo fundamental de sua trajetória foi a direção do Instituto de Física da USP. Gil dirigiu o IFUSP em dois períodos: de fevereiro de 1994 a fevereiro de 1998 e de fevereiro de 2002 a fevereiro de 2006. Foram aproximadamente oito anos à frente de uma das maiores instituições de ensino e pesquisa em Física da América Latina.
Como diretor, participou da administração de departamentos, laboratórios, cursos, infraestrutura, recursos humanos e projetos acadêmicos. Também esteve envolvido em debates sobre planejamento, financiamento, modernização administrativa, tecnologia e inserção internacional. Essa experiência resultou no livro IFUSP: passado, presente e futuro, publicado em 2005, no qual refletiu sobre a história, a estrutura, as realizações e os desafios do Instituto de Física. Gil também se envolveu em iniciativas de planejamento e modernização da tecnologia da informação nas universidades públicas. Essa atuação deu origem a publicações como Planejamento Estratégico para TI na USP, de 2007, Gestão de TI nas Universidades Públicas de São Paulo, de 2008, e Crimes Digitais, organizado em 2011 com Marcelo Crespo. Esse conjunto mostra a amplitude de seus interesses, que se estendem dos fundamentos da matéria e das interações elementares às questões de infraestrutura digital, governança tecnológica, segurança e gestão universitária.
Nas últimas décadas, o ensino de Física passou a ocupar posição central em sua atividade. Gil dedicou-se à produção de materiais para estudantes universitários, professores e cursos das áreas de ciências e engenharias. Sua abordagem didática procura ir além da aplicação mecânica de fórmulas, enfatizando a origem histórica, o significado físico e a estrutura matemática dos conceitos.
Seus livros discutem de maneira aprofundada temas como espaço, tempo, referenciais, massa, força, energia, campo, gravitação, coordenadas generalizadas, oscilações, ondas, termodinâmica, fluidos, eletricidade e magnetismo. Uma característica de sua produção didática é recuperar conceitos frequentemente apresentados de maneira muito rápida nos cursos universitários, mostrando as conexões entre matemática, experimentação e interpretação física. Em 2014, publicou pela Edusp Mecânica Clássica para Professores, obra voltada à formação conceitual e matemática de docentes. No mesmo período, publicou Mecânica para Ciências, Eletromagnetismo para Ciências e Fundamentos de Matemática I. Com Vanderlei Salvador Bagnato e Sérgio Ricardo Muniz, escreveu Fundamentos de Matemática II.
Em 2018, publicou Física Universitária 1: Mecânica Básica, no qual aborda movimento, espaço, tempo, massa, leis de Newton, gravitação, trabalho, energia e forças conservativas. Em 2019, publicou, com Luiz Nunes de Oliveira e Valdir Bindilatti, Física Universitária 2: Oscilações e Ondas, Termodinâmica, Mecânica dos Fluidos. Essas obras foram concebidas como apoio a estudantes dos ciclos básicos de cursos científicos e tecnológicos.
Gil da Costa Marques também se tornou um dos professores da USP mais envolvidos com a educação superior a distância. Coordenou a Licenciatura em Ciências Naturais da USP e participou da coordenação da Licenciatura em Física da Universidade Virtual do Estado de São Paulo, a Univesp. Nessas iniciativas, colaborou na elaboração de programas, preparação de textos, produção de videoaulas, planejamento de atividades e formação inicial e continuada de professores. A Licenciatura em Ciências da USP procurou desenvolver uma visão integrada das ciências naturais, aproximando Física, Química, Biologia e Ciências da Terra. Na Univesp, sua atuação contribuiu para levar a formação universitária em Física a estudantes de diferentes regiões do estado de São Paulo. Muitas de suas aulas sobre mecânica, gravitação, óptica, termodinâmica e eletromagnetismo permanecem disponíveis em plataformas digitais da USP, ampliando o alcance de seu trabalho para além da sala de aula presencial.
A divulgação científica constitui outra dimensão importante de sua carreira. Em Do que tudo é feito, publicado pela Edusp em 2010, Gil apresenta ao público a busca histórica pelos constituintes fundamentais da matéria. A obra percorre a passagem das antigas concepções de átomo para a física moderna, discutindo elétrons, prótons, nêutrons, núcleos, quarks, partículas elementares e campos quânticos. Sua maneira de divulgar a ciência evita apresentá-la como uma coleção de verdades prontas. Em seus livros, palestras e aulas, a ciência aparece como um processo de construção, questionamento, experimentação, elaboração matemática e revisão de ideias. Gil também participou de entrevistas e projetos de preservação da memória científica, incluindo o programa Memórias IFUSP, que registrou sua trajetória de mais de cinquenta anos ligada ao Instituto de Física.
