IFUSP na Mídia

Experimentos e supercomputadores revelam material com potencial uso como isolante térmico

Bismutato de bário, material com propriedades isolantes similares às do vidro, poderá ser adotado em tecnologias que exijam alto isolamento térmico e em geração de energia
Por: Jornal da USP. Acesse AQUI o conteúdo original.
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"Pesquisadores do Instituto de Física (IF) da USP e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em colaboração com instituições brasileiras e do exterior, realizaram novas descobertas sobre o bismutato de bário (BaBiO₃), material sintético com propriedades físicas singulares. Análises de laboratório do material e simulações de transporte de calor em supercomputadores revelaram que, apesar de apresentar uma estrutura cristalina ordenada, ele tem baixa condutividade térmica, comparável à do vidro."

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Análises e estudos de física que protegem a arte e os bens culturais

Conheça as técnicas e pesquisas do Laboratório de Arqueometria e Ciências Aplicadas ao Patrimônio Cultural
Por: Cultura na USP. Acesse AQUI o conteúdo original.
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"As etapas e processos de restauração de obras de arte contam com métodos científicos avançados desenvolvidos no Instituto de Física da USP. A coordenação é da professora Márcia de Almeida Rizzutto, especialista em arqueometria com técnicas espectroscópicas e de imageamento. Na agenda cultural, confira as programações gratuitas do Centro Cultural MariAntonia e da Casa de Dona Yayá, a estreia de uma nova mostra no Cinusp, a abertura de inscrições para as atividades do segundo semestre do programa USP 60+ e as atividades de férias do Museu de Zoologia e do Monumento Nacional Ruínas Engenho São Jorge dos Erasmos."

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Interdição de auditórios: Marcello Damy, Cesar Lattes e Auditório Adma Jafet

Por Ademir Rodrigues, responsável pela distribuição de atividades acadêmicas e didáticas nos espaços do IFUSP.
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*Novas informações em 24/07: 

Acabamos de ser informados pela Assistência Técnica Operacional de que mais duas interdições de auditórios acontecerão de 24 de julho (hoje) até 1 de agosto (sexta-feira), período que serão trocadas as telhas dos Auditórios: Marcello Damy e Cesar Lattes.
 
Lembramos que as aulas do segundo semestre terão início aos 4 de agosto e queremos acreditar que a referida Assistência Técnica Operacional tenha observado esse cronograma.
 
Não dispondo, agora, de nenhum dos quatro auditórios do Edifício Principal, tampouco o Auditório Adma Jafet, teremos que transferir o Seminários do Grupo de Fluidos Complexos, com reserva para sexta-feira - 01 de agosto - para a sala 2028 equipada para atividades híbridas.
 
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*Informações de 16/07:

Caros Professores e Colegas, acabamos de ser informados pela Assistência Técnica Operacional de que mais uma interdição de auditório está em andamento. Para subsidiar o planejamento de seus próximos eventos, Defesas de Tese, Provas, Seminários, Aulas, Journal Clubs e quetais, cumpre-me informar que se segue.

Além dos auditórios Giuseppe Occhialini, interditado em novembro de 2023 e  Gleb Wataghin interditado em fevereiro de 2024, teremos, a partir de 21 de julho próximo, a interdição do Auditório Adma Jafet para obras internas de reparo. Não podendo contar com esse espaço, teremos que transferir os Seminários Gerais de Ensino de Ciências e os Seminários do Grupo de Fluidos Complexos para algum dos auditórios remanescentes do Edifício Principal.

Da mesma sorte, as aulas previstas no Adma Jafet deverão ser alocadas no EP. Como ainda estou ultimando os trabalhos de distribuição das disciplinas do próximo semestre pelos espaços didáticos, assim que concluir, informarei aos setores os locais reservados para seus eventos.

Como é de conhecimento geral, obras de reparo quase sempre têm data de início, porém, por intercorrências de diversas espécies que retardam os trabalhos contratados, quase nunca tem data de término.

