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Minicurso | Introduction to the physics of strongly correlated materials

Com informações da pesquisadora Valentina Martelli.
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O Prof. Walber Brito, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) estará no Instituto de Física de 10 a 18 de junho como visitante do grupo da Profª Valentina Martelli no LQMEC. Durante sua estadia, oferecerá o minicurso "Introduction to the physics of strongly correlated materials". Para informações, contate a Profª Valentina Martelli (valentina.martelli@usp.br) ou o Prof. Walber Brito (walber@fisica.ufmg.br).

Em breve, novas informações sobre matrículas e procedimentos com a Comissão de Pós-Graduação: alunospgif@usp.br

Trabalhos do IF com Menções Honrosas no 31º SIICUSP

Etapa internacional do 31º SIICUSP divulga trabalhos que receberam Menção Honrosa. 
Parabéns aos estudantes e orientadores do Instituto!
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INICIAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA

Desenvolvimento de Novos Arranjos Experimentais no LAFN
Trabalho de Maria Gabriela Matias de Lana sob orientação do Prof. Valdir Brunetti Scarduelli

Implementação Computacional de Restrição de Parâmetros Cosmológicos
Trabalho de 
Luiza Olivieri Ponte sob orientação do Prof. Elcio Abdalla

Desenvolvimento de Objetos Simuladores Antropomórficos para Aplicações em Mamografia
Trabalho de 
Renne Rodrigues Rosinelli Junior sob orientação do Prof. Paulo Roberto Costa

Transposições de Equilíbrio e Oscilações Amortecidas em Levitação Acústica
Trabalho de Guilherme Nogueira Cavalcanti sob orientação do Prof. Zwinglio de Oliveira Guimarães Filho

Simulações Computacionais Atomísticas no Estudo de Hidrocarbonetos em Condições Extremas Planetárias
Trabalho de Joaquim de Paula Barros Sousa sob orientação do Prof. Caetano Rodrigues Miranda
 
PRÉ-INICIAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA
Levitação Acústica com Ultrassom
Trabalho de Nathália Seino sob orientação do Prof. Zwinglio de Oliveira Guimarães Filho
 
Fake News e Ciência: A Importância, Necessidade e Segurança ao se Vacinar
Trabalho de Evelyn Christine Canfild Osiro sob orientação do Prof. Caetano Rodrigues Miranda

 

Artigo | Effects of phytosterol supplementation on lipoprotein subfractions and LDL particle quality

Dos autores Valeria Arruda Machado, Angela Rocio Niño Santisteban, Celma Muniz Martins, Nagila Raquel Teixeira Damasceno, Francisco A. Fonseca, Antonio M. Figueiredo Neto & Maria Cristina Izar. 
Em Scientific Reports vol. 14, art. 11108 (2024).
Texto do pesquisador Antonio Martins Figueiredo Neto. 
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Os fitoesteróis são componentes naturais de alimentos vegetais usados como suplementos devido ao seu conhecido efeito redutor do colesterol. No entanto, os seus efeitos nas subfrações das lipoproteínas e na qualidade da partícula LDL não haviam sido estudados em maior detalhe. Nosso objetivo foi avaliar os efeitos da suplementação de fitoesteróis sobre os lipídios, subfrações de lipoproteínas e sobre a qualidade da Low-Density Lipoprotein (LDL) humana. 

Um estudo prospectivo, tipo piloto, aberto e cruzado, randomizou 23 homens em prevenção primária de hipercolesterolemia para receber dieta ou dieta mais fitoesterol (2,6 g em 2 doses, com refeições) por 12 semanas, quando os tratamentos foram trocados por outro 12 semanas. As subfrações de lipoproteínas foram analisadas por eletroforese em gel de poliacrilamida (Lipoprint System®). A qualidade da partícula LDL foi analisada por varredura Z e espectroscopia UV-vis.

O desfecho primário foi a comparação entre dieta versus dieta mais fitoesteróis. Os desfechos secundários avaliaram as diferenças entre a linha de base, dieta e dieta mais fitoesterol. Estatísticas não paramétricas foram realizadas com p < 0,05. Houve tendência de redução da High-Density Lipoprotein HDL-7 (p = 0,05) no braço dieta mais fitoesterol, sem efeitos na qualidade das partículas de LDL. O Heatmap mostrou fortes correlações (ρ > 0,7) entre o tamanho das partículas pelos diferentes métodos com ambas as intervenções. A dieta mais fitoesterol reduziu o cholesterol total, aumentou a HDL-colesterol e reduziu a Intermediary-Density Lipoprotein IDL-B, enquanto a dieta aumentou a HDL7 e reduziu o IDL-B em relação ao valor basal (p < 0,05, para todos). A suplementação de fitosterol demonstrou pequenos efeitos benéficos na subfração HDL-7, em comparação com a dieta isolada, sem efeitos na qualidade das partículas de LDL. Os experimentos de varredura Z realizados no IFUSP demonstraram que a dieta com fitosteróis não melhorou a qualidade (aterogenicidade) da LDL.

