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Artigo | Emergent topological semimetal from quantum criticality

Emergent topological semimetal from quantum criticality
Dos autores D. M. Kirschbaum, L. Chen, D. A. Zocco, H. Hu, F. Mazza, M. Karlich, M. Lužnik, D. H. Nguyen, J. Larrea Jiménez, A. M. Strydom, D. Adroja, X. Yan, A. Prokofiev, Q. Si e S. Paschen.
Publicado em Nature Physics 2026. Acesse AQUI.

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Um estado quântico topológico emerge de uma transição de fase quântica
Sistemas metálicos se caracterizam pelo transporte de elétrons. Em metais convencionais, os estados quânticos desses elétrons sofrem processos dissipativos, o que limita a eficiência do transporte eletrônico. No entanto, simetrias particulares podem gerar estados quânticos protegidos, que suprimem mecanismos dissipativos. É esse o caso do estado quântico topológico Weyl-Kondo semimetal, que descobrimos emergir de uma transição de fase quântica contínua. Nossa descoberta avança no entendimento da conexão entre simetrias e flutuações quânticas e apresenta uma rota alternativa para realização de novos materiais com propriedades topológicas para aplicações em sensoriamento e computação quântica.

Figura 1. (Esquerda) Diagrama de fase esquemático em função da temperatura-pressão-campo magnético (T-p-B) que representa a emergência de um estado topológico quântico (Weyl semimetal), a partir de flutuações quânticas geradas por uma transição de fase quântica contínua ou Ponto Crítico Quântico (QCP). Adaptação da figura da revista Nature Physics

Figura 2. (Esquerda). Analogia do invariante topológico com o buraco (ou Genus) contido nas donut peruanas (ou picarones) e uma xícara de café. Estes objetos são topologicamente equivalentes diante de deformações enquanto o Genus se preserva. (Direita). Superior: Representação esquemática dos graus de liberdade orbital e de spin de um elétron, cujas funções de onda dentro de um cristal (rede cristalina) são descritas por simetrias que obedecem à topologia trivial. Nesta topologia não existe invariante que proteja os estados quânticos de processos dissipativos.  Inferior: Cartoon de um estado quântico topológico protegido pelo invariante (I), a curvatura fechada de Berry (linhas circulares tracejadas). Simetrias particulares são estabelecidas como uma topologia não trivial, formulando estados quânticos topológicos protegidos de dissipação.

Aprofundando o estudo das propriedades de simetrias, nos encontramos com o conceito na matemática chamado de topologia, a qual permite estabelecer os critérios para que objetos se classifiquem geometricamente equivalentes diante de deformações. Quando este conceito de topologia e simetrias se estende para a física quântica, a situação aparece mais interessante e fascinante, porém desafiadora de revelar. Por exemplo, a descrição da função de onda dos elétrons dentro de um material (ou cristal) obedece a um grupo de simetrias, ou topologia trivial. Como consequência, os elétrons dentro de um cristal são descritos a partir de sua ocupação dentro de bandas eletrônicas, uma representação da energia dos elétrons (E) em função de seu vetor de momento de onda (k) e, que considera como referência a sua energia mais alta de ocupação (ou nível de Fermi EF). O preenchimento destas bandas, definidas como as bandas de valência e de condução, obedece ao princípio de exclusão de Pauli (dois estados quânticos com o mesmo spin não podem ocupar o mesmo nível de energia). Desta forma, os elétrons dentro de um cristal adquirem o caráter de quasipartículas, também conhecidas como férmions. Esta organização em bandas eletrônicas permite definir os diferentes estados de transporte elétrico: isolante, condutor e semimetálico [ver figura 3]. Em qualquer destes estados eletrônicos dentro da topologia trivial, existe algo em comum: o transporte dos férmions ocorre de forma dissipativa, é dizer, perde energia durante o transporte [ver figura 3].