Assim que tiver notícia sobre a conclusão das obras, voltarei a informá-los.

 

Como (e quando) o universo vai acabar?

Por BBC News Brasil. Acesse AQUI.
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Uma morte escura, fria e um tanto tediosa. Um desenlace drástico, violento e com pitadas de drama. Ou um final que mais se parece com o começo de tudo. Essas são três das possibilidades mais estudadas atualmente sobre como será o fim do universo. Não há dúvidas de que essa é uma das questões mais intrigantes e misteriosas da Ciência — e mesmo os especialistas no assunto admitem que existem mais perguntas que respostas neste debate.

Mas, para entender como o universo vai acabar, é preciso antes saber como ele começou.

*Participação do Prof. Raul Abramo, do IFUSP.

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Artigo | On the Vulnerability of UMOSFETs in Terrestrial Radiation Environments

Dos autores Saulo G. Alberton, Alexis C. V. Bôas, Jeffery Wyss, Vitor A. P. Aguiar, Matheus S. Pereira, Luca Silvestrin, Serena Mattiazzo, Alessandro Paccagnella, Carlo Cazzaniga, Maria Kastriotou, Christopher D. Frost, e Nilberto H. Medina. Publicado em IEEE Access.
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Abstract:

The vulnerability of prominent silicon-based U-shaped Metal-Oxide-Semiconductor Field Effect Transistors (UMOSFETs) to destructive radiation effects when operating in terrestrial atmospheric environments is investigated. Secondary particles from nuclear reactions between atmospheric neutrons and the constituent materials of electronic devices can trigger Single-Event Burnout (SEB), a destructive failure in power MOSFETs. The susceptibility of UMOSFETs to SEBs induced by atmospheric neutrons in accelerated tests is compared to that of similarly rated traditional Double-diffused MOSFETs (DMOSFETs) counterparts. Computational simulations are conducted to elucidate the failure mechanisms and propose strategies to potentially enhance the survivability of next-generation UMOSFETs in high-reliability power systems operating on Earth.

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Artigo | Single-Event Effects Induced by Monoenergetic Fast Neutrons in Silicon Power UMOSFETs

Dos autores Saulo G. Alberton, Alexis C. Vilas-Boas, Marcilei A. Guazzelli, Vitor A. P. Aguiar, Matheus S. Pereira, Nemitala Added, Claudio A. Federico, Tassio C. Cavalcante, Evaldo C. F. Pereira Junior, Rafael G. Vaz, Odair L. Gonçalez, Jeffery Wyss, Alessandro Paccagnella, Nilberto H. Medina. Publicado em IEEE Transactions on Device and Materials Reliability.
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Abstract:

The trench gate or U-groove MOSFET (UMOSFET) has become widely adopted as a semiconductor device globally, gradually replacing the traditional vertical double-diffused MOSFET (DMOSFET) in many applications. Evaluating the reliability of UMOSFETs regarding neutron-induced radiation effects is crucial for understanding their response to ubiquitous atmospheric neutrons. This study presents comparative experimental and computational results of Single-Event Effects induced by monoenergetic fast neutrons in UMOS and DMOS power transistors. Experiments demonstrate that UMOSFETs exhibit premature particle-induced avalanche multiplication effects compared to similarly rated DMOSFETs, which may favor destructive radiation effects, such as Single-Event Burnout, when operating in the terrestrial radiation environment.

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Artigo | Ion-Induced Charge and Single-Event Burnout in Silicon Power UMOSFETs

Dos autores Saulo G. Alberton, Vitor A. P. Aguiar, Nemitala Added, Alexis C. Vilas-Bôas, Marcilei A. Guazzelli, Jeffery Wyss, Luca Silvestrin, Serena Mattiazzo, Matheus S. Pereira, Saulo Finco, Alessandro Paccagnella e Nilberto H. Medina.
Publicado em Electronics.
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Abstract:

The U-shaped Metal-Oxide-Semiconductor Field-Effect Transistor (UMOS or trench FET) is one of the most widely used semiconductor power devices worldwide, increasingly replacing the traditional vertical double-diffused MOSFET (DMOSFET) in various applications due to its superior electrical performance. However, a detailed experimental comparison of ion-induced Single-Event Burnout (SEB) in similarly rated silicon (Si) UMOS and DMOS devices remains lacking. This study presents a comprehensive experimental comparison of ion-induced charge collection mechanisms and SEB susceptibility in similarly rated Si UMOS and DMOS devices. Charge collection mechanisms due to alpha particles from 241Am radiation source are analyzed, and SEB cross sections induced by heavy ions from particle accelerators are directly compared. The implications of the unique gate structure of Si UMOSFETs on their reliability in harsh radiation environments are discussed based on technology computer-aided design (TCAD) simulations.

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Evento do Acolhimento

Convidamos toda a comunidade do IFUSP para participar do evento de encerramento das atividades do semestre.
Agradecemos desde já quem puder levar uma iguaria para ajudar no nosso comes e bebes coletivo.
Teremos ginástica, karaokê, protestos, poesias, piadas, nesse momento de descontração e integração entre professores, alunos, e funcionários.

Dia 17/06, a partir das 15h no Auditório Abrahão de Moraes.

Bismutato de Bário surpreende cientistas com características anômalas de condutividade térmica

Artigo Anomalous Glassy Thermal Conductivity in a Perovskite Bismuthate Induced by Structural Dynamic Instability
Dos autores Alexandre Henriques, Mariana S. L. Lima, Gøran J. Nilsen, Matthias J. Gutmann, Steffen Wirth, Walber H. Brito, Valentina Martelli
Publicado em Advanced Science.
Informações e comentários da pesquisadora Valentina Martelli.

Pesquisadores do IFUSP e da UFMG descobriram que o cristal de bismutato de bário (BaBiO₃) apresenta condutividade térmica tão baixa quanto a de um vidro, apesar de sua estrutura ordenada. A pesquisa, publicada na revista Advanced Science, lança luz sobre mecanismos inéditos que podem revolucionar o uso de óxidos funcionais em tecnologias de isolamento térmico e dispositivos termoelétricos.

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Nem sempre os materiais se comportam como esperamos. Um bom exemplo disso é o bismutato de bário, de fórmula química BaBiO3. Apesar de ser um cristal bem ordenado (com diferentes fases estruturais), ele conduz o calor tão mal quanto os vidros, que são materiais amorfos. Essa recente descoberta acaba de ser publicada na revista Advanced Science.

O bismutato de bário é um material conhecido desde a década de 1960, mas não havia sido explorado por este ângulo, já que pesquisas anteriores focaram em aplicações como supercondutividade, fotocatálise e outras. O trabalho explorou a expertise em transporte térmico do grupo liderado pela pesquisadora Valentina Martelli (IFUSP) para investigar o material sob nova perspectiva, no contexto do projeto de pesquisa de doutorado do aluno Alexandre Henriques (IFUSP). Em relação à parte teórica, o pesquisador Walber Hugo Brito (UFMG) conduziu as simulações com técnicas computacionais no estado da arte que permitiram calcular a condutibilidade térmica do material. 

Em cristais, a condução de calor é governada principalmente por dois tipos de portadores de calor: os elétrons e os fônons. Os últimos podem ser considerados como sendo quantizações das vibrações da rede cristalina. Enquanto os elétrons desempenham um papel bastante relevante no transporte de calor em materiais metálicos, os fônons desempenham papel central em isolantes e semicondutores, como no caso do BaBiO3. A eficiência com que esses portadores transferem energia térmica depende de diversos fatores, como a estrutura cristalina, a presença de defeitos, e os mecanismos de espalhamento. Como exemplo, podemos citar o diamante que é um péssimo condutor elétrico, porém ótimo condutor térmico. Já os vidros, que têm uma estrutura desordenada, dificultam o movimento dos portadores de calor, resultando em baixa condutividade térmica.

