Todas as Notícias

Trabalho da pesquisadora Márcia Fantini tem novo artigo publicado na Scientific Reports

O artigo “Oral vaccination of piglets against Mycoplasma hyopneumoniae using silica SBA‐15 as an adjuvant effectively reduced consolidation lung lesions at slaughter”, acaba de ser publicado pela Scientific Reports, do grupo Nature.


Trata-se de produto da colaboração da Profª. Márcia Fantini do IFUSP com grupos da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da UNESP, Departamento de Química da UNIFESP e do Instituto Butantan e traz resultados bastante positivos sobre proposta da vacina oral para porcos como parte do esquema de vacinação nas granjas. 
 
► A publicação é aberta e o artigo pode ser acessado em doi.org/10.1038/s41598-021-01883-2
 

Imagem: Divulgação

 

Prof. Paulo Nussenzveig é eleito fellow da Optica



O Instituto de Física cumprimenta e felicita Prof. Nussenzveig pela distinção conquistada.

Por: Depto. de Física Experimental para Comunicação IF.

 


O Departamento de Física Experimental tem a satisfação de anunciar que o Prof. Paulo Nussenzveig foi eleito “fellow” da Optica (novo nome da OSA - The Optical Society). É uma sociedade sediada nos EUA, criada há mais de cem anos como Optical Society of America, atualmente com perfil global. A categoria de fellow é restrita a 10% dos membros e, a cada ano, no máximo 0,5% dos membros podem ser eleitos. O reconhecimento do Prof. Paulo é “For ground-breaking demonstrations of multipartite multi-color entanglement of light in above-threshold optical parametric oscillators”. Apenas outros 7 cientistas trabalhando no Brasil haviam sido eleitos para essa categoria anteriormente. Agora, são dez, além do Prof. Paulo, os professores Antonio Zelaquett Khoury, da UFF, e Denise Maria Zezell, do IPEN, também foram eleitos. O anúncio, em inglês, pode ser lido no site oficial da OPTICA.

Sobre a Optica, o Prof. Nussenzveig comenta que a mudança de nome se deu este ano, expressando um objetivo de ser percebida como sociedade global. Bem justificado: ela já atua em inúmeros países e fomenta a criação de 'student chapters', incluindo vários no Brasil. A respeito da nomeação, declara: "É o reconhecimento de um trabalho em equipe, de muitos anos, envolvendo algumas gerações de estudantes, além da indispensável parceria com o Marcelo Martinelli".


Imagem: Reprodução

 

Série de vídeos exibe pesquisas científicas brasileiras de relevância internacional

'Cientistas Brasileiros Entre os Melhores' apresenta descobertas de 13 pesquisadores, entre eles Paulo Artaxo, Lygia da Veiga e Vanderlei Bagnato, da USP; assista aos episódios

Por: Tabita Said, Jornal da USP. Acesse aqui a matéria original.


Motivados por um desejo inabalável de contribuir com a qualidade de vida da sociedade, cientistas muitas vezes se vêem à deriva em um mar de tecnocracia e descaso. Os desafios são inúmeros: desde os entraves para obter financiamentos até a desvalorização de sua atividade nos centros de pesquisa e universidades, já chamadas de ‘balbúrdias’. Embora a pandemia de covid-19 tenha elevado a ciência brasileira a um papel de protagonismo na busca por soluções para a pior crise sanitária dos últimos cem anos, também evidenciou a necessidade de recursos e tempo para a colheita dos benefícios conquistados com o progresso científico. E tempo de estrada é algo que têm de sobra os  protagonistas da série Cientistas Brasileiros Entre os Melhores. Saiba mais...

Imagem: Reprodução

 

Pesquisa feita na Unicamp possibilita desenvolvimento futuro de LEDs de luz ultravioleta

Como isolante elétrico resistente a altas temperaturas, o nitreto de boro é um material com muitas aplicações comerciais. E novas funcionalidades ainda podem ser exploradas, entre elas a produção de diodos emissores de luz (LEDs) ultravioleta de tipo C (UVC)

Por: José Tadeu Arantes, Agência FAPESP. Acesse aqui a matéria original.