Figura 3. (Esquerda) Representação da quiralidade presente na enroscada das ramas de árvore. O enroscado acompanha o sentido de giro da mão direita e da mão esquerda, sem ter superposição entre elas. (Direita). Superior: Representação esquemática das bandas de energia para um semimetal convencional (topologia trivial) e um semimetal topológico ou Weyl semimetal (topologia não trivial). As regiões coloridas representam o preenchimento das bandas com elétrons (ou férmions), ocupando as energias até alcançar a energia Fermi (EF). Para o caso do Weyl semimetal, as bandas se cruzam em dois pontos, formando dois nodos no espaço do vetor de momento de onda k. Inferior: (esquerdo) Representação esquemática dos férmions em um semimetal convencional. Estas quasipartículas preservam sua massa, e seu transporte acontece só no volume de forma dissipativa em energia (portanto variando seu vetor k). (direito) Representação das quasipartículas sem massa, Weyl Fermions (dentro do volume) e os Fermi arcs (estados topológicos de superfície protegidos) gerados pelos nodos do Weyl semimetal. O transporte de ambas as quasipartículas acontece sem dissipação de energia.

Uma situação mais intrigante tem sido colocada há mais de uma década, postulando que outros estados quânticos dos elétrons podem também ser formulados a partir de invariantes topológicos, isto é, propriedades de simetrias que mantêm os estados quânticos protegidos diante de deformações. Um destes invariantes são as fases de Berry, que podem ser concebidas esquematicamente como a trajetória que o estado quântico segue para fechar uma curvatura (ver figura 2). As propostas destes invariantes, maioritariamente teóricas, formulam simetrias bem mais particulares e complexas, conhecidas como a topologia não trivial [ver figura 2]. Uma das consequências mais impactantes destas considerações da topologia não trivial é que além dos estados quânticos já esperados pela topologia trivial, podem aparecer outros estados quânticos que estão protegidos de processos dissipativos (ou estados quânticos topológicos). 

Um exemplo de estado topológico quântico é o Weyl Semimetal [figura 3]. A primeira diferença marcante que surge neste material, se comparado a um semimetal trivial (ou convencional), é a forma linear de suas bandas eletrônicas. Esta topologia das bandas leva a definir novas quasipartículas conhecidas como Weyl Fermions, sem massa e mais velozes que os férmions de um semimetal trivial. Outra particularidade neste Weyl semimetal se encontra em seus estados topológicos de superfície, conhecidos como Fermi arc e, que são protegidos por uma simetria chamada de quiralidade. Esta simetria peculiar, pode também ser observada em algumas ramas de árvore quando se enrolam, que fornecem a direção de giro da mão direita e outra da mão esquerda, sem se sobrepor entre si (ver figura 3). Esta quiralidade apresenta seu análogo quântico topológico no Weyl semimetal, onde a quiralidade de dois Weyl Fermions forma dois Fermi arcs na superfície. Assim, um Weyl semimetal se caracteriza pela existência de seus Weyl Fermions dentro do volume (e obedecem à topologia trivial) e de seus Fermi arcs na superfície (consequência da topologia não trivial) [ver figura 3].

Apesar do número importante de predições teóricas de estados topológicos quânticos e seus invariantes, a observação destas predições tem sido elusiva, já seja pela falta de materiais quânticos sintetizados prístinos (ou com inexistente influência da desordem atômica), ou pelas limitações nos experimentos em medir propriedades físicas associadas às quasipartículas e estados de superfície topológicos.

Enfrentando este desafio, nossa equipe de pesquisadores fez um estudo das propriedades físicas em condições extremas (temperaturas muito baixas, T, altas pressões, p, e intensos campos magnéticos, B) do material rede de Kondo CeRu4Sn6 (CRS), o qual muito recentemente foi sugerido para hospedar o estado topológico Weyl semimetal. Devidas às fortes correlações entre os elétrons de condução e os momentos localizados produzidos pelos elétrons 4f, se forma uma quasipartícula Kondo híbrida e muito massiva, a qual é descrita pela física quântica de muitos corpos.  