Além das obras didáticas, publicou e organizou livros sobre ciência, instituições e política científica, entre os quais Física: tendências e perspectivas, IFUSP: passado, presente e futuro, Planejamento Estratégico para TI na USP, Gestão de TI nas Universidades Públicas de São Paulo, Do que tudo é feito e Crimes Digitais. O conjunto revela um pesquisador interessado não apenas na produção do conhecimento, mas também nas condições institucionais, tecnológicas e educacionais necessárias para que a ciência se desenvolva.
A carreira de Gil da Costa Marques reúne quatro grandes dimensões. A primeira é a pesquisa em física teórica, especialmente teoria quântica de campos, grupo de renormalização, comportamento assintótico, quebra espontânea de simetria e transições de fase. A segunda é a liderança científica, expressa em suas presidências da Sociedade Brasileira de Física e da Federação Latino-Americana de Sociedades de Física. A terceira é a gestão universitária, marcada por seus dois mandatos como diretor do IFUSP e por sua atuação em planejamento tecnológico. A quarta é a educação científica, materializada em livros, cursos, videoaulas, formação de professores e projetos de ensino a distância. Gil pertence a uma geração que participou da consolidação da pesquisa brasileira em física de partículas, do fortalecimento das sociedades científicas, da expansão da pós-graduação e da incorporação das tecnologias digitais ao ensino superior. Sua passagem da pesquisa especializada para a produção didática representa uma continuidade: a mesma preocupação com os fundamentos e a clareza conceitual presente em seus estudos de teoria de campos orienta sua maneira de ensinar mecânica, matemática, eletromagnetismo, gravitação e física moderna.
Nesta entrevista, discutimos sua infância e formação, a influência de Jorge André Swieca, as pesquisas em teoria quântica de campos, suas experiências nos Estados Unidos, na Alemanha e no CERN, sua carreira no Instituto de Física da USP, as presidências da Sociedade Brasileira de Física e da Federação Latino-Americana de Sociedades de Física, os dois mandatos como diretor do IFUSP, sua atuação em tecnologia da informação, sua dedicação ao ensino presencial e a distância, seus livros e os grandes desafios da formação científica no Brasil.
Convidamos a comunidade acadêmica para a palestra do Prof. David Lima Azevedo (Universidade de Brasília - UnB), que apresentará os sistemas abertos e gratuitos desenvolvidos para o acompanhamento e análise da qualidade do ensino superior no Brasil. As ferramentas integradas permitem visualizar e comparar indicadores de cursos de graduação e programas de pós-graduação de instituições brasileiras a partir de dados oficiais do INEP/SINAES e da avaliação da CAPES.
Informações do Evento Data: 18 de setembro de 2026 (sexta-feira) Horário: 15h Local: Auditório Adma Jafet – Instituto de Física da USP Modalidade: Híbrida (Palestra on-line com transmissão presencial no auditório ou acompanhamento remoto) Acesso on-line: O link de transmissão será enviado por e-mail aos inscritos.
Inscrições A participação é gratuita, mas requer inscrição prévia para o envio do link de acesso. Clique aqui para se inscrever via Formulário Google
Informamos que, no período de 08 a 11 de setembro de 2026, a Biblioteca do IFUSP funcionará para atendimento presencial das 14h às 19h.
A redução temporária do horário é necessária para a continuidade das atividades internas de organização do espaço e remanejamento dos acervos, após a recente reabertura da Biblioteca em função da reforma.
Durante esse período, o atendimento também será realizado pelos canais da Biblioteca:
A tese de doutorado de Saulo Gabriel Alberton intitulada "Reliability of power transistors in radiation environments", orientada pelo Prof. Nilberto Heder Medina (DFN-IFUSP) e pelo Prof. Alessandro Paccagnella (Università degli Studi di Padova, Itália), recebeu dois importantes reconhecimentos acadêmicos:
Saulo Gabriel Alberton e esposa, Claire de Souza, na cerimônia de premiação durante a conferência internacional Chip in Sampa 2026. A conferência é um dos eventos mais importantes na área de microeletrônica no Brasil e contou com a presença de cerca de 400 participantes.
Da esquerda para a direita: Prof. Nemitala Added (DFN-USP), Profa. Marcilei Guazzelli (FEI), Dr. Saulo Gabriel Alberton, e Prof. Nilberto Heder Medina (DFN-USP).
Da esquerda para a direita: Dr. Alexis Vilas Bôas (FEI), Prof. Nilberto Heder Medina (DFN-USP), Prof. Vitor Aguiar (DFN-USP), e Dr. Saulo Gabriel Alberton.