 

Mudanças climáticas nos forçarão a repensar e construir uma sociedade mais sustentável e justa

Texto do pesquisador Paulo Artaxo para The Conversation.
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As mudanças climáticas estão se tornando mais evidentes, e já fazem parte do nosso dia a dia. A emergência climática já é uma realidade. Ela se manifesta de várias maneiras, sendo uma delas o aumento da intensidade e da frequência dos eventos climáticos extremos. Estes eventos extremos estão colocando em risco a vida de muitos, como estamos presenciando nas enchentes no Rio Grande do Sul, na seca do ano passado na Amazônia. Leia mais... 

AP Photo/Andre Penner

Minicurso PGF5399 | Tópicos em Materiais Quânticos

Minicurso oferecido de 16 a 26/07 no contexto da São Paulo School of Advanced Science on Quantum Materials
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O minicurso PGF5399 - Tópicos em Materiais Quânticos será ministrado pelos professores Gustavo Dalpian, Eric Andrade, Rafael Sá, Luis Gregório e Helena Petrili.

As matrículas podem ser enviadas para o e-mail atendepgif@usp.br, através DESTE formulário de matrícula em disciplina.

Programa: Métodos de síntese de materiais quânticos, heavy férmions, técnicas avançadas de caracterização de materiais quânticos (STM, RIXS and ARPES), materiais topológicos, fundamentos de teoria do funcional da densidade, métodos de inteligência artificial para sistemas de muitos corpos, tensor networks.

Revista Balbúrdia publica seu sétimo número

"20 anos da Lei 10.639/2003 e as Relações Étnico-raciais e o Ensino de Ciências” é o tema da sétima edição da revista.
Com informações da equipe editorial da Balbúrdia
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Já está disponível o número 7 da Revista BALBÚRDIA - Revista de Divulgação Científica dos Discentes do PIEC-USP. A BALBÚRDIA foi criada por um grupo de discentes do Programa de Pós-Graduação Interunidades em Ensino de Ciências da USP (PIEC-USP) preocupados em estabelecer um canal de divulgação da área de pesquisa em ensino de ciências naturais e de formação para graduandos, pós-graduandos e professores, articulando ensino, pesquisa e extensão.

O sétimo número traz como tema “20 anos da Lei 10.639/2003 e as Relações Étnico-raciais e o Ensino de Ciências”. Este número foi desenvolvido ao longo de 2023 e 2024 e traz reflexões sobre a importância, os avanços e as limitações desta lei no currículo e no processo de ensino e aprendizado na Educação Básica. A fim de compreender tais avanços e limitações, há uma entrevista com Anna Benite, professora universitária, ativista e coordenadora do Laboratório de Pesquisas em Educação Química e Inclusão (LPEQI) e do Grupo de Estudos sobre a Descolonização do Currículo de Ciências (Coletivo CIATA); uma homenagem a Nicéa Quintino Amauro, professora, ativista e ex-presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN) e a Alan Alves de Brito (disponível a partir do dia 27/05), professor universitário, ativista e ganhador do Prêmio José Reis de divulgação científica. Além dos textos temáticos, esse número conta com diversos outros textos organizados ao longo da Revista: Texto de Divulgação Científica, Espaço Aberto, Espaço do Egresso, Espaço do Docente, Balbúrdia Indica e Balbúrdia Informa. 
-> Acesse AQUI a edição na íntegra
Em 2024, a BALBÚRDIA completa cinco anos. Em busca de conhecer melhor o público que acompanha a publicação ao longo do tempo, a comissão pede aos leitores que preencham ESTE formulário
Contate a equipe para editorial em caso de dúvidas: revista.balburdia@usp.br 

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Aquisição de Livros Nacionais

Programa de Aquisição de Livros Nacionais e outros materiais não periódicos para 2025. 
Comunicado da Biblioteca IFUSP
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Caros e caras docentes,

Estamos  preparando a nova lista de títulos nacionais a serem adquiridos para a Biblioteca nos próximos Pregões Centralizados de Livros da  Agência de Bibliotecas e Coleções Digitais (ABCD-USP)  e pedimos sua colaboração no envio de sugestões de compra. Além de livros, podemos adquirir outros tipos de materiais, tais como: obras de referência, CDs, DVDs, softwares, mapas, pôsteres e etc. 