Prévios estudos revelaram que o estado fundamental deste material se encontra muito próximo de uma transição de fase quântica contínua, conhecida como Ponto Crítico Quântico (QCP) [figura 1]. O QCP define a separação entre dois estados quânticos à temperatura do zero absoluto T = 0 K. No entorno do QCP, espera-se que as flutuações quânticas sejam predominantes para formar novos estados quânticos coletivos e excitações de baixa energia. Evidências experimentais da existência deste QCP foram previamente reportadas nas medidas de transporte elétrico e calor específico anômalas realizadas em baixas temperaturas (até 0.4 K) e campos magnéticos intensos (até 9 T), sinalizando a emergência de um comportamento crítico quântico ou criticalidade quântica. Esta criticalidade quântica só pode ser explicada pela quebra da quasipartícula Kondo e pela ocorrência de excitações coletivas de baixa energia mediadas pelas flutuações quânticas. E mais recentemente, cálculos teóricos prediziram  que o CRS poderia hospedar o estado Weyl semimetal, embora sua comprovação experimental continuasse elusiva. 

Este desafio foi superado por nossa equipe, que desenvolveu experimentos de transporte elétrico e calor específico em temperaturas extremamente baixas de até 0,04 K,  uma ordem de grandeza abaixo dos valores anteriores, no Laboratório de Materiais Quânticos, da Universidade Técnica de Viena  (LMQ, TUVIEN) liderado pela “Profa. Silke Paschen”. Considerando que não existe solução comercial para medidas nessas condições extremas, o grande desafio foi conceber plataformas experimentais “home-built” capazes de medir com alta resolução propriedades como o efeito Hall espontâneo (produzido sem campo magnético) e o calor específico. Ambas as técnicas exigem forte refinamento técnico: para o efeito Hall, uma preparação extremamente precisa de contatos em cristais anisotrópicos; para o calor específico, a aplicação de uma onda de calor alternada (AC), isolando a capacidade calorífica da amostra (alguns mg) do grande volume da célula de pressão (centenas de gramas). Tudo isso mantendo temperatura estabilizada próxima do zero absoluto e condições hidrostáticas de pressão.

Cabe mencionar que o Prof. Larrea contribui nestes experimentos tanto no LMQ-TUWIEN, assim como, na reprodução das medidas experimentais dentro dos intervalos de temperatura disponíveis nos criostatos do laboratório LQMEC-IFUSP que atualmente coordena e, que teve uma importante contribuição de financiamento FAPESP 2018/08845-3. A confiabilidade e reprodutibilidade dos resultados das propriedades físicas obtidas em nossos experimentos revelam, pela primeira vez, que um estado topológico Weyl-Kondo semimetal emerge de uma transição de fase quântica contínua, ou QCP (ver figura 1). Também com ajuda de contribuições teóricas, nossos resultados experimentais indicam uma nova rota para entender os estados topológicos quânticos. Em nosso material, as correlações eletrônicas no composto CRS são precursores para conduzir este material próximo de um QCP, quebrando a quasipartícula Kondo. Nesta situação dominada por flutuações quânticas, emergem novas excitações de baixa energia que, combinadas às simetrias cristalinas, favorecem o surgimento de invariantes topológicos, como bandas eletrônicas cruzadas e os nodos de Weyl. Assim, um estado Weyl-Kondo semimetal se estabiliza. Nossa descoberta abre uma nova rota para compreender a conexão entre simetrias de topologia não trivial e flutuações quânticas.

Para o Prof. Julio Larrea, o grande desafio experimental para seguir avançando no entendimento dos estados topológicos quânticos aponta a três principais horizontes. Por um lado, se deve continuar inovando a precisão e a adaptação das medidas de transporte elétrico e de calor específico que permitam revelar os estados topológicos protegidos na superfície. Por outro lado, se deve procurar novos materiais candidatos na proximidade de um QCP, mas que possam hospedar uma desordem atômica mínima e controlada, do tipo uma desordem peculiar. Materiais prístinos são incomuns, posto que a princípio, a desordem atômica é onipresente em todo material. Assim, ter um material mais próximo da realidade pode ajudar a estender a universalidade deste novo tipo de materiais quânticos topológicos. Finalmente, esta descoberta inédita desperta o enorme interesse em estender as capacidades criogênicas, sem uso de hélio líquido, de nosso laboratório LQMEC-IFUSP para um regime de temperaturas mais próximo do zero absoluto. Isto último certamente motiva um maior esforço para a obtenção de novos recursos para apoio a pesquisa.