Esse tipo de luz é muito útil para esterilizar ambientes, superfícies ou mesmo a água, pois danifica o DNA de microrganismos, tornando-os inativos. Atualmente, lâmpadas fluorescentes são utilizadas como fontes de UVC, mas LEDs podem ter eficiência muito maior, analogamente ao que ocorre em seu uso como lâmpadas para iluminação doméstica. Um estudo objetivando compreender e controlar melhor as propriedades eletrônicas e ópticas do nitreto de boro, com vista ao desenvolvimento dessas novas aplicações, foi realizado no Laboratório de Pesquisas Fotovoltaicas do Departamento de Física Aplicada do Instituto de Física Gleb Wataghin, da Universidade Estadual de Campinas (IFGW-Unicamp). Artigo a respeito foi publicado recentemente na revista 2D Materials. Saiba mais...


Imagem: Acervo dos pesquisadores

 

O que é fusão nuclear e por que ela não deve, por enquanto, ajudar na crise climática

Tecnologia com enorme potencial para energia limpa é perseguida por países e investidores bilionários

Por: Philippe Watanabe, Folha de S. Paulo. Acesse aqui a matéria original.


O próximo salto da civilização humana pode estar nas estrelas. Mais especificamente no domínio da energia estelar: a fusão nuclear. A fusão, por seu potencial de gerar enormes quantidades de energia limpa, traz a esperança de que, no futuro, as nações não dependam mais de combustíveis fósseis para geração energética. O problema do parágrafo anterior está em uma palavra: futuro. A humanidade não pode contar imediatamente - e, considerando o estágio tecnológico atual, mesmo no médio prazo - com essa fonte energética para lidar com a crise climática em curso na Terra. Saiba mais...


Imagem: AFP

 

Estudo avança no desenvolvimento de baterias com maior capacidade de armazenar energia

Pesquisadores ligados ao Centro de Inovação em Novas Energias (CINE) e colaboradores deram um passo importante no desenvolvimento dos catalisadores necessários para otimizar o desempenho de baterias de lítio-oxigênio (Li-O2). Essas baterias destacam-se pela sua capacidade de armazenar muito mais energia do que as de íons de lítio atualmente existentes, mas ainda é necessário melhorar a sua ciclabilidade (a quantidade de recargas que o dispositivo permite antes do fim de sua vida útil) para que se tornem interessantes para a comercialização

Por: Agência FAPESP. Acesse aqui a matéria original.


“Este trabalho contribui para a construção de uma bateria Li-O2 com melhor eficiência de ciclos e maior durabilidade, sem recorrer a materiais nobres ou de alto custo”, resume o professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Gustavo Doubek, que é pesquisador principal no programa Armazenamento Avançado de Energia do CINE, um Centro de Pesquisa em Engenharia (CPE) constituído por FAPESP e Shell. Saiba mais...


Imagem: CINE/ Divulgação

 

Comissão Eleitoral divulga resultado da consulta à comunidade

A consulta à comunidade universitária tem caráter indicativo à Assembleia Universitária; a eleição será realizada no dia 25 de novembro

Por: Adriana Cruz, Jornal da USP. Acesse aqui a matéria original.


A Comissão Eleitoral divulgou o resultado da consulta à comunidade universitária sobre a escolha dos novos reitor e vice-reitora da USP, realizada hoje, dia 22 de novembro. A consulta à comunidade universitária tem caráter indicativo à Assembleia Universitária, a quem cabe a eleição da lista de chapas. A Assembleia é constituída pelo Conselho Universitário, pelos Conselhos Centrais, pelas Congregações das unidades e pelos Conselhos Deliberativos dos museus e dos institutos especializados. A eleição será realizada no próximo dia 25 de novembro. Saiba mais...


Imagem: Reprodução

 

Destaque do Ciência USP #20: Seria possível obter energia dos buracos negros?

Neste episódio, conversamos com Rodrigo Nemmen, professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP, que explica o que são buracos negros e como poderíamos obter energia deles

Por: Karina Tarasiuk, Jornal da USP. Acesse aqui a matéria original.


Em um artigo publicado na revista Physical Review D no primeiro semestre deste ano, pesquisadores da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, estudaram uma possibilidade de retirar energia dos buracos negros. Nesse novo estudo, físicos teorizaram sobre uma possível maneira de extrair essa energia: a partir de desconexões e reconexões de linhas de campo magnético próximas aos buracos negros. A nova teoria pode ajudar futuras pesquisas a entender melhor como eles funcionam. Saiba mais...

Imagem: Divulgação

 

Projeto 'Pioneiros da Física Brasileira' apresenta trajetória de Gleb Wataghin

O projeto “Pioneiros da Física Brasileira” – uma iniciativa de divulgação científica do Instituto Sul-Americano para Pesquisa Fundamental (ICTP-SAIFR) – divulgou recentemente a biografia do físico russo-italiano Gleb Wataghin, considerado por muitos o “pai da física” no Brasil

Por: Agência FAPESP. Acesse aqui a matéria original.