Solicitamos o envio de Sugestões de Compra deve ser efetuado até 25/05/24 através DESTE FORMULÁRIO.  

A Seção Técnica de Formação de Acervo da Biblioteca, Serviço de Aquisição e está à disposição para esclarecimentos, por telefone (ramal 916473) ou por e-mail bib@if.usp.br

 

Dedetização 31/05

Comunicado da Zeladoria IFUSP.
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Informamos que haverá dedetização no dia 31/05/2024, sexta-feira, das 8h às 18h. Não é aconselhável permanecer nos locais.

Aqueles que são contrários a execução do serviço, favor informar o local aos e-mails: sgerais@if.usp.br, vigil@if.usp.br e zelador@if.usp.br.

Lembramos que as chaves dos locais a serem dedetizados deverão estar nas portarias. Aquelas que não se encontram nos quadros das portarias, deverão ser deixadas com o Chefe da Vigilância com antecedência ou, então,
o responsável deverá vir ao IF para abrir o local.

Tecnologia, pessoas e mercado: o Brasil no novo cenário da Fusão Nuclear

Engajado e otimista com o futuro, o pesquisador Gustavo Canal (IFUSP) conta, em entrevista, um pouco do seu trabalho em prol do Programa Nacional de Fusão Nuclear.

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A convite da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), órgão ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o pesquisador do IFUSP Gustavo Canal trabalha desde 2021 no desenvolvimento e implementação do Programa Nacional de Fusão Nuclear (PNFN) e na recriação da Rede Nacional de Fusão (RNF). Esta atuação ocorre mesmo antes de sua nomeação em Diário Oficial como Secretário Executivo, seguindo os passos do antecessor Ricardo Galvão (Secretário Executivo da primeira versão da RNF). "Para mim, é independente ter a nomeação ou não. O que eu mais quero é contribuir para o desenvolvimento da área de fusão nuclear no País", comenta.

O docente, que trocou uma posição confortável no Princeton Plasma Physics Laboratory por uma bolsa de Professor Visitante do Exterior para poder regressar ao Brasil, mergulhou de cabeça na elaboração do PNFN enquanto vivia um momento caótico em sua vida particular: em um processo de mudança de endereço, foi surpreendido pela pandemia de COVID-19 e ficou sem residência, chegando a depender do abrigo da família e de amigos por nove meses.

Canal se recorda do primeiro contato da CNEN, em 2020, um convite de colaboração direcionado a pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e do Laboratório de Física de Plasmas do IFUSP; direcionado também aos professores Ricardo Galvão e José Helder Severo: "Houve várias reuniões entre membros da CNEN, do INPE e nós do IFUSP. Na época, o Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da CNEN era o Madison (Coelho de Almeida) e o Presidente da CNEN era o (Paulo Roberto) Pertusi. Eles foram responsáveis por promover as discussões entre os membros desse grupo colaborativo CNEN-INPE-IFUSP sobre o desenvolvimento fusão nuclear como área estratégica do País. Hoje, esse trabalho da CNEN vem sendo realizado pelo novo Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da CNEN, Wilson Calvo, e pelo novo Presidente da CNE,  Francisco Rondinelli. O Brasil possui os únicos três tokamaks do hemisfério sul do planeta e o PNFN foi estruturado para aproveitar essa situação".

Tokamak é um tipo de dispositivo em que é possível realizar estudos de plasmas em condições de temperatura e densidade que permitam reações de fusão nuclear acontecerem de forma controlada a fim de viabilizar a produção de energia limpa, segura e virtualmente infinita em reatores nucleares a fusão. Para aprisionar e aquecer o plasma são utilizados campos criados por um conjunto de bobinas magnéticas nas quais fluem altas correntes elétricas (até 55 kA), gerando fortes campos magnéticos (até 1.5 T). O Laboratório de Física de Plasmas do IFUSP é a única instalação do hemisfério sul que opera um tokamak - o Tokamak à Chauffage Alfvén Brésilien (TCABR).

Canal reflete sobre esse novo cenário brasileiro: "O Brasil já esteve na vanguarda da fusão nuclear, mas infelizmente acabou perdendo liderança por causa de conjunturas políticas da época. Mas, dessa vez, parece que obteremos êxito devido ao apoio que estamos recebendo da CNEN e de membros do MCTI. Realizar pesquisa em fusão nuclear em um ambiente universitário tem suas limitações, pois o experimento é relativamente grande, com complexos subsistemas de alta potência, de alto custo e que requer uma quantidade significativa de pessoas trabalhando simultaneamente para a realização dos experimentos.