Cabe também ressaltar que as descobertas feitas vão além do interesse da ciência básica. Estados topológicos quânticos, principalmente os da superfície, são robustos e protegidos, portanto quase não dissipam energia. Estas condições são altamente promissoras para futuras aplicações nas áreas da energy harvesting, da spintrônica, da informação e computação quântica.  


 

Contato: Prof. Julio Larrea

tel: +55 11-30916727 
Laboratory for Quantum Matter under Extreme Conditions (LQMEC)
Visite o website: https://lqmec.com/
 

 

 

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Artigo | Imaging and spectroscopy techniques applied to characterise fossilisation processes and biomineralisation

Dos autores Gabriel Ladeira Oses, Sabrina Larissa Belatto, Silvio Cesar Marqui Limeira Junior, Túlio Paulino dos Santos, Cleber Lima Rodrigues, Gustavo Marcondes Evangelista Martins Prado, Jaime Dias, Ismar De Souza  Carvalho, Tiago Fiorini da Silva, e Marcia de Almeida Rizzutto.
Publicado em Frontiers in Ecology and Evolution em 16/12/25. Acesse AQUI.
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O trabalho publicado insere-se na área de paleometria, uma linha de pesquisa dedicada à aplicação de técnicas da física e da química para extrair informações detalhadas sobre fósseis e os materiais geológicos que os envolvem. Nesse estudo, foram empregadas técnicas avançadas de imageamento e espectroscopia, desenvolvidas em colaboração entre os laboratórios LACAPC (Laboratório de Arqueometria e Ciências Aplicadas ao Patrimônio Cultural) e LAMFI (Laboratório de Análise de Materiais por Feixes Iônicos), ambos do Instituto de Física da USP, além de outras instituições parceiras.

A utilização integrada dessas técnicas permitiu observar a fluorescência de minerais presentes nas amostras, possibilitando sua identificação e caracterização. Um dos destaques foi a apresentação de um método de mapeamento por ionoluminescência, desenvolvido no acelerador do LAMFI, que amplia as possibilidades de análise composicional de materiais geológicos. Além disso, imagens de radiografia digital revelaram estruturas internas das rochas e evidenciaram tecidos moles preservados por minerais no interior dos fósseis, contribuindo para uma compreensão mais completa dos processos de fossilização.

O estudo contou com uma colaboração multidisciplinar, envolvendo pesquisadores e técnicos do LAMFI, como o professor Tiago Fiorini e o doutor Cleber Rodrigues, além de equipes do Astrolab (IQUSP) e do Hospital Universitário da USP. A pesquisa reuniu especialistas de diferentes áreas, como geologia, biologia e física, evidenciando a importância da integração de conhecimentos para o avanço da paleometria.

Durante o desenvolvimento do trabalho, um aspecto relevante foi a utilização de iluminação ultravioleta (UV), que revelou a presença de minerais distintos nas amostras e serviu como guia para análises composicionais subsequentes. Esse procedimento mostrou-se especialmente útil como etapa preliminar na investigação dos fósseis.

As perspectivas de continuidade da pesquisa incluem a aplicação do mapeamento por ionoluminescência a outros materiais geológicos, a incorporação rotineira do estudo prévio por iluminação UV em análises composicionais e a exploração ampliada das potencialidades dessa técnica em diferentes contextos.

O trabalho contou com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), por meio dos processos 2021/07007-7, 2022/06485-5, 2023/14250-0, 2023/17293-2, 2023/04501-6, 2022/11586-5 e 2023/10680-0, e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), nos programas PIBIC 135207/2012-6, PIBIC 2022-3072 e 131500/2023-6.


