IFUSP na Mídia

O que esperar de 2022 na área ambiental no Brasil

Por: Paulo Artaxo, para o Jornal da USP. Acesse aqui a matéria original.


O ano de 2021 foi muito difícil para nosso país, em vários aspectos. Não só pela pandemia da covid-19, mas, principalmente, pela forte degradação econômica, social e política que estamos vivenciando. Na área ambiental, observamos a degradação crescente e acelerada dos biomas brasileiros, além da contaminação das águas, solos e atmosfera. De modo mais geral, é claro o projeto de desmonte de políticas públicas em áreas vitais como educação, ciência, saúde e meio ambiente, e ele segue a todo vapor.

Somente neste ano, tivemos a derrubada de mais de 13 mil km² de florestas na Amazônia, e o Pantanal teve 60% de sua área queimada pelo segundo ano consecutivo, em atividades associadas a crimes ambientais. O agronegócio segue avançando sobre o Cerrado, já que não há a implementação de políticas de uso da terra voltadas à preservação dos nossos ecossistemas. O garimpo ilegal continua a poluir com mercúrio nossos rios, afetando a saúde de ribeirinhos, população indígena e de todo o bioma amazônico. E, para completar, os eventos climáticos extremos marcaram o Brasil central e trouxeram insegurança energética e hídrica a grande parte da população. 

Não é raro constatar, na mídia nacional e internacional, manchetes e editoriais nos quais o governo do Brasil é duramente criticado e repudiado por destruir políticas públicas, leis e órgãos de proteção ao meio ambiente, asfixiando instituições tradicionais, como o Ibama, ICMBio, Funai e outras. E os resultados destas ações se configuram no avanço dos crimes ambientais e nos ataques aos direitos de povos indígenas e das comunidades tradicionais. Saiba mais...

 

 

Laboratório da USP investiga novas tecnologias para captura e utilização de CO2

Laboratório da USP investiga novas tecnologias para captura e utilização de CO2Espaço inaugurado na Escola Politécnica da USP em colaboração com pesquisadores do IFUSP e outras unidades busca criar alternativas mais sustentáveis e econômicas por meio de alta pressão.

Por: Jornal da USP | Um só planeta. Acesse aqui a matéria original.


Os tradicionais processos de captura e transformação de dióxido de carbono (CO2), principal causador do aquecimento global e das mudanças climáticas, precisam ser atualizados. É o que defende Claudio Oller, professor titular do Departamento de Engenharia Química da Escola Politécnica (Poli) da USP e coordenador do recém-inaugurado Laboratório de Alta Pressão, que funciona naquele espaço.

Outro projeto que será desenvolvido no laboratório é Novas tecnologias para captura de CO2: solventes eutéticos profundos (DES) para captura de CO2 e materiais nanoestruturados para separação de gás (materiais avançados para membranas). “A palavra-chave do projeto é seletividade: nosso objetivo é tentar melhorar os filtros de captura de CO2 que já estão sendo utilizados pelas indústrias. Isso porque para transformar o CO2 em outros insumos, como o álcool, o carbono precisa estar puro”, explica Caetano Rodrigues Miranda, professor do Instituto de Física (IF) da USP e um dos coordenadores do projeto. Saiba mais...


Foto: IRClassen/Flickr CC | via Globo.com
 

 

Estudos detalham a eficiência das máscaras

Testes revelam como e quanto o uso de diferentes modelos de proteção facial limita a disseminação pelo ar de doenças infecciosas, como a Covid-19.

Por: Revista FAPESP. Acesse aqui a matéria original.


Pesquisadores brasileiros são os autores de uma das investigações mais abrangentes sobre a eficiência das máscaras faciais. Realizado por um grupo do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (IF-USP) e do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), o trabalho avaliou 227 diferentes máscaras – desde as feitas com tecnologia de ponta, como as de padrão PFF2/N95, até as costuradas em casa, passando por máscaras cirúrgicas e por aquelas vendidas no comércio popular, com tecidos sintéticos ou de algodão. Os resultados foram publicados na revista Aerosol Science and Technology em abril de 2021. “No começo da pandemia, a Faculdade de Medicina [FM] da USP entrou em contato com o professor Vanderley John, do Departamento de Engenharia de Construção Civil da Escola Politécnica [Poli-USP], dizendo que só tinha máscaras para mais três semanas, tanto no Hospital das Clínicas como no Hospital Universitário. Como o mercado não estava dando conta de atender a alta demanda, a FM-USP sugeriu a testagem de tecidos alternativos para confecção de máscaras”, lembra o estudante de doutorado do IF-USP Fernando Morais, principal autor do estudo. Saiba mais...
 