Canal detalha que, infelizmente, o progresso na pesquisa em fusão nuclear no cenário internacional não foi acompanhado no País. Grupos de plasma que realizavam trabalhos experimentais relevantes foram descontinuados, em particular o grupo da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), levando diversos pesquisadores a migrarem para a área de aplicações tecnológicas de plasmas. A principal razão para as dificuldades enfrentadas por esses grupos foi a falta de ambiente propício para operação de laboratórios de grande porte, que requerem equipes e instalações bem maiores que as usuais em outras áreas de física, com as quais tinham que competir dentro da estrutura universitária. Certamente o Laboratório de Física de Plasmas não enfrentou o mesmo tipo de dificuldade devido à tradição estabelecida no IFUSP na operação de grandes laboratórios, principalmente em física nuclear. Uma das principais características do IFUSP, que o destaca de outras instituições nacionais na área de Física, é a amplitude de seu campo de atuação. De fato, em nenhuma outra instituição brasileira um aluno de pós-graduação dispõe de tão ampla gama de opções para escolher seu tema de investigação, desde aplicações em ciências atmosféricas, biofísica, e outras relevantes, até tópicos avançados em física de altas energias, cosmologia e física matemática. A física de plasmas está entre as áreas em que o IFUSP se destaca por sua atuação pioneira no país, em particular com relação à sua aplicação à pesquisa em fusão nuclear controlada.

De acordo com o pesquisador, o Programa Nacional de Fusão Nuclear é formado por três pilares que norteiam diretrizes e ações de curto, médio e longo prazo.

O primeiro pilar é a construção de um laboratório de porte nacional para estudos avançados em fusão nuclear. Há uma chance que este novo laboratório - o Laboratório de Fusão Nuclear (LFN) - comece a ser construído já em 2025 no mesmo sítio do Reator Multipropósito Brasileiro (RMB).

O segundo pilar trata da formação de recursos humanos. Neste momento, há poucas pessoas com a formação necessária para atuar no futuro laboratório. 

"Temos que formar uma nova geração de físicos de plasma em um tempo relativamente curto, mandar alunos para o exterior para se formarem em tecnologia de ponta em fusão, e torcer para que eles retornem para o País, assim como eu retornei depois de quase dez anos no exterior, para que trabalhem nesse novo laboratório e ajudem a avançar o nosso Programa Nacional" - reflete o docente.

Assim, já há estudantes brasileiros da área atuando no exterior e outros com a ida em planejamento: laboratórios na École Polytechnique Fédérale de Lausanne (Suíça), no Princeton Plasma Physics Laboratory (EUA) e na Universidade de Wisconsin-Madison (EUA) são exemplos de instituições com parcerias vigentes. Vale notar também a importância do próprio Laboratório de Física de Plasmas do IFUSP e seu TCABR, que mantém uma rede de 38 pesquisadores por todo o país atuando em colaboração para a modernização do equipamento. Sobre esse trabalho, o pesquisador destaca: "A modernização do TCABR é uma parte fundamental do nosso Programa Nacional. Não só teremos uma máquina única no mundo, com capacidade de testar modelos físicos em condições extremas jamais atingidas, como também é através dela que estamos treinando nossos alunos em tecnologias de ponta e de alto padrão de pesquisa em fusão".

O terceiro pilar preconiza a criação de um mercado de fusão.

"Como a fusão nuclear está se tornando algo realmente palpável, ou seja, é algo que vai realmente ser capaz de produzir eletricidade dentro de 10 ou 15 anos, há um mercado surgindo de empresas querendo comercializar as tecnologias existentes ao redor de um reator de fusão. Então, o terceiro pilar do nosso Programa Nacional foca justamente na estruturação de um ambiente aqui no Brasil onde empresas privadas possam apostar na fusão. Será muito importante ter empresas brasileiras que possam desenvolver as tecnologias que vamos precisar no Programa Nacional, incluindo uma empresa para a fabricação de bobinas supercondutoras de alta temperatura. Existem hoje duas empresas de grande porte capazes de fabricar tais bobinas - essa empresa brasileira seria a terceira no mundo" - analisa Canal.