Abstract: 
Palaeontology has long benefited from advancements in technology, allowing more refined morphological and compositional characterisation of fossils, relying on non-destructive and non-invasive techniques. Besides the improvement of existing technology and the development of new instruments, techniques, and data processing methods, the combination of imaging and of spectroscopy techniques lay at the core of palaeometry, as it has proven to be a powerful approach to disentangle morphological and geochemical diagenetic imprints, which potentially bias the identification of primary signals in fossils, those of which have palaeobiological significance. This rationale is applicable to the investigation of soft-tissue mineralisation and to the study of the earliest biomineralising animals, in which diagenesis affects primary composition and morphology. Here, we show the application of ionoluminescence (IL) by means of proton beams in an accelerator to yield images of unprepared calcareous fossils (earliest skeletal animals from the Ediacaran Tamengo Formation, Brazil) and of fossils preserved in carbonate rocks (fossil insects from the Cretaceous Crato Formation, Brazil), discussing the benefits of this method over conventional cathodoluminescence (CL). We also provide a UV-light-based imaging (ultraviolet fluorescence photography, UVF) study of the same array of fossils, which enabled the distinction of different mineralogical compositions at fossil insects. This imaging technique has guided the application of X-ray fluorescence (XRF) and micro-Raman spectroscopy (micro-RS) techniques, confirming heterogeneous mineralogical compositions over the fossils. Finally, radiography of these fossil insects (and arachnids) reveals the potential of this technique to the characterisation of internal soft tissues and of morphological features hidden in the calcareous host rock of the Crato Fm. fossils, thus improving taxonomic identification in a non-destructive way.

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Artigo | Optical analysis of 3D-printed terahertz waveplates from common thermoplastics

Dos autores Gabriel F. Freitas, Lucas T. Roque, Nicolas M. Kawahala e Felix G. G. Hernandez. 
Publicado em Scientific Reports em 13/12/25.
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Abstract: 
We report the fabrication and characterization of birefringent terahertz (THz) waveplates produced via fused deposition modeling (FDM) 3D printing using three widely available thermoplastic filaments: polylactic acid (PLA), acrylonitrile butadiene styrene (ABS), and high-impact polystyrene (HIPS). Form-birefringent subwavelength gratings were printed using a 0.2 mm nozzle to tailor the phase retardance. The intrinsic THz optical properties of each polymer were first assessed through terahertz time-domain spectroscopy (THz-TDS) on unstructured slabs, revealing material-dependent absorption. Polarization-resolved THz-TDS was then employed to extract the effective birefringence, retardance, and polarization modulation of the fabricated waveplates. HIPS exhibited the lowest absorption and the most stable birefringent response, followed by ABS, while PLA showed strong absorption and limited polarimetric performance. Measured birefringence spectra agreed with effective medium predictions below the diffraction threshold (0.6 THz); beyond this range, retardance saturation enabled continued phase shifting. Full polarimetric analysis using Stokes parameters confirmed consistent modulation of ellipticity and polarization rotation, particularly in HIPS-based devices. These results provide a comparative framework for selecting printable materials and optimizing designs of low-cost, customizable THz polarization components.

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Artigo | Beyond the 2/3 approximation: a multiscale evaluation of the FRET orientation factor in nonfullerene acceptors