Imagem: USP/IPEN | via Revista FAPESP

 

Trabalho do Professor Carlos Fiore tem publicação na Nature Communications

O artigo “Coherence resonance in influencer networks”, trabalho do Prof. Carlos E. Fiore do departamento de Física Geral, foi publicado pela Nature Communications. 


Redes complexas compostas por “hubs” são importantes e manifestam-se em diversos sistemas na natureza, dentre eles, formação de opinião, conectividade sináptica e outros. Em colaboração com pesquisadores do ICMC-USP e Universidade de Potsdam (Alemanha), mostramos que a presença de tais estruturas juntamente na presença de um ruído estocástico com intensidade ótima pode favorecer a sincronização do sistema. Este efeito, pouco explorado no contexto da estocasticidade, resulta da sinergia entre a estrutura do sistema e o ruído. 
 
► A publicação é aberta e o artigo pode ser acessado em nature.com/articles/s41467-020-20441-4
 

Figura: Distribution of the order parameter R versus the effective diffusion q in the influencers. Ver artigo para informações completas.

 

Confap anuncia resultados do Prêmio Francisco Romeu Landi de CT&I

Confap anuncia resultados do Prêmio Francisco Romeu Landi de CT&IPaulo Artaxo, professor do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (IF-USP) e membro da coordenação do Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG), foi o vencedor do Prêmio Confap de Ciência, Tecnologia & Inovação na categoria Ciências Exatas.

Por: Agência FAPESP. Acesse aqui a matéria original.


Os resultados da premiação foram anunciados na quinta-feira (09/12), no primeiro dia do Fórum do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), no Parque Tecnológico Itaipu, em Foz do Iguaçu, no Paraná.
 
Patrocinado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o prêmio – que homenageia Francisco Romeu Landi (1933-2004), que ocupou o cargo de diretor-presidente da FAPESP entre 1996 e 2004 – é outorgado a pesquisadores cujo trabalho tenha contribuído para o avanço do conhecimento e para o bem-estar da população brasileira nas áreas de Ciências da Vida, Exatas, Humanas, Inovação para o Setor Empresarial, Inovação para o Setor Público e a profissionais de comunicação que, por meio do jornalismo científico, contribuíram para a aproximação entre a CT&I e a sociedade. Os candidatos nas diversas categorias foram indicados por Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs) de todo o país. Saiba mais...
 

Carlos Américo Pacheco, diretor-presidente do CTA da FAPESP, recebe o prêmio conferido a Paulo Artaxo, vencedor na categoria Ciências Exatas (foto: Confap)

 

 

Alguns fatos e algumas considerações sobre o ensino a distância

Por: Otaviano Helene para o Jornal da USP. Acesse aqui a matéria original.


 
1) Professores e educadores sempre utilizaram todos os recursos que poderiam beneficiar os processos de ensino, estudo e aprendizado. Os velhos mimeógrafos, muitos reproduzindo textos manuscritos, dada a dificuldade de acesso a máquinas de escrever, substituídos depois pelas fotocópias, os vídeos educativos, as apostilas impressas, muitas vezes por meios gráficos bastante precários, entre tantos outros recursos, sempre foram adotados quando eles eram as melhores opções disponíveis. Portanto, nada também contra o ensino a distância, desde que ele seja o melhor que podemos fazer em certas circunstâncias, como durante a epidemia de covid-19. O ensino a distância também é um recurso que deve ser usado quando ele é alguma coisa a mais, não substituindo o ensino presencial, mas complementando-o, ou quando a outra opção é não fazer nada.

 

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Otaviano Helene – Foto: Reprodução /YouTube

 

Precisamos manter o otimismo na ciência, apesar do negacionismo

Paulo Nussenzveig – Jornal da USPPandemia de desinformação é um dos grandes desafios que os cientistas vão enfrentar no futuro próximo, diz Paulo Nussenzveig.

Por: Paulo Nussenzveig para a Rádio USP. Acesse aqui a matéria original.


