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DESTAQUE

Michel Paty

Graduado e doutor em Física e em Filosofia, é diretor emérito de pesquisa do CNRS (Centre National de la Recherche Scientifique), França, tendo atuado como docente e orientador de pesquisas na Universidade de Paris VII – Dennis Diderot.

Nas duas primeiras décadas de sua carreira como pesquisador criou e dirigiu um grupo de pesquisas em Física de Partículas na Universidade de Strasbourg, que desenvolveu relevantes estudos sobre neutrinos e interações nucleares (fortes e fracas). Nos anos 80, em parceria com colegas, cria e se torna diretor de uma equipe de pesquisas em Epistemologia e História das Ciências – equipe REHSEIS (Recherches Epistémologiques et Historiques sur les Sciences Exactes et sur les Institutions Scientifiques), atualmente Laboratoire SPHERE: Sciences, Philosophie, Histoire – que se consagrou como uma das mais importantes na França, contando atualmente com mais de uma centena de pesquisadores.

O Prof. Paty tem uma longa história de amizade com o Brasil. Em meados dos anos 60 foi um dos primeiros professores da Universidade de Brasília, tendo sua atuação interrompida pela ditadura militar. Nos anos 80 volta a estabelecer colaborações no Brasil, em especial com o Instituto de Física e com a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. Nesta última, foi professor visitante diversas vezes, chegando a residir como docente durante dois anos, em 2004 e 2005.

Ao longo de sua carreira suas pesquisas em Filosofia e História das Ciências trataram de diferentes temas: as relações entre Ciência e Filosofia no século das luzes, em especial a obra de Jean le Rond d´Alembert; os fundamentos e natureza dos conceitos da Física, a inteligibilidade no domínio da Física Quântica e as interpretações dessa teoria; a Ciência e a Filosofia de Albert Einstein.

Entre suas principais obras temos La matière dérobée. L'appropriation critique de l'objet de la physique contemporaine (com tradução publicada pela Edusp); L’analyse critique des sciences, ou le tétraèdre épistémologique; Einstein philosophe. La physique comme pratique philosophique; Albert Einstein, ou la création scientifique du monde (com tradução publicada pela Estação Liberdade); D'Alembert ou la raison physico-mathématique au siècle des Lumières (com tradução publicada pela Estação Liberdade); La physique du XXe siècle (com tradução publicada pela Ideias e Letras).

Atualmente se dedica primordialmente a questões relacionadas à natureza do conhecimento, refletindo sobre as formas simbólicas do pensamento, sobre a criação científica e sobre a racionalidade como fundamento da inteligibilidade do mundo e do real. Estes últimos pontos são o objeto de sua fala, A Ciência como Pensamento e como Experiência Objetiva do Mundo, que encerra o ciclo “Por que confiar nas Ciências? Epistemologias para no nosso Tempo”.

Link com informaçoes sobre o Prof. Michel Paty [1] [2]

Link da Transmissão

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SOBRE O CICLO POR QUE CONFIAR NAS CIÊNCIAS: EPISTEMOLOGIAS PARA O NOSSO TEMPO

Movimentos que negam a validade do conhecimento científico, do caricato terraplanismo ao perigoso antivacina, vêm ganhando força nos últimos anos. Um levantamento internacional realizado pelo Pew Research Center e divulgado em 30/09/2020 apontou que os brasileiros são os que menos confiam nas ciências.

Como reação a este contexto, vemos crescer movimentos em defesa das ciências, em especial voltados à divulgação científica. Contudo, muitos deles flertam com visões cientificistas. Dessa forma, uma questão se impõe: é possível defender uma especificidade epistemológica para as ciências sem precisar idealizá-las?

O objetivo do ciclo é discutir as características das ciências e suas relações com a sociedade, em que pesquisadores de diferentes áreas debaterão a temática. Ele é composto de vinte encontros, todos disponíveis no canal “TeHCo USP” no YouTube. 

Confira a Programação Completa.

Os encontros serão transmitidos pelo canal TeHCo USP no YouTube