Dos autores Leandro Benatto, Rafael B. Ribeiro, Guilherme Carneiro Queiroz da Silva, João Paulo A. Souza, João Lucas B. Rosa, Márcio T. do N. Varella, Graziâni Candiotto, Marlus Koehler e Marcos G. Menezes.
Publicado em Journal of Materials Chemistry em 04/12/25.
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Abstract: 
Fluorescence resonance energy transfer (FRET) plays a key role in exciton migration within organic optoelectronic devices, with the orientation factor (κ2) being one of its most critical yet poorly characterized parameters. Conventional approaches often assume statistical κ2 values (e.g., 2/3 or 0.476), which may lead to inaccurate estimates of Förster radii, transfer rates, and exciton diffusion lengths. In this work, we introduce a novel multiscale computational strategy that combines molecular dynamics simulations and density functional theory to evaluate κ2 for two widely used nonfullerene acceptors, IT-4F and Y6. Coulombic interactions were calculated using the transition charges from the electrostatic potentials (TrESP) method and compared with the dipole–dipole (DD) approximation, revealing that the latter produces large errors at shorter intermolecular distances (<20 Å). The calculated κ2 distributions exhibit a broad dispersion, with mean values significantly higher than those assumed in dynamic or static averaging regimes, exceeding 0.9 for IT-4F. These elevated orientation factors lead to larger Förster radii and enhanced FRET rates, suggesting that conventional approximations systematically underestimate exciton transport efficiency. Our findings emphasize the need for system-specific κ2 estimations to achieve more reliable modeling of exciton dynamics and reveal a correlation with the system planarity that can be identified by computing simplified molecular descriptors. Ultimately, providing valuable insights for the design and optimization of high-performance organic photovoltaic devices for sustainable energy production.

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Artigo | Optimizing Aperture Geometry in THz-TDS for Accurate Spectroscopy of Quantum Materials

Dos autores Laura O. Dias, Eduardo D. Stefanato, Nicolas M. Kawahala e Felix G.G. Hernandez. 
Publicado em Brazilian Journal of Physics, vol. 56 article 35, 09/12/25.
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Abstract: 
Terahertz time-domain spectroscopy (THz-TDS) provides a powerful platform for investigating low-energy excitations in quantum materials. Because these materials are often limited in size, experimental setups typically rely on tightly focused beams and metallic holders with small apertures. In this work, we perform a systematic study of how aperture geometry influences THz signal transmission in a standard free-space configuration. By analyzing time- and frequency-domain data for circular apertures of varying diameters and thicknesses, we quantify the spatial and spectral filtering effects imposed by aperture size. We show that small apertures progressively attenuate low-frequency components of the transmitted signal, while higher-frequency content remains comparatively unaffected. These effects become especially significant for apertures smaller than typical THz beam waists, resulting in amplitude suppression and phase distortions that compromise the accuracy of frequency-domain analysis and optical parameter retrieval. To validate these observations, additional measurements were performed on a representative quantum material, confirming the practical relevance of the identified aperture effects. The transmitted intensity as a function of aperture diameter also provides a straightforward method for estimating the beam waist at the focus. In contrast, standard aperture thicknesses do not introduce measurable distortions, confirming the adequacy of treating thick, non-resonant apertures as dielectric slabs. These findings establish practical guidelines for aperture selection in THz-TDS and underscore the importance of preserving low-frequency response for reliable characterization of quantum materials.

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Artigo | Emergent collective heat engines from neighborhood-dependent thermal reservoirs

Do autor Carlos E. Fiore.
Publicado em Physical Review E  112, 064105, 01/12/25. 
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Abstract: 
We introduce and analyze a class of heat engines composed of interacting units, in which the thermal reservoir is associated with the neighborhood surrounding each unit. These systems can be mapped onto stochastic opinion models and are characterized by collective behavior at low temperatures, displaying different types of phase transitions, marked by spontaneous symmetry breaking and classifications that depend on topology, the neighborhood, and other ingredients. For the case of contact with two thermal baths—equivalent to each unit having k=4 nearest neighbors—the system can be tuned to operate at maximum power without sacrificing the efficiency n and/or increasing dissipation. All of them are related by a general expression when the worksource stems from different interaction energies. The heat engine placed in contact with more than three reservoirs is more revealing, showing that the intermediate thermal reservoir can be conveniently adjusted to achieve the desired compromise between power P, efficiency, and dissipation. The influence of lattice topology (regular and random-regular networks), its relationship with collective operation, and distinct ratios between the temperatures of the thermal baths, has also been investigated.

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Artigo | Cu-Doped Layered Double Hydroxide Nanotubes For CO2 Reduction under Supercritical Conditions

Dos autores Alexandre C. Teixeira, Bruno Manduca, Adolfo L. Figueredo, Alysson F. Morais, Renato S. Freire, Pedro Vidinha e Danilo Mustafa. 
Artigo é capa da ACS Applied Nano Materials, Vol 8/Issue 46. Acesse AQUI.