Neste final de ano, manter o otimismo na ciência, apesar do negacionismo, é o assunto da coluna do físico Paulo Nussenzveig. “No dia 3 de dezembro, a revista Nature publicou uma entrevista com Francis Collins, que deixará este mês a posição de diretor dos National Institutes of Health, o poderoso NIH dos EUA. Collins passou 12 anos à frente da instituição e refletiu sobre sucessos obtidos, assim como temas em que gostaria de ter feito mais”, relata. “Entre os sucessos, ele elenca as situações em que conseguiu juntar cientistas de múltiplas disciplinas e organizar projetos verdadeiramente ousados e audaciosos, que dificilmente teriam acontecido espontaneamente.” 

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Imagem: Montagem Jornal da USP 

 

A ciência aberta na USP

Por Sylvio Canuto, pró-reitor de Pesquisa da USP; Debora Rejane Fior Chadi, professora do Instituto de Biociências da USP; e Fausto Medeiros Mendes, professor da Faculdade de Odontologia da USP

Por: Jornal da USP. Acesse aqui a matéria original.


Foi lançado, no dia 26 de outubro, o Portal USP de Ciência Aberta, por meio de um trabalho envolvendo a Pró-Reitoria de Pesquisa, a Agência USP de Gestão da Informação Acadêmica (Aguia) e a Superintendência de Tecnologia da Informação (STI).

Durante o lançamento do portal, o magnífico reitor, prof. Vahan Agopyan, e o pró-reitor de Pesquisa, prof. Sylvio Canuto, também publicaram a Declaração USP de Apoio à Ciência Aberta, o que pode ser encontrado na íntegra no portal. Nesse mesmo dia, foi anunciado que a USP, a partir daquele momento, era signatária da Declaração de São Francisco sobre Avaliação da Pesquisa (Dora – The Declaration on Research Assessment), se juntando a  milhares de instituições e pesquisadores de 150 países no mundo. Saiba mais...
 

Sylvio Canuto – Foto: IEA-USP

 

 

 

 

 

Trabalho da pesquisadora Márcia Fantini tem novo artigo publicado na Scientific Reports

O artigo “Oral vaccination of piglets against Mycoplasma hyopneumoniae using silica SBA‐15 as an adjuvant effectively reduced consolidation lung lesions at slaughter”, acaba de ser publicado pela Scientific Reports, do grupo Nature.


Trata-se de produto da colaboração da Profª. Márcia Fantini do IFUSP com grupos da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da UNESP, Departamento de Química da UNIFESP e do Instituto Butantan e traz resultados bastante positivos sobre proposta da vacina oral para porcos como parte do esquema de vacinação nas granjas. 
 
► A publicação é aberta e o artigo pode ser acessado em doi.org/10.1038/s41598-021-01883-2
 

Imagem: Divulgação

 

Prof. Paulo Nussenzveig é eleito fellow da Optica



O Instituto de Física cumprimenta e felicita Prof. Nussenzveig pela distinção conquistada.

Por: Depto. de Física Experimental para Comunicação IF.

 


O Departamento de Física Experimental tem a satisfação de anunciar que o Prof. Paulo Nussenzveig foi eleito “fellow” da Optica (novo nome da OSA - The Optical Society). É uma sociedade sediada nos EUA, criada há mais de cem anos como Optical Society of America, atualmente com perfil global. A categoria de fellow é restrita a 10% dos membros e, a cada ano, no máximo 0,5% dos membros podem ser eleitos. O reconhecimento do Prof. Paulo é “For ground-breaking demonstrations of multipartite multi-color entanglement of light in above-threshold optical parametric oscillators”. Apenas outros 7 cientistas trabalhando no Brasil haviam sido eleitos para essa categoria anteriormente. Agora, são dez, além do Prof. Paulo, os professores Antonio Zelaquett Khoury, da UFF, e Denise Maria Zezell, do IPEN, também foram eleitos. O anúncio, em inglês, pode ser lido no site oficial da OPTICA.

Sobre a Optica, o Prof. Nussenzveig comenta que a mudança de nome se deu este ano, expressando um objetivo de ser percebida como sociedade global. Bem justificado: ela já atua em inúmeros países e fomenta a criação de 'student chapters', incluindo vários no Brasil. A respeito da nomeação, declara: "É o reconhecimento de um trabalho em equipe, de muitos anos, envolvendo algumas gerações de estudantes, além da indispensável parceria com o Marcelo Martinelli".


Imagem: Reprodução

 

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