O que chama a atenção no BaBiO3 é que, apesar de ter seus átomos organizados em um padrão cristalino, ele apresenta uma condutividade térmica extremamente baixa, comparável à de materiais vítreos (amorfos). Isso indica que há algo incomum acontecendo em sua estrutura interna. Segundo os pesquisadores, o material apresenta uma combinação de mecanismos não usuais, como instabilidades dinâmicas, que dificultam o transporte dos fônons: eles ficam espalhados demais e são transmitidos apenas por um caminho bem curto dentro da amostra, como se o material fosse um vidro.

Para chegar a essa conclusão, os cientistas combinaram experimentos de condutividade térmica com simulações computacionais. Em destaque, o fato de se tratar de uma colaboração brasileira teórico-experimental, com uso de métodos experimentais sofisticados e esforço teórico significativo, envolvendo cálculos avançados e alto poder computacional.

Os experimentos foram conduzidos no Instituto de Física da USP, combinando dois métodos experimentais: o primeiro chamado de método estacionário, baseado num fluxo de calor estável através do material e o segundo, chamado de 3ω, que é uma metodologia avançada baseada no uso de uma excitação térmica oscilatória. A combinação de metodologias permitiu medir a condução de calor em um considerável intervalo de temperaturas: de -271°C até 122° C.

Já as simulações, feitas em supercomputadores brasileiros como o Santos Dumont (LNCC), Ada lovelace (CENAPAD-SP) e o Coaraci (Unicamp), permitiram estudar o comportamento dos fônons no BaBiO3 em detalhes, com o apoio de ferramentas como Teoria do Funcional da Densidade (DFT) e aprendizado de máquina.

De um ponto de vista do potencial tecnológico, a descoberta contribui na busca de novos materiais funcionais, com características que possam ser controladas para diversas aplicações. Materiais óxidos funcionais, em particular, são compostos que apresentam propriedades físicas ou químicas ainda pouco compreendidas, e com grande potencial nesse contexto.

De um ponto de vista fundamental, o BaBiO3 é um óxido com propriedades físicas emergentes ainda não totalmente explicadas. Além de possuir uma fase isolante pouco compreendida, o composto apresenta uma fase supercondutora (que conduz eletricidade sem perda resistiva) ao ser dopada com Pb/K; essa fase é caracterizada por uma temperatura crítica de aproximadamente 32 K e classificada como não convencional. Adicionalmente, o BaBiO3 tem sido considerado um candidato para realização de fases eletrônicas topológicas.

No sentido de aplicações tecnológicas, a descoberta de um comportamento do BaBiO3 semelhante ao vidro é bastante atrativo pois indica que este material pode ser empregado, por exemplo, como isolante térmico em dispositivos que exigem baixa dissipação térmica ou como plataforma (após apropriada dopagem eletrônica) para desenvolvimento de novos dispositivos termoelétricos.

Essas propriedades térmicas não usuais do BaBiO3, o colocam como candidato para o design de heteroestruturas funcionais, que surgem da combinação de dois ou mais materiais diferentes, geralmente em camadas finas e alternadas, que apresentam propriedades otimizadas ou novas, em relação aos materiais que as formam sendo considerados separadamente.

O estudo é parte de uma colaboração teórica-experimental coordenada pela professora Valentina Martelli (IFUSP). Os experimentos foram realizados por ela e pelo doutorando Alexandre Henriques (IFUSP) e pós-doutoranda Mariana Lima (IFUSP). As simulações computacionais e cálculos teóricos ficaram a cargo do professor Walber Brito (DF-UFMG). O grupo também contou com a participação de pesquisadores, Dr. Gohan e Dr. Gutmann, do ISIS Neutron and Muon Source - Reino Unido, e do Instituto Max Planck (Dr. Steffen Wirth), na Alemanha. A Profa Martelli agradece o Prof. J. Larrea Jiménez pelo suporte nos experimentos no Laboratorio LQMEC (Laboratory for Quantum Matter under Extreme Conditions). Agradecemos o apoio financeiro da FAPESP e do Instituto Serrapilheira.

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