Além de colaborações com cientistas de outros países, muitos deles laureados com o Prêmio Nobel, Wataghin desenvolveu pesquisas pioneiras sobre raios cósmicos que vieram a resultar em descobertas com repercussão internacional. O projeto de divulgação científica é direcionado ao público geral e foi concebido com o intuito de homenagear cientistas que contribuíram decisivamente para o desenvolvimento da física no Brasil. Saiba mais...


Imagem: IFGW/ Unicamp

 

Falecimento do Prof. Luiz Guimarães Ferreira | Pelo Prof. Nei F. Oliveira Jr.

Hoje, 15 de novembro de 2021, recebi a triste notícia do falecimento do Professor Luiz Guimarães Ferreira.  Eu tenho escrito sobre o Prof. Quadros (ainda vivo, 102 anos e bem!), o Paulinho, o Balbachan, todos importantes no desenvolvimento inicial do Laboratório de Baixas Temperaturas. Assim, não posso deixar de escrever sobre o Prof. Guimarães, o “Guima” para muitos. Foi o grande esteio científico do grupo no início. 

Por: Prof. Nei F. Oliveira Jr.


Conheci o Guima superficialmente em 1954, no Colégio Santo Inácio do Rio de Janeiro, onde ambos estudamos. Ele fora agraciado com o prêmio de “Excelência”, o mais importante prêmio do colégio, para o melhor aluno em todo o curso (7 anos – Ginásio e Científico).  Estive em sua festa de formatura e entrega do prêmio, e participei tocando um número de piano. Depois viríamos nos encontrar novamente apenas em 1965, quando o Quadros o convidou, e ele aceitou, vir trabalhar na USP vindo do ITA.
 
Em São Paulo, assumiu de pronto o encargo de orientar vários estudantes do Grupo de Estado Sólido que estavam sem orientador, eu inclusive. Eu já tinha todo um volume de dados experimentais e o Guimarães foi importante na interpretação. Defendi já no ano seguinte. Havia três estudantes de Minas Gerais que o Guima “encampou”, herança do Prof. Newton Bernardes, e todos se formaram e desenvolveram carreiras na Universidade Federal de Minas Gerais. Pegou também estudantes novos, como o José Roberto Leite, de carreira muito importante na USP (e no Brasil) na pesquisa de Semicondutores. Ajudou muito o Quadros na montagem de uma carreira em Física na USP (doutoramento, livre docência, adjunto e titular). Em resumo, atacou em todas as frentes e resolveu todas. Chegou, posteriormente, a Diretor do IFUSP nos anos 80 e pouco depois se aposentou da USP, indo então trabalhar na UNICAMP onde terminou sua carreira.
 
O Quadros já conhecia bem o Guimarães quando o convidou. Havia já entre eles uma grande amizade, estreitada quando foram contemporâneos nos Estados Unidos, o Quadros trabalhando em Harvard e o Guimarães fazendo doutoramento no MIT. Sabendo da insatisfação do Guima no ITA, não teve dúvidas em trazê-lo para a USP. Completou-se então o tripé que tornou possível a existência e o crescimento da pesquisa em Estado Sólido, depois Matéria condensada, no IFUSP: - inicialmente o Prof. Mario Schemberg com a idealização, a arregimentação de estudantes, a contratação do pessoal inicial e, não menos importante, a obtenção junto ao governo federal das verbas necessárias, inclusive para a montagem de um laboratório de baixas temperaturas; - o Prof. Quadros, contratado para chefiar a montagem e colocação em funcionamento do laboratório e que foi a âncora do grupo até os anos 80; - e depois a contratação do Prof. Guimarães que deu vida à parte científica do grupo, cumprindo aquela que era a meta mais importante de todo o projeto, a pesquisa em semicondutores.
Ficamos amigos de imediato e tempos depois nos afastamos. Não posso, porém, deixar de manifestar aqui a grande admiração que sempre tive, e tenho,  pela sua inteligência brilhante e sua capacidade e competência como físico. Como professor, deixa o legado de estudantes que praticamente iniciaram e espalharam pelo país o estudo e a pesquisa em semicondutores. Como pessoa, amealhou muitos e grandes amigos que agora certamente se entristecem pela perda.
 

Foto: Arquivo IFUSP

 

Páginas