Ex-professor temporário junto ao Departamento de Física Nuclear do IFUSP, o Dr. Saulo Alberton atualmente realiza pós doutorado na Unicamp, onde é bolsista FAPESP no grupo de pesquisa liderado pelos Prof. José Alexandre Diniz (FEEC-Unicamp) e Prof. Francisco Rouxinol (IFGW-Unicamp). Recentemente, ele foi contratado como pesquisador associado de pós-doutorado na The University of Sydney, Austrália, para investigar os efeitos de radiação ionizante em computadores quânticos supercondutores.
Integrantes de grupo de pesquisa da Unicamp, liderado por Prof. José Alexandre Diniz (FEEC-Unicamp) e Prof. Francisco Rouxinol (IFGW-Unicamp), onde o Dr. Saulo investiga os efeitos de radiação em sistemas quânticos de segunda geração e desenvolve detectores criogênicos de partículas.
23ª Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho - SIPAT Conjunta 2026
Com o tema “Prepare hoje a vida que você quer viver amanhã”, a programação propõe uma reflexão sobre como as escolhas feitas no presente podem contribuir para uma vida mais saudável, ativa e autônoma no futuro. Significa pensar em como queremos viver, cuidar da nossa saúde, manter nossos vínculos, descobrir novos interesses e aproveitar as possibilidades que cada nova etapa pode oferecer.
Ao longo dos quatro dias, especialistas abordarão assuntos como aposentadoria, envelhecimento ativo, saúde mental, atividade física, lazer, saúde e autonomia. A programação inclui ainda atividades culturais e momentos de convivência e integração entre os participantes.
A participação é aberta a todos os servidores técnico-administrativos da USP. Confira a programação e venha participar.
Programação 8 de setembro | Terça-feira Anfiteatro do Instituto de Química Sala 668 – Bloco 6, piso superior Av. Prof. Lineu Prestes, 748
13h00 – Recepção 13h45 – Mesa de abertura 14h00 – Palestra “Aposentadoria sem Mistérios: Entenda seus Direitos e Possibilidades”, com a advogada trabalhista Drª Cláudia Paviani 15h00 – Workshop de dança circular, com a Orientadora de Percepção Musical Lucymara Apostólico 16h00 – Café de encerramento
9 de setembro | Quarta-feira Auditório Vermelho da EACH Rua Arlindo Béttio, 1000
08h30 – Café da manhã e recepção 09h15 – Mesa de abertura 09h30 – Palestra “A vida não se aposenta: atividade física e lazer para um envelhecimento ativo”, com o Prof. Dr. Ricardo Uvinha 10h30 – Apresentação teatral com o Grupo 60+ da EACH
10 de setembro | Quinta-feira Auditório Carolina Bori – Bloco G do Instituto de Psicologia Av. Professor Mello Moraes, 1721
13h – Recepção 13h45 – Mesa de abertura 14h00 – Palestra “Impactos psicossociais e na saúde mental da aposentadoria”, com o Prof. Dr. Marcelo Afonso Ribeiro 15h – Apresentação de violão clássico, com Rinaldo Caldeira 16h – Café de encerramento
11 de setembro | Sexta-feira Auditório do CO – Reitoria Rua da Reitoria, 374
08h – Café da manhã e recepção 08h45 – Mesa de abertura 09h – Palestra “Viver mais, viver melhor: escolhas de hoje para um envelhecimento com saúde e autonomia”, com a Profª Drª Fabiana de Sant’Anna Evangelista 10h – Apresentação de dança, com o Prof. Jura 10h45 – Apresentação de fotos e encerramento
Estudantes dos campi de São Paulo e Ribeirão Preto participam juntos de visita técnica que aproxima a formação acadêmica da rotina da indústria de tecnologia médica
Por Juan Mateus Muñoz e Paulo Roberto Costa
No dia 24 de agosto de 2026, os estudantes do curso de Física Médica da Universidade de São Paulo (USP), dos campi de São Paulo (USP-SP) e de Ribeirão Preto (USP-RP), participaram do 1º. Siemens Student´s Day, uma visita técnica monitorada à unidade da Siemens Healthineers em Jundiaí. A atividade reuniu turmas dos dois campi em torno de uma mesma proposta: sair da sala de aula para conhecer de perto o ambiente em que a tecnologia médica é desenvolvida, fabricada e testada antes de chegar aos hospitais.
Durante a visita, o grupo teve acesso a equipamentos e processos que representam a fronteira da tecnologia em diagnóstico por imagem e tratamento. Para quem estuda a física por trás desses sistemas, visualizar os equipamentos e promover o contato com as diferentes tecnologias em desenvolvimento deu um novo sentido a conteúdos que existiam somente na teoria das disciplinas.