Para o novo tokamak proposto no PNFN, seriam necessários US$ 45 milhões para a compra de fitas supercondutoras de alta temperatura e outros US$ 55 milhões para a compra de materiais e equipamentos dessas empresas especializadas em fusão. Sensibilizado no contexto da pandemia, vendo o Brasil sem condições de fabricar respiradores em quantidade suficiente e enviando recursos valiosos para fornecedores estrangeiros, o pesquisador sugeriu investir aqui esses recursos e desenvolver toda a tecnologia em âmbito nacional. Visando atrair investidores locais, interessados em retornos de curto prazo, surgiu a ideia de desenvolver uma empresa que comercialize sistemas de armazenamento de energia baseados em supercondutores de alta temperatura. Dessa forma, a empresa nacional poderia atender às demandas internas.

"Hoje, por exemplo, um carro elétrico utiliza baterias de lítio. Essas baterias têm uma durabilidade de, talvez, 8 anos, no máximo. Depois, a bateria perde uma fração significativa de sua capacidade de armazenamento. E hoje, o custo de uma bateria é uma fração considerável do custo do carro. Esses sistemas supercondutores de armazenamento de energia têm uma vida útil virtualmente infinita, pois a energia é estocada no campo magnético - algo não físico que não deteriora, como o campo magnético ao redor de um ímã" - esclarece o pesquisador.

Comenta também que esse é apenas um exemplo das diversas indústrias que podem surgir no entorno da criação de um reator de fusão.

Em ofício enviado à diretoria do IFUSP em 30 de abril, a CNEN vem agradecer a "valiosa cooperação" do Professor Canal e formalizar o convite para a continuação de sua colaboração com os trabalhos de reativação da Rede Nacional de Fusão e de implementação do Programa Nacional de Fusão Nuclear.

Sobre a disposição para a continuidade do trabalho, o pesquisador segue animado. Convidado pela Agência Internacional de Energia Nuclear (IAEA) para uma apresentação sobre o plano brasileiro no contexto internacional, recebeu uma grande quantidade de mensagens de pesquisadores de todo o mundo interessados em colaborar. "Ver a repercussão positiva que nosso país está tendo lá fora é algo que tem me trazido muito entusiasmo", comenta.

Passados os momentos mais difíceis, Canal reflete positivamente sobre a transição da vida de pesquisador nos EUA para a volta para casa: recorda como, em dado momento, teve a certeza sobre o desejo de criar sua filha (estadunidense) no Brasil, próxima dos avós e familiares, com uma vivência cultural brasileira. Aponta também a oportunidade de alavancar a área de fusão no Brasil como um motivador adicional de seu trabalho: "Enquanto trabalhava na Europa e nos EUA, eu via os países prosperando e as empresas de tecnologia levando vantagem com os produtos de alto valor agregado que surgem da fusão, e eu contribuindo para aquilo. Pensei comigo, então, 'Não, agora chega. Agora é a vez do meu país’. [...] Então, voltei para contribuir de alguma forma para a minha gente. Por isso, quando vejo o que eu estou sendo capaz de contribuir, junto com meus pares, obviamente - não faço nada sozinho -, esse é um motivo de grande alegria e satisfação".

 

 

Funcionamento da Biblioteca

Biblioteca | ComunicaçãoPor: Biblioteca IFUSP.
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Prezados usuários,

A biblioteca está funcionando normalmente no espaço do antigo laboratório de Ressonância Magnética até que a obra no conjunto Abrahão de Moraes seja concluída. O laboratório é o prédio localizado ao lado do edifício principal, em frente ao estacionamento de funcionários na calçada em direção ao IO/IME.

Seguem algumas informações importantes:

- Horário de Atendimento

  • Período letivo: de segunda a sexta, das 8h às 21h45.
  • Dias não letivos: de segunda a sexta, das 9h às 19h.

- Renovações: As renovações não são mais feitas automaticamente, sendo necessário comparecer no balcão ou renovar online caso não tenha atingido o limite de 3 renovações. Obs: utilize o aplicativo Bibliotecas USP.

- Acervo: Reunimos uma parcela do acervo composta pelos livros mais consultados e obras indicadas pelos professores do IFUSP.

- Solicitação de livros: Caso o livro desejado não esteja entre os disponíveis, é possível pode solicitá-lo pessoalmente no balcão de circulação e buscaremos para disponibilizá-lo.

- Mesas para estudo e terminais de consulta: O espaço conta com 13 mesas para estudo individual e 2 terminais de consulta ao catálogo.

- Outras opções de empréstimo: É possível emprestar livros em qualquer biblioteca do campus Butantã presencialmente ou solicitar livros de outros campi através do Sistema de Empréstimo Entre Bibliotecas (Sisweeb). Saiba mais AQUI

Para dúvidas ou sugestões, escreva para bib@if.usp.br

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