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Abstract: 
Layered double hydroxides are structurally versatile materials whose chemical and electronic properties can be tuned to yield efficient heterogeneous catalysts and catalyst precursors for green chemistry applications, including sustainable fuel production for the methanol economy. We demonstrate that chemical tailoring via copper incorporation into ZnAlEu LDHs, combined with soft templating using a P-123 surfactant, yields well-defined nanotubular structures with markedly enhanced thermo- and photocatalytic performance in CO2 hydrogenation to methanol. Eu3+ incorporation enabled the nanotubular morphology and induced a 5-fold enhancement in the surface area of the LDHs, while subsequent Cu doping introduced active catalytic sites and further increased the surface area, reaching a maximum of 184 m2.g–1 at an optimal Cu loading of 20%. Under visible light, these materials demonstrated methanol yields significantly higher than nonhierarchical, flake-like LDHs, with a high selectivity attributed to the extended residence time of intermediates within the interlayer spaces. Thermocatalytic CO2 hydrogenation in flow reactors further confirmed the superior activity and selectivity of the Cu20%-P123 catalyst, achieving a methanol yield of 55 mg·gat–1·h–1, outperforming conventional Cu-ZnO-Al2O3-based catalysts. These findings highlight the critical role of composition tuning and morphology control in enhancing the catalytic activity of LDH-based materials, offering a promising route for the sustainable valorization of CO2.

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A ciência por trás da preservação e restauração do patrimônio cultural

Trabalho desenvolvido pelo Instituto de Física da USP reforça a presença da física para além do mundo científico. 
Em Jornal da USP, 28/11/25. 
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A restauração e a conservação de obras de arte são imprescindíveis para preservação do patrimônio cultural e para garantir que as gerações futuras possam apreciar e estudar essas peças. Ciente dessa importância, o Laboratório de Arqueometria e Ciências Aplicadas ao Patrimônio Cultural (LACAPC) do Instituto de Física (IF) da USP desenvolve um trabalho voltado à preservação de pinturas. A professora e pesquisadora Márcia de Almeida Rizzutto, coordenadora do laboratório, explicou as etapas e os métodos científicos utilizados nesse trabalho interdisciplinar na edição 96 do programa Cultura na USP. [...]

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A ciência não é neutra: Diop, Epistemicídio e o Desafio da Física Brasileira

Em Sociedade Brasileira de Física, 21/11/25. Acesse AQUI.

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“Nós somos o útero do mundo. Mais de 80% da vida humana aconteceu no continente africano. Muitos dizem que a África é o berço da humanidade. Mas isso reduz a nossa importância. Um berço é para bebês. A humanidade não era um bebê quando viveu na África; era adulta, sábia. O que deixamos não foi um berço, foi uma casa. Um templo. Uma universidade. Uma indústria. Deixamos sabedoria, espiritualidade, ciência, conhecimento do cosmos. Não apenas um berço. [...]

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*Com participação do pesquisador Neilo Trindade (DFN - IFUSP).

Enigma da matéria escura: portais secretos nos conectam ao lado oculto do Universo?

Milhares de galáxias inundam esta imagem em infravermelho do aglomerado de galáxias SMACS 0723, capturada pelo telescópio espacial James Webb da NASA. A imagem revela um efeito natural conhecido como lente gravitacional, no qual a luz se curva, revelando também a presença invisível da matéria escura

Artigo de divulgação da Ana Luisa Fogel (doutoranda DFMA IFUSP).
Em "The Conversation", 17/11/25. 
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Todo dia acordamos, tomamos nosso café e seguimos nossa rotina. Olhamos para o céu, onde o Sol ilumina o Planeta de dia, e à noite, a Lua nos acompanha junto de milhares de estrelas. Quase ninguém imagina que tudo o que vemos e tocamos, da xícara ao ar que respiramos, dos planetas às estrelas, representa menos de 5% de tudo o que existe. [...]

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