A experiência funcionou também como uma janela para o futuro profissional. O contato direto com a equipe que atua na empresa abriu espaço para conversas sobre estágios e sobre os diferentes caminhos que a física médica pode seguir fora do ambiente acadêmico, como uma aproximação com o setor técnico-científico que ainda é pouco frequente ao longo da graduação.
Além do conteúdo técnico, a visita aproximou os discentes e docentes de São Paulo e de Ribeirão Preto, que puderam trocar experiências, comparar suas trajetórias e fortalecer os laços entre as duas turmas de um mesmo curso vivido em campi diferentes. Ao final do dia, ficou a sensação compartilhada entre os participantes: esse tipo de contato direto com a indústria é algo que falta aos estudantes de física médica e que, uma vez vivido, é difícil não querer repetir.
A organização da visita contou com a colaboração da prof. Elisabeth M. Yoshimura e do prof. Paulo R. Costa e teve o apoio da Diretoria e do Serviço de Protocolo e Expediente do IFUSP para o transporte dos estudantes.
Reiteramos as orientações constantes do OF.CODAGE/CIRC/6/2026, referente à compensação dos saldos do Banco de Horas.
Informamos que o prazo para compensação dos saldos referentes ao período de 01/10/2025 a 30/09/2026 encerra-se em 30/09/2026.
Informamos, ainda, que as horas positivas deverão ser integralmente compensadas até 30/09/2026, exclusivamente por meio de folgas compensatórias ou redução da jornada diária de trabalho. Ressaltamos que o Instituto de Física não autoriza o pagamento de horas extras.
Lembramos que cabe à chefia imediata, observadas as necessidades do setor, definir as datas para a concessão das folgas compensatórias ou para a redução da jornada de trabalho de seus subordinados.
Contamos com a atenção e colaboração de todos para o cumprimento do prazo.
Ofício Circular nº 002/26082026/SPPU - SUPERINTENDÊNCIA DE PREVENÇÃO E PROTEÇÃO UNIVERSITÁRIA
DIRETRIZES SOBRE PROPAGANDA ELEITORAL NOS CAMPI DA USP
A Superintendência de Prevenção e Proteção Universitária (SPPU), fundamentada em orientação da Procuradoria Geral da USP, enviou às diretorias de todos os campi da Universidade o Ofício Circular nº 002/26082026/SP que traz as diretrizes a serem seguidas pela USP durante o período de campanha eleitoral, visando garantir a neutralidade institucional, a impessoalidade e a isonomia no ambiente acadêmico.
O documento estabelece os limites legais e as condutas permitidas e vedadas nos espaços institucionais durante o período eleitoral, visando resguardar a neutralidade administrativa e a isonomia no ambiente acadêmico.
Artigo publicado na Physical Review Letters, de autoria de Raul Leonardo Rincón, é resultado de uma colaboração entre o LMCAL, com o grupo do Prof. Alberto Marino, da Univ. de Oklahoma, e do Prof. Hans Marin Florez, recém contratado no IFGW/Unicamp. Destacamos a participação dos docentes Paulo Nussenzveig, Marcelo Martinelli e dos estudantes Alvaro Montaña Guerrero, Théo Louzada Meireles.
Resumo: Compreender e explorar correlações quânticas é essencial para o desenvolvimento de tecnologias quânticas, desde a comunicação segura até o sensoriamento quântico. Essas correlações são tipicamente caracterizadas por meio de esquemas de medição que pressupõem uma distribuição simétrica ao longo do espectro de frequências — uma aproximação válida para fontes de banda larga, como cristais não lineares. No entanto, essa premissa não se sustenta no caso de emissores de banda estreita e intrinsecamente assimétricos, incluindo sistemas atômicos amplamente utilizados para gerar luz com correlação quântica.
Em nosso trabalho, demonstramos que essa suposição de simetria deixa de considerar uma parcela significativa das correlações quânticas produzidas por sistemas atômicos. Ao medir correlações com resolução em frequência, contornamos a premissa de simetria e revelamos informações quânticas anteriormente inacessíveis. Além disso, mostramos que a visão convencional sobre a distribuição dessas correlações é incompleta.
Nossos resultados estabelecem as correlações quânticas com resolução em frequência como um recurso adicional para o processamento de informação, ampliando efetivamente o espaço acessível no qual a informação quântica pode ser manipulada. Este trabalho abre novas oportunidades para o projeto de tecnologias quânticas que explorem correlações quânticas até